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CHILE

Natureza democrática para diferentes turistas em Torres del Paine

O parque localizado no extremo sul oferece maravilhas para os amantes da aventura, mas também tem lugar para quem gosta de mais conforto
11/09/2019 14:42 11/09/2019 20:54

Foto por: Nicolas Gajardo Henriquez/Wikimedia
Descrição da foto: SÍMBOLO: as Torres del Paine dão nome ao parque e dominam a paisagem
O fim do mundo é lindo. E te deixa sem fôlego. Literalmente e metaforicamente. Explorar o Parque Nacional Torres del Paine, no extremo sul do Chile, exige caminhar e um bom pique. Mas o que se vê na paisagem vale o suor. O mais emblemático é a subida à base das torres, principal cartão-postal do parque. São cerca de 22 quilômetros, metade subindo, metade descendo, e leva o dia inteiro – em média, oito horas.

As três torres de granito, que foram esculpidas pelos glaciares ao longo de séculos, têm sempre uma centralidade nos passeios. Mas não se assuste: além dos diversos circuitos de caminhadas com diferentes graus de dificuldade, há outras opções para explorar os 283 mil metros quadrados do parque.

As agências de Puerto Natales também oferecem passeios de ônibus, que duram o dia inteiro e param em pontos dentro e fora do parque. Eles costumam buscar no hotel e trazer de volta – algumas incluem refeições e entradas, em outras o valor é pago à parte. Os preços começam em uma média de R$ 200. Para chegar, é preciso voar da capital Santiago até Punta Arenas, e depois seguir por cerca de 300 quilômetros por uma boa estrada até o parque. Outra possibilidade é voar de Santiago para Puerto Natales, que fica a apenas 80 quilômetros do parque - mas esse trajeto só funciona durante a altíssima temporada, entre dezembro e fevereiro.

Nas proximidades do parque existem acomodações para todos os tipos de gosto e bolso. Em uma viagem como essa, o planejamento é importante para definir a quantidade de dias que o turista pretende ficar na região. Geralmente, quatro ou cinco noites é o período ideal para os passeios principais. (AE)

Roteiro mais suave

Foto por: LBM1948/Wikimedia
Descrição da foto: LAGUNA AZUL: local de beleza ímpar de acesso relativamente fácil
Nem todos terão a disposição ou mesmo fôlego para a caminhada de 22 quilômetros - ida e volta - até a base das Torres del Paine. Mas ótimas alternativas no imenso parque. Uma caminhada bastante agradável é pela Laguna Azul e Cañadón Macho. Nesse trajeto de aproximadamente 8 quilômetros, de nível baixo de dificuldade, o viajante percorre trilhas que passam por lugares de beleza ímpar. 

Existem ainda outras excursões, como uma que leva até rochas com pinturas rupestres feitas pela tribo dos Aonikenk, índios nômades que viveram na região. É chamada de Trilha dos Caçadores, com cerca de 8 quilômetros, que podem ser percorridos com calma e sem grande esforço.

A Estância Lazo (estancialazo.com) recebe os turistas para uma cavalgada bucólica em um lindo bosque que culmina em um local de vista incrível. 

Outro grande achado na região é a excursão para Cornizas. São cerca de 3 quilômetros de caminhada para chegar ao topo de um morro em Cerro Guido. Do penhasco, o viajante tem uma vista impressionante do vale, com o maciço de Paine à frente. A presença de enormes condores é constante.

Nível avançado

Quem vai em busca de trekking pesado encontra no Circuito W - o mais famoso do parque - seu principal desafio. O trajeto compreende 71 quilômetros e quatro dias de caminhada, passando por paisagens lindas, mas enfrentando frio e carregando na mochila itens de acampamento e alimentação. É preciso planejamento: o parque exige reserva para pernoitar nas áreas de acampamento, e a cada temporada pode haver mudanças na logística do circuito - vale sempre consultar o site do parque (parquetorresdelpaine.cl).

