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Vara de Novo Hamburgo

MP irá recorrer da decisão que revoga permanência de detentos em presídios federais

A alegação do MP para a manutenção das prisões é pela necessidade de mantê-los distantes das facções
12/07/2019 16:41

Foto por: Rodrigo Ziebell / SSP
Descrição da foto: Operação Pulso Firme: presos foram transferidos em 2017
O Ministério Público (MP) vai encaminhar à Vara de Execuções Criminais de Novo Hamburgo recurso aos indeferimentos do pedido de renovação de dois presos no regime federal. Segundo o MP, as negativas foram expedidas na última quarta-feira (10), às solicitações referentes a dois integrantes de organizações criminosas de tráfico de entorpecentes.

O argumento do MP para a manutenção das prisões é pela necessidade de distanciá-los das facções. O entendimento da instituição é que a continuidade dos criminosos no sistema carcerário da União é um dos indicadores que contribuíram para a redução da criminalidade. Os outros 15 pedidos ainda não têm decisão.

No final do mês de junho, o MP encaminhou os pedidos de renovação da transferência de 17 presos para o sistema prisional federal. Foram enviados 12 pedidos para a Vara de Execuções Criminais de Porto Alegre, quatro para a de Novo Hamburgo e um para a Vara Criminal de Canoas. Os presos são os mesmos que foram transferidos pela Operação Pulso Firme, ocorrida em 2017. Atualmente, nove detentos estão no Presídio Federal de Porto Velho (Rondônia), sete em Campo Grande (Mato Grosso do Sul) e um em Mossoró (Rio Grande do Norte). Na época da operação, foi preso Juliano Biron, investigado por tráfico de drogas, associação ao tráfico e apontado como autor do homicídio praticado contra o fotógrafo Gustavo Gargioni, em Canoas.

A operação

A Operação Pulso Firme foi um esforço interinstitucional que desencadeou a transferência de 27 presos ligados ao crime organizado para o sistema penitenciário federal em 28 de julho de 2017. A maioria dos detentos estava na Cadeia Pública de Porto Alegre, o antigo Presídio Central, e na Penitenciária de Alta Segurança de Charqueadas. Mais de 3 mil agentes de diversos órgãos e instituições participaram da ação. Os pedidos de transferências dos presos foram feitos por promotores de Justiça de todo o Estado, com a articulação da Procuradoria-Geral de Justiça.

Jornal NH
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