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Entrevista: ginecologista alerta sobre HIV em gestantes gaúchas

Taxa de detecção de gestantes com HIV no Brasil vem apresentando tendência de aumento nos últimos anos.
24/12/2018 14:13 24/12/2018 14:20

Foto por: Divulgação
Descrição da foto: HIV
O Rio Grande do Sul não tem muito o que comemorar em relação ao declínio da aids. De acordo com o ginecologista Régis Kreitchmann, que é membro da Associação de Obstetrícia e Ginecologia do Rio Grande do Sul (SOGIRGS) e também atua no Serviço de HIV/Aids da Secretaria Municipal de Saúde, a taxa de detecção de gestantes com HIV no Brasil vem apresentando tendência de aumento nos últimos anos.

Como está a situação da aids no Rio Grande do Sul? Enquanto o País mostra queda de 16% em casos de morte causadas pelo vírus HIV entre 2014 e 2017, o nosso Estado é o segundo com mais mortes: 1.249, ficando só atrás de São Paulo (que é o primeiro), com 2.146 mortes, de um total de 11.463 óbitos em todo o Brasil. Porto Alegre ainda ficou no topo do ranking de detecção dos casos de aids: 60,8 casos a cada 100 mil habitantes. Em segundo lugar, está Florianópolis, com 55,7 casos a cada 100 mil habitantes. Pode-se dizer que no RS a epidemia de aids está generalizada e muito esforço será necessário para o seu controle.

Há indícios de que aumentou a taxa de contaminação entre gestantes no Estado. Quais são os índices? Foram notificados no País, no período de janeiro de 2000 até junho de 2018, 116.292 gestantes infectadas com HIV. Verificou- se que 38,6% das gestantes eram residentes da região Sudeste, seguida pelas regiões Sul (30,4%), Nordeste (17,2%), Norte (8,0%) e Centro-Oeste (5,8%). Somente no ano passado foram identificadas 7.882 gestantes infectadas no Brasil, sendo 29,0% no Sul.

Como é feito o tratamento contra o vírus? O tratamento evoluiu muito com o uso de menos comprimidos ao dia para o controle do vírus, mas o paciente precisa ter acesso ao serviço de saúde e ótima adesão ao tratamento durante toda a vida. O indivíduo que trata e usa as medicações de forma cuidadosa diminui a sua carga viral e o risco de transmissão é muito pequeno e impede também a progressão da doença e o aparecimento de infecções oportunistas. Existem testes rápidos oferecidos de forma gratuita nos postos de saúde e o tratamento com os antirretrovirais é totalmente custeado pelo SUS.

Qual é o principal motivo da contaminação das gestantes com HIV? Em Porto Alegre 2% das gestantes estão contaminadas com HIV, uma taxa sete vezes maior do que em outras capitais. A grande maioria das gestantes é infectada pela relação sexual com o parceiro atual ou mesmo com algum parceiro do passado. O mais importante é realizar o diagnóstico precoce durante o pré-natal, com o início imediato do tratamento. Mulheres que moram na rua e consumidoras de crack são os grupos mais difíceis de fazer esse manejo, assim como as gestantes que se infectam durante a gravidez ou durante o aleitamento, possuindo cargas virais elevadas, e colocando o seu bebê em risco de contágio pelo HIV. É importante que os parceiros de todas gestantes, sejam testados para detectar a presença do HIV e outras doenças sexualmente transmissíveis como a sífilis, durante o pré-natal.

Que tipos de cuidados a gestante com HIV deve ter? Ela precisa ser encaminhada para um serviço de saúde especializado durante o tratamento, onde será acolhida e receberá antirretrovirais durante a gestação e após o parto. A gestante vai reduzir a sua carga viral no sangue e se tornar menos infectante para o seu bebê. Será fornecido leite artificial à criança, pois o vírus passa através do leite materno. O bebê precisará tomar um xarope contendo antirretroviral durante o primeiro mês de vida.

O HIV ainda é visto como tabu? O preconceito ainda é muito grande, principalmente por ter relação com a transmissão sexual. Infelizmente o sexo ainda é tabu em nossa sociedade. O boletim epidemiológico do Ministério da Saúde mostra também que a população de homens jovens homossexuais é a que mais está se infectando pelo HIV. A epidemia de Aids está longe de ser resolvida e a população precisa se proteger desenvolvendo atitudes de prevenção ao contágio.


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