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Cotidiano | Viver com saúde Aumento nos casos

Poluição e uso frequente de eletrônicos podem desencadear a síndrome do olho seco

Oftalmologista Carlos Muniz fala das causas e sintomas da doença

Por Juliana Flor
Publicada: 19.11.2018 às 14:31

Foto por: Javier Sánchez Mingorance
Descrição da foto: Olhos
Estamos piscando cada vez menos. A concentração nas telas nos faz esquecer daquele movimento primitivo de abrir e fechar os olhos, essencial para a lubrificação do órgão. São tantas as facilidades trazidas pelos dispositivos eletrônicos que não temos mais olhado para os lados ou para o horizonte, medida importante para a saúde da visão e, quem sabe, também para refrescar a nossa mente.

Aumento

Não dá, porém, para culpar só os computadores, a poluição e algumas doenças podem desencadear a Síndrome do Olho Seco, que tem registrado um aumento de casos na região, esclarece o oftalmologista Carlos Muniz.

Segundo o especialista, o crescimento é provocado “possivelmente por poluição, aumento de usuários de medicações que geram olhos secos, aumento de uso de computadores, tablets e celulares”. Muniz destaca ainda que o “problema não são os aparelhos e sim os usuários, que levam mais tempo para piscar os olhos, facilitando a evaporação lacrimal”.

Causas

Foto por: Divulgação
Descrição da foto: Oftalmologista Carlos Muniz
A síndrome é uma afecção multifatorial e pode ser secundária a diversas doenças. “As mais comuns são as reumáticas. Podem ocorrer por infecções oculares ou sistêmicas, desidratação, doenças genéticas e má formações”, revela. Veja mais situações que podem desencadear a doença:

* Disfunção de bordas palpebrais (inflamações de bordas de base de cílios – blefarites, inflamações de glândulas de bordas palpebrais – meibomites).
* Queimaduras químicas, térmicas ou por radiação.
* Medicações que diminuem a produção lacrimal ou que interferem na estabilidade lacrimal, como alguns antidepressivos, por exemplo.
* Desorganização da arquitetura da pálpebra (ectrópio e entrópio), condições em que as pálpebras viram-se para fora, ou para dentro.
* Por exposição (paralisia facial, em que o paciente perde a força muscular para fechar os olhos, causando secura por evaporação).

Sintomas

Entre os sintomas, os pacientes costumam sentir ardência ocular, hiperemia, prurido, sensação de corpo estranho e lacrimejamento.

Riscos

Nos casos mais graves, a secura ocular pode provocar cicatrizes corneanas, causando distorção, opacificação da córnea, e até mesmo perfuração ocular espontânea.

Tratamentos

O tratamento consiste em descobrir a causa base do problema, corrigir a disfunção anatômica e aliviar os sintomas com colírios lubrificantes, géis e pomadas. Em casos severos, é indicado o uso de plugs – pequenos implantes colocados nos canais lacrimais – que drenam o excesso de lágrima para o nariz, aumentando a concentração de lágrima nos olhos. O recurso é usado nos casos em que os colírios lubrificantes são insuficientes.


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