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Caso Ruschel

Após 13 anos do crime: o que falta para acusada de matar escrivão ir a julgamento?

Adriana Guinthner, companheira da vítima na época do crime, segue em liberdade
11/09/2019 03:00 11/09/2019 14:02

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Foto por: Arquivo GES
Descrição da foto: VÍTIMA: escrivão judicial foi assassinado em outubro de 2006 em Novo Hamburgo
O relator do processo do Caso Ruschel no Tribunal de Justiça (TJ), desembargador José Antonio Pitrez, colocará em julgamento no mês que vem se a acusação da ré será por homicídio simples ou qualificado. É o que falta para Adriana Guinthner ir a júri popular pelo assassinato do companheiro, o escrivão judicial Paulo Cesar Ruschel, há quase 13 anos, em Novo Hamburgo. Ela se diz inocente.

"Ciente das petições intentadas pelo assistente de acusação. Aguarde-se pauta de julgamento do feito, aprazada para o mês de outubro", despachou o desembargador na segunda-feira. É uma resposta aos repetidos pedidos do advogado da família da vítima, Fábio Adams, para que o processo saia da gaveta, sob argumento do risco de prescrição. "A família está angustiada com essa espera. A dona Noemia (mãe da vítima, de 94 anos) diz que ainda pretende ver o julgamento", comenta Adams.

A DENÚNCIA

Adriana está denunciada por homicídio duplamente qualificado - motivo torpe, que seria a intenção de ficar com pensão e bens do escrivão, e recurso que impossibilitou defesa da vítima, pois ele estava dormindo quando levou os tiros fatais. O advogado dela, Jader Marques, entrou com recurso contra as qualificadoras. Enquanto o TJ não decidir, o júri não sai.

'O foco é julgar'

Diante das circunstâncias, Adams considera irrelevantes as qualificadoras. “Depois de tanto tempo, o foco é julgar. Não importa se vai com uma ou duas qualificadoras, ou ainda sem nenhuma, o que não acredito, porque não muda muito a pena.” Ele acredita em júri popular até o fim do ano. “Vai depender da pauta, claro. Na pior das hipóteses, no início de 2020.” Para o advogado, as provas colhidas no inquérito e no processo, como contradições, depoimentos e a cena do crime, incriminam Adriana. Marques não quis se manifestar.

Processo de reviravoltas

Em setembro de 2009, o então juiz da 1ª Vara Criminal de Novo Hamburgo, André Vorraber Costa, decidiu que Adriana deve ir a júri. A defesa recorreu ao TJ, onde a sentença foi derrubada. Por dois votos a um, em abril de 2013, a 2ª Câmara Criminal absolveu a ré. Foi a vez do Ministério Público apelar, ao Superior Tribunal de Justiça, em Brasília, que em junho de 2017 invalidou a decisão do TJ e restabeleceu a da vara inicial. Foi unânime. Os cinco ministros da 5ª Turma consideraram que Adriana deve ir a júri.

A defesa ainda tentou absolver a cliente e evitar o júri no Supremo Tribunal Federal (STF), mas o STJ negou seguimento do recurso à instância superior. Assim, ficou decretada como definitiva a decisão de júri para Adriana.

Entenda o caso

- Funcionário do Judiciário havia mais de 23 anos, Paulo Cesar Ruschel, 48, foi morto com dois tiros na cabeça e um no tórax por volta das 2 horas de 22 outubro de 2006. Ruschel dormia quando uma pessoa entrou no quarto e disparou.

- A companheira, Adriana Guinthner, na época com 36 anos, foi presa na tarde de 8 de novembro, ao sair da Prefeitura de Novo Hamburgo, onde trabalhava. Seis dias depois, ganhou habeas corpus e passou a responder em liberdade.

- A conclusão da Polícia e do Ministério Público é de crime passional com motivação financeira. A companheira teria matado o escrivão porque ele estaria querendo se separar.

- Adriana nega envolvimento. Segundo ela, o assassinato teria relação com o trabalho da vítima no Foro de Novo Hamburgo.

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