Caça (fotográfica) ao puma

Foto por: PXHere
Descrição da foto: ESPETÁCULO: vista das montanhas geladas a partir da Laguna Azul
Atração emocionante é avistar o puma, o enorme felino das Américas. Tudo com a ajuda dos chamados "trackers", rastreadores especializados em seguir os pumas para depois levar turistas para fazer imagens. É um negócio, cada vez mais lucrativo, feito por fazendeiros da região. Na beira da estrada, pessoas com roupas camufladas e lentes enormes ficam na expectativa para fotografar o animal. Obviamente, nem sempre o resultado é positivo.

Esse tipo de excursão tem gerado um debate sobre o quanto a presença dos humanos cada vez mais perto dos pumas pode estressar os felinos, que na região chegam a 3 metros, da ponta do rabo até a cabeça, e podem pesar mais de 100 kg. Eles não são monitorados, mas estima-se que existam cerca de 90 na região.

O felino não tem hábito de atacar humanos. Em vez disso, prefere se alimentar de guanacos (espécie de primo da lhama), vistos aos montes na paisagem. 

Há diversas empresas especializadas no passeio, mas também é possível reservar no seu próprio hotel. Mesmo sem comprar o pacote específico de perseguição ao puma, o viajante tem a possibilidade de encontrar o animal por acaso.

O emblemático Glaciar Grey

Foto por: PXHere
Descrição da foto: GELEIRA: Glaciar Grey é uma das imagens mais espetaculares de Torres del Paine
Imagine imensos blocos de neve compactada sobre a terra, como grandes montanhas de gelo, que alimentam um lago com a água oriunda de seu derretimento nos meses mais quentes. É assim que se apresenta o Glaciar Grey, um dos passeios mais emblemáticos da região de Torres del Paine. O tour começa com uma pequena caminhada por uma trilha, que passa por uma praia até chegar ao barco. Por causa das baixas temperaturas, os turistas preferem ficar dentro da embarcação no início da navegação. Aos poucos, a paisagem atrai as pessoas para fora - por isso, vá bem agasalhado com luvas, gorro e cachecol.

Para esquentar, são servidas bebidas alcoólicas, principalmente uísque, que pode ser apreciado com gelo extraído do próprio glaciar. Todos os dias, uma equipe do barco retira uma pequena quantidade de gelo dos icebergs que estão boiando no lago. Pode ser puro marketing (ou a percepção alterada de quem já tomou umas a mais), mas todos dizem que o gelo deixa a bebida mais gostosa. No trajeto pelo lago, há vários icebergs antes do glaciar. O visual é lindo e as cores mudam bastante a cada manobra. No outono, o frio é intenso e piora com o vento polar. 

Aquecimento global afeta a geleira

Com atuais 24 quilômetros de comprimento por 6 quilômetros de largura, a geleira Glaciar Grey vem perdendo de 4 a 6 metros de seu tamanho por ano. E ela não é a única: no total, são 48 glaciares no lado sul da Patagônia e apenas dois não retrocedem dramaticamente: Pio XI, no Parque Bernardo O'Higgins, e o Perito Moreno, em El Calafate, na Argentina. Muitos culpam o aquecimento global e garantem que 98% do gelo do mundo está se retraindo.

Depois de ver bem de perto o glaciar, o barco começa a retornar para seu porto. O trajeto ida e volta na baixa temporada custa 75 mil pesos (R$ 430) com a Turismo Lago Grey.

Na volta, uma parada obrigatória, dentro do parque, é a cachoeira do Salto Grande. A placa de sinalização avisa que o vento é muito forte no local e passa dos 100 km/h. De lá, é possível ter uma ótima vista da queda d'água e se impressionar com o som dos ventos uivantes.

Foto por: AnjieKay/Wikimedia
Descrição da foto: SALTO GRANDE: queda d'água é uma parada "obrigatória" após a visita à geleira

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