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Notícias | Região Jovem hamburguense

Catar tornou-se destino do sonho de Giordana estudar fora do País

Experiência é vivida em câmpus de universidade americana

Por Bruna Mattana
Última atualização: 14.08.2019 às 11:22

Foto por: Arquivo pessoal
Descrição da foto: Northwestern: Giordana é estudante de Comunicação
O sonho da hamburguense Giordana Fogaça Bido, 21 anos, sempre foi estudar fora do País. Ela nunca imaginou, no entanto, que seu destino seria o Catar. O país que será sede da Copa do Mundo de 2022, além de ser considerado o mais rico do mundo, reúne um núcleo de universidades estrangeiras que levam para lá seus principais cursos, por meio da Fundação do Catar para a Educação, Ciência, e Desenvolvimento Comunitário. De volta a Novo Hamburgo, a estudante compartilhou a experiência acadêmica para mostrar que o Catar pode ser um destino para quem, como ela, deseja estudar no exterior.

Hoje, Giordana mora na Education City, que forma esse núcleo de universidades. "Não há competição entre as nove universidades que compõem a Education City. Cada uma leva os seus melhores cursos para lá, então só há o curso de Comunicação, por exemplo, na Northwestern University (onde estuda)", explica.

Ela tem duas bolsas de estudo: uma de mérito e outra de auxílio financeiro. "Mas também possuo uma espécie de financiamento. Quando concluir os estudos, terei de trabalhar de 1 a 6 anos em empresas que sejam filiadas à Fundação do Catar", salienta. A conquista da vaga fez de Giordana a primeira brasileira a estudar na Northwestern University e também a primeira a estudar Comunicação no câmpus do Catar.

Apoio da família virou incentivo

Foto por: Arquivo pessoal
Descrição da foto: Férias: com o pai Vitor e a mãe Maria Cláudia em Gramado
Giordana retornou ao Catar na segunda-feira, depois de visitar os pais, Vitor e Maria Cláudia Bido. "É difícil deixar a família, mas eles sempre me apoiaram. Minha mãe sempre quis fazer graduação no exterior, mas não pôde, então me dá a maior força. Quando disse que ia para o Catar, todo mundo disse que era loucura. A ideia que se tinha era de zona de conflito. O país não era conhecido como ficou depois

do anúncio da Copa. Adoro morar lá e incentivo outros estudantes a fazerem o mesmo." Na última semana, Giordana esteve na Feevale para relatar a experiência a estudantes de Jornalismo, Publicidade e Propaganda e Relações Públicas.

Viagens

Ao longo deste primeiro ano na Education City, Giordana já teve a oportunidade de conhecer outros dois países. "Realizamos um projeto voluntário no Quênia e conhecemos grandes empresas de mídia em Nova York. Tudo custeado pela universidade", diz.

Como chegou lá

"Minha primeira opção eram os Estados Unidos ou algum país da Europa. Me inscrevi em vários processos, por meio da plataforma The Common Application, pedi carta de recomendação aos professores onde estudava, me dediquei a aprofundar o idioma inglês, fiz entrevistas. Me preparei durante 2017 inteiro", conta.

Entre as universidades que tentou, a hamburguense havia se inscrito para a Northwestern University, nos Estados Unidos, mas não passou na seleção. "Como eles têm um câmpus no Catar, me chamaram para uma entrevista lá. Me perguntaram se eu aceitaria estudar no Catar. Nem pensei duas vezes. Essa universidade, que acabei ingressando no ano passado, é a décima melhor dos EUA e a vigésima melhor do mundo", pontua a estudante de Comunicação.

Impressões sobre o país da Copa

Continuar no Catar não é um problema para Giordana. "É um lugar extremamente seguro. A qualidade de vida é ótima, e como vou me formar exatamente no ano da Copa do Mundo, com certeza, logo terei trabalho", projeta.

Embora o país seja rico e seguro, as barreiras culturais são os principais desafios com os quais a estudante precisou lidar no dia a dia. "O país possui um código de conduta rigoroso. Não posso usar roupas que mostrem os ombros e nem acima do joelho. Cumprimentos com beijos, abraços e apertos de mão entre homens e mulheres não são permitidos, e sabe como brasileiro é afetuoso, né?", brinca.

Ao longo deste primeiro ano na Education City, Giordana já teve a oportunidade de conhecer outros dois países. "Realizamos um projeto voluntário no Quênia e conhecemos grandes empresas de mídia em Nova York. Tudo custeado pela universidade", diz.

Saiba mais

Catar, ou Qatar, é um país árabe, tem população de 2,7 milhões, conhecido como um emirado do Oriente Médio, cuja capital é Doha

Governado pela família Al Thani desde meados do século 19, nos últimos sessenta anos o Catar transformou-se de um pobre protetorado britânico a um país rico, conhecido principalmente por pertencer a um Estado independente com receitas significativas de petróleo e gás natural.

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