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Mais que uma simples vermelhidão no rosto, rosácea é doença inflamatória

Condição é mais comum em pessoas com pele e olhos claros e não tem cura, mas tem controle
13/08/2019 16:06 13/08/2019 16:42

Foto por: fotos Divulgação
Descrição da foto: Rosácea eritematotelangiectásica: vermelhidão centrofacial, vasos dilatados, rubor
Bochechas rosinhas em meio à pele branquinha do rosto é uma cena fofa de se ver, especialmente entre as crianças, certo? Em dias de frio, então, como é bonitinha aquela corzinha no rosto. O alerta para a saúde é, porém, quando uma vermelhidão toma conta do rosto dos adultos e se torna uma doença que predomina em todas as estações do ano: a rosácea. A dermatologista em Novo Hamburgo, Kenselyn Oppermann, explica que a rosácea é uma doença inflamatória da pele, predominantemente facial e com tendência a se tornar crônica e a ter uma manifestação variável. "Manifesta-se principalmente por eritema [vermelhidão] facial persistente, telangiectasias [vasos dilatados] e episódios de rubor ou flushing [eritema transitório]. Outras formas de rosácea podem se apresentar com bolinhas avermelhadas ou amareladas - pápulas e pústulas -, alterações de espessamento cutâneo (fimas) ou sintomas oculares. Apesar da forma papulopustulosa da rosácea muitas vezes lembrar um quadro de acne, são condições bem diferentes", destaca.

Ano todo

A médica ressalta que a rosácea pode apresentar uma piora em qualquer estação do ano, pois depende de diversos fatores, porém o paciente precisa ficar atento às oscilações no tempo. "A rosácea piora com a exposição solar, mas também se exacerba com as mudanças bruscas de temperatura, como observamos no inverno. Por exemplo, quando a pessoa sai de um ambiente muito frio para outro quente, isso faz piorar a rosácea. Outro fator importante relacionado ao inverno é que o frio causa ressecamento da pele. Na rosácea existe também um defeito na barreira cutânea e a pele, sem a adequada hidratação, também manifesta seus sintomas", detalha.

 

Mais do que bochechas avermelhadas

Foto por: Divulgação
Descrição da foto: Kenselyn Oppermann, dermatologista
A especialista informa que a doença não se resume apenas às bochechas avermelhadas. "A rosácea é sim predominantemente no centro da face, mas pode acometer os olhos e também o couro cabeludo. Em casos graves, a rosácea pode se espalhar pelo rosto, mas não costuma afetar outras partes do corpo. E a rosácea ocular pode existir mesmo sem sintomas cutâneos, podendo causar coceira, lacrimejamento, sensação de areia e ressecamento ocular", cita Kenselyn.

A médica alerta para os sintomas comuns da rosácea, o que então leva à busca pelo atendimento médico. "Além do quadro de vermelhidão persistente, vasos dilatados com ou sem o surgimento de lesões que lembram acne, os pacientes com rosácea relatam ressecamento facial, ardência, coceira, sensação de queimação ou 'pinicação' e apresentam uma pele sensível a diversos estímulos."

 

Fatores agravantes da rosácea

* Sol e calor

* Mudanças bruscas de temperatura

* Bebidas e alimentos quentes e/ou condimentados

* Bebidas alcoólicas

* Situações de estresse

* Uso excessivo de cosméticos e produtos irritantes

Foto por: Divulgação
Descrição da foto: Rosácea fimatosa: edema e espessamento progressivo de áreas como nariz e queixo

 

Sem causa conhecida

Foto por: Divulgação
Descrição da foto: Rosácea ocular: ardência, coceira e vermelhidão
Kenselyn explica que a doença não é contagiosa e a exata causa da rosácea é ainda desconhecida, "mas sabe-se que existe uma reatividade vascular anormal e uma estrutura alterada do arcabouço da pele. Sua causa é multifatorial, há uma predisposição genética importante - até 30% relatam ocorrência familiar de rosácea - sendo uma dermatose predominante de indivíduos com pele clara, principalmente indivíduos com cabelos e olhos claros."

A médica inda detalha que o diagnóstico ocorre predominantemente entre os 30 e 60 anos, com um pico entre 40 e 50 anos, sendo raro na infância e adolescência. As mulheres são as mais acometidas, porém os homens apresentam os quadros mais severos. "Fatores ambientais provocativos e agravantes reconhecidos são a exposição aos raios ultravioletas (UV), mudanças abruptas de temperatura, calor, substâncias irritantes aplicadas na pele, alimentos e bebidas quentes e/ou condimentadas, ingesta de álcool, exercícios físicos e situações de estresse", acrescenta.

 

Diagnóstico e tratamento

Foto por: Divulgação
Descrição da foto: Rosácea papulopustulosa: vermelhidão, presença de pápulas e/ou pústulas
O diagnóstico é essencialmente clínico, como a maioria das doenças da pele, através da história clínica e do exame físico, ressalta a especialista. O profissional habilitado a diagnosticar e tratar essa condição é o médico dermatologista, que saberá quando indicar uma biópsia. "A biópsia pode ser sim um exame complementar em alguns casos", complementa.

Sobre o tratamento, Kenselyn lembra que este é um quadro crônico, ou seja, sem cura. Assim cada caso deve ser avaliado individualmente para assim ser definido como será feito o controle. "O tratