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Notícias | Região Operação Egypto

Justiça concede liberdade a todos os réus envolvidos com a InDeal

Magistrado manteve suspensão da empresa e impôs condições aos denunciados

Por Silvio Milani
Última atualização: 14.08.2019 às 22:44

O juiz da 7ª Vara Federal de Porto Alegre, Guilherme Beltrami, revogou na tarde desta quarta-feira (14) as prisões preventivas dos sócios da InDeal Régis Lippert Fernandes e Francisco Daniel Lima de Freitas. Eles eram os únicos que permaneciam recolhidos entre os dez presos na manhã de 21 de maio pela Operação Egypto, que apura fraude financeira milionária da empresa sediada em Novo Hamburgo. O magistrado observou, no entanto, que as atividades da empresa devem continuar suspensas.

A decisão foi tomada a pedido do Ministério Público Federal (MPF), por causa dos habeas corpus obtidos na última sexta-feira (9), no Superior Tribunal de Justiça (STJ), em Brasília, por outros dois donos, Ângelo Ventura da Silva e Marco Antônio Fagundes. O MPF entende que a situação dos dois beneficiados não se distingue nem é mais grave que a dos outros réus. "A medida estende o habeas corpus a todos os réus. Estou em Brasília tratando da situação", informou, ontem à noite, o advogado Michael Gomes Pecorella, defensor de Régis e Francisco.

Foto por: Inézio Machado / GES
Descrição da foto: InDeal: mesmo com réus respondendo em liberdade, empresa não pode operar.

Uma das sócias 'esquecida'

Além de determinar alvará de soltura para Régis e Francisco, o juiz revogou o monitoramento eletrônico para os que obtiveram prisão domiciliar entre julho e agosto – Karin Denise Homem, Fernanda de Cássia Ribeiro, Neida Bernadete da Silva, Flávio Gomes de Figueiredo e Paulo Henrique Godoi Fagundes. No despacho teria sido esquecido o nome da única mulher sócia, Tássia Fernanda da paz, que obteve habeas corpus no fim de julho por meio de pagamento de fiança.

Denunciados devem obedecer medidas

Na decisão, o juiz impõe condições para estender o habeas corpus aos que estavam presos ou em casa com tornozeleira eletrônica. Beltrami destaca que eles estão proibidos de falar entre si, com testemunhas e com qualquer pessoa relacionada ao fato. Também devem entregar o passaporte e ficam impedidos de sair do País. E advertiu: "Deverão ser advertidos de que o descumprimento de quaisquer das obrigações causará a revogação imediata das medidas
substitutivas e a expedição de ordem de prisão."

Vidas de luxo que destruíam sonhos

A Operação Egypto faz alusão ao crime de pirâmide financeira. A InDeal prometia rendimentos de 15% ao mês por meio de aplicações em criptomedas, mas, segundo a Receita Federal, só comprou os ativos digitais em fevereiro deste ano, após reportagem do Jornal NH que denunciava os negócios suspeitos da empresa. Milhares de clientes foram lesados, conforme a operação, enquanto os sócios e colaboradores próximos mantinham vida de luxo. Há clientes que chegaram a vender propriedades da família para aplicar na InDeal, iludidos com a propaganda de dinheiro fácil. Os donos da empresa teriam aumentado o patrimônio pessoal em mais de 100% entre 2017 e 2019. Carros de luxo, joias e milhões em dinheiro foram apreendidos. Além dos dez presos em maio, há outros cinco denunciados.

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