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Notícias | Rio Grande do Sul Operação Rodin

Yeda Crusius é condenada por improbidade administrativa

Condenação é relacionada ao esquema em torno de contratos do Detran

Última atualização: 07.06.2019 às 21:04

Foto por: Arquivo/GES
Descrição da foto: Yeda Crusius, ex-governadora
A ex-governadora Yeda Rorato Crusius foi condenada em ação civil pública de improbidade administrativa ajuizada pelo Ministério Público Federal (MPF) devido ao esquema fraudulento revelado pela Operação Rodin. A informação foi divulgada nesta sexta-feira pelo MP.

Segundo o órgão, na sentença, Yeda foi condenada ao ressarcimento do prejuízo decorrente de um contrato realizado entre o Departamento de Trânsito do Rio Grande do Sul (Detran - RS) e a Fundação Educacional e Cultural para o Desenvolvimento e o Aperfeiçoamento da Educação e da Cultura (Fundae). Além dela, os demais réus responsáveis também foram condenados à perda da função / aposentadoria pública caso ocupada à época do trânsito em julgado da sentença, à suspensão dos direitos políticos pelo prazo de cinco anos, além do pagamento de multa, no valor de 2% do valor total e atualizado do dano e na proibição de contratar com o Poder Público, pelo prazo de cinco anos.

São atribuídos à ex-governadora comportamentos de improbidade, pois, segundo o MP, ela tinha conhecimento do esquema fraudulento e também omissão de providências de investigação, manutenção de fraudes licitatórias e desvio de recursos públicos, enriquecimento ilícito e ações para escamotear responsabilidade nos termos da Operação Rodin.

Em julho de 2014, a Justiça da 3ª Vara Federal de Santa Maria, recebeu a denúncia em ação de improbidade administrativa contra a ex-governadora Yeda Crusius. O processo é um dos quinze originados na chamada "Operação Rodin". A tramitação processual foi retomada em fevereiro de 2014, depois de quase três anos no aguardo de confirmação do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Yeda foi governadora do Estado entre 2007 e 2011.

O que diz a defesa da ex-governadora

A ex-governadora Yeda Crusius disse que não se pronunciaria sobre o caso, mas que seu advogado, Fábio Medina, comentaria a setença. Contatado pela reportagem do Jornal NH, Medina falou que recebeu a notícia da condenação de Yeda com perplexidade. “Trata-se de uma sentença arbitrária e injusta, na medida em que não reconheceu a culpa da governadora, afastando dela a conduta dolosa, mas considerando a governadora negligente e imprudente quanto à operação. Entendemos a sentença, nesse aspecto, como arbitrária, na medida em que a governadora sempre desempenhou suas competências com zelo e dedicação”, disse.

O advogado ressaltou, ainda, que acredita na reversão da sentença, que ele caracterizou como “midiática”. Segundo Medina, a defesa vai recorrer à decisão. “Vivenciar no seu governo atos de corrupção, não significa que o governador tenha que se responsabilizar por eles. Além disso, o escândalo envolvendo o Detran começou muito antes do governo Yeda”, salientou.

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