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'Pena é o que sinto por ele agora', diz jovem baleada pelo ex

Atirador se apresentou na delegacia, mas ficou em silêncio e disse que só falará em juízo
14/08/2019 10:10 14/08/2019 10:14

Foto por: Renata Strapazzon/GES-Especial
Descrição da foto: Bazar fechou após jovem levar tiro no rosto

Baleada no rosto pelo ex-companheiro
, a jovem Vitória Suelen Coimbra da Silva, de 20 anos, se diz aliviada com a prisão do atirador, Cristiano Bessa Arisi, 40. O comerciante se entregou nesta terça-feira (13) à Polícia e falou que está arrependido. O crime aconteceu no último dia 7, no bazar da família da jovem, no Centro de São Leopoldo.

À reportagem, Vitória se disse aliviada, pelo medo que tinha de sofrer novo ataque, e definiu em uma palavra o sentimento pelo algoz: “pena”. Com o lado esquerdo da face paralisado, ela frisa que a prioridade agora é se recuperar da cirurgia. Vitória afirma que, durante o relacionamento, nunca sofreu violência. "Ele não era agressivo. Não acreditava que podia fazer isso comigo. Teve um surto de agressividade quando a gente se separou."

Com parte do rosto coberto por curativo e à base de medicamentos, se diz aliviada com a captura. "O maior medo é que ele voltasse a me atacar."

Tentativa de feminicídio

Foto por: Priscila Carvalho/GES-Especial
Descrição da foto: CAPTURADO: Arisi alegou que agiu bêbado e foi levado ao presídio na tarde de ontem
Dono de uma loja de brique em Novo Hamburgo, o comerciante chegou à 2ª DP de São Leopoldo por volta das 11h30, acompanhado de advogado. “Ele declarou que agiu sob forte emoção, bêbado, por causa de ciúmes”, comenta o titular do órgão, delegado Rodrigo Zucco.

O delegado de Homicídios de São Leopoldo, Ivair Santos Matos, diz que Arisi será indiciado por tentativa de feminicídio. Ele não chegou a ser interrogado, por opção da defesa, que prefere esperar pela conclusão do inquérito. Na tarde de ontem, ele foi conduzido para a Cadeia Pública de Porto Alegre.

"O maior medo é que ele voltasse a me atacar"

Como você ficou sabendo da prisão e como se sentiu?
Vitória Suelen Coimbra da Silva - Estava deitada, descansando, quando meu pai me contou. Fiquei feliz, pelo sentimento de segurança. Alívio. O maior medo, de toda a família, era que ele voltasse a me atacar. Porque todo dia chegava informação nova de que ele estava se escondendo para me matar.

Como está sua recuperação?
Vitória - A bala afetou a mandíbula e fiquei com o lado esquerdo do rosto paralisado. Hoje encaminhei tratamento com fonoaudióloga e fisioterapeuta. O tratamento vai ser de oito meses a um ano.

O que você lembra do ataque?
Vitória - Foi no dia que saiu a medida protetiva. Eu tinha ido duas vezes à delegacia, porque na primeira arquivaram por erro e ele não foi notificado. Fui de novo e na quarta de manhã (dia 7) saiu. Daí me encorajei, me sentindo segura pelo amparo, e fui trabalhar.

Você estava escondida?
Vitória - Sim. Estava há três semanas sem ir à loja que tenho com minha mãe. Ficava um pouco na casa de cada parente. Ele vinha me ameaçando desde a separação.

Como ele a atacou?
Vitória - Estava descarregando mercadoria, colocando preço, botando na prateleira. Ele desceu do Uber, a passos largos, e insistiu para ver meu telefone, porque queria saber se eu estava tendo contato com homem. Eu respondi que não ia dar e que chamaria a Polícia. Minha mãe, apavorada, pediu para eu entregar, pois ele estava armado e ameaçava atirar. Eu repeti que ia chamar a polícia. Ele sacou a arma e fez o disparo contra meu rosto. Não fiquei inconsciente, até chegar ao bloco, onde me anestesiaram para cirurgia.

Quanto tempo vocês ficaram juntos?
Vitória - A gente ficou um ano e sete meses juntos. A gente se conheceu e fui morar com ele. Estávamos há umas três semanas separados. Saí da casa dele e aluguei um apartamento (no bairro Canudos), que ele invadiu duas vezes. Vi que estava correndo perigo e procurei a Polícia.

Ele já tinha a agredido?
Vitória - A gente tem diferença grande de idade. Sempre foi muito ciumento e controlador, mas nunca tinha me batido. Ele não era assim. Não era agressivo. Não acreditava que podia fazer isso comigo. Teve um surto de agressividade quando a gente se separou.

O que você sente por ele?
Vitória - Quando vi a imagem dele preso, deu pena. É o que sinto por ele agora. Nem raiva nem ódio. Quem sabe esse sentimento mude? Porque é tudo muito recente. Quero me concentrar na minha recuperação, no tratamento. Também está sendo muito difícil para minha mãe, que viu tudo.

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