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Notícias | Região Educação

Brinquedoteca ensina sobre ancestralidade e gênero

Uma mala cheia de cultura e diversão de origem indígena e africana

Por Bianca Dilly
Última atualização: 03.09.2019 às 22:25

Foto por: BIANCA DILLY/BIANCA DILLY/GES-ESPECIAL
Descrição da foto: CURIOSIDADE: alunos se encantaram com os brinquedos

No meio da aula, uma mala bate à porta. "O que tem dentro dela?", perguntam, ansiosas, as crianças. É a Brinquedoteca Multicultural, que chegou na Escola Municipal de Ensino Fundamental (Emef) Boa Saúde, em Novo Hamburgo, na manhã de ontem. Quando descobrem seu conteúdo, os rostos demonstram surpresa e curiosidade. Livros e brinquedos das culturas africana e indígena chegaram, para serem explorados pelos alunos da educação infantil. No colégio, são 18 estudantes da faixa etária 5 anos que acompanham o lançamento do projeto.

Bonecas e bonecos negros, casais de super-heróis, sereia e sereio, ancestrais negros, tecidos, colares, cestos, maracá e bichos indígenas fazem parte da mala. Inclusive, há materiais feitos pelas tribos caingangue e mbyá-guarani. "É um trabalho muito importante para que as crianças conheçam os seus antepassados, suas origens e história, além de trazer representatividade", explica a professora Tamara Franken da Silva. Diversidade cultural e questões de gênero também foram abordados.

A ação, que é coordenada pela Organização Mundial para a Educação Pré-Escolar em Novo Hamburgo (Omep/NH), distribuiu outras nove brinquedotecas em Novo Hamburgo, Campo Bom, Estância Velha, Morro Reuter e São Leopoldo. "O nosso objetivo é pensar em uma pergunta: o que precisamos fazer para defender os direitos das crianças? E uma das respostas é que as culturas africana e indígena precisam ser trabalhadas de forma mais sensível nas escolas", diz a presidente da Omep NH, Rosane Romanini.

Mais de 3 mil alunos

A Brinquedoteca Multicultural vai ficar nas escolas durante um mês. Na Emef Boa Saúde, serão oito turmas participantes, totalizando 170 alunos. "Faremos uma roda de conversa para que eles contem suas experiências. Até o final do ano, queremos envolver 30 colégios e mais de 3 mil alunos", relata Rosane. Quem já aprovou a atividade foi o pequeno Matheus Henrique Siqueira, 6 anos, na manhã de ontem. "Eu peguei um livro, um colar que foi feito pelos índios e uma capa que os africanos usavam. Achei legal, porque nunca tinha brincado com esses brinquedos", comentou.

PRA GAROTADA

O Brasil é um País de várias culturas e é muito importante conhecê-las. Além da africana e indígena, podemos citar as influências de imigrantes como os alemães, italianos e japoneses, por exemplo. "Quanto mais a gente vive e conhece coisas diferentes, mais respeito vamos ter. Precisamos aceitar as diferenças", lembra Rosane, que também é professora.


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