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Saúde

Brasil perderá certificado de erradicação de Sarampo após mais um caso endêmico no País

Perda da certificação é retrocesso inegável, diz especialista
22/03/2019 10:21

O Brasil perderá o certificado de erradicação do sarampo após a confirmação de mais um caso endêmico, ou seja, dentro do território brasileiro em 23 de fevereiro no Pará. As informações foram divulgadas pelo Ministério da Saúde.

O ministério notificou o caso para a Organização Pan Americana da Saúde (OPAS) e informou que já trabalha para controlar a doença e obter novamente o status de país livre do sarampo. O Brasil viveu um surto da doença em 2018 com mais de 10 mil casos registrados especialmente no Amazonas e em Roraima.

A perda do certificado de eliminação do sarampo pelo Brasil representa um retrocesso inegável, avalia o presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações, Juarez Cunha. "O País trabalhou muito para conseguir o certificado", constatou. Para ele, a imagem do Programa Nacional de Imunização, que sempre colecionou elogios no cenário internacional, fica arranhada.

Cunha atribui a perda do certificado aos decrescentes índices de cobertura vacinal. "A redução ocorre por diversos fatores", disse. Para começar, o aumento significativo das vacinas que integram o calendário vacinal. Hoje, são 16, somente nos primeiros anos de vida. Na década de 70, eram seis. "Essa expansão é benéfica, significa uma melhoria na proteção. Mas muitos pais resistem a submeter a criança a várias picadas numa mesma consulta", ressaltou. "Seria proteção, mas o que eles temem é o desconforto da criança."

O desconforto falaria mais alto porque a proteção seria contra doenças que pais muitas vezes só ouviram falar. "É significativa a parte da população que nunca teve contato com pacientes que tiveram doenças protegidas pelas vacinas. Fica a falsa impressão de que o risco não existe mais." 312 cidades, parte delas, em São Paulo, tem risco de retorno da pólio, por causa dos baixos indicadores de vacinação.

O presidente da sociedade também apontou outros aspectos: o movimento antivacinal e a dificuldade de acesso aos postos. O médico é cuidadoso ao avaliar as propostas que começam a ser apresentadas pelo governo, sobretudo a que trata da obrigatoriedade da apresentação da carteira de vacinação no momento da matrícula. "Vamos esperar para ver os detalhes da sugestão."



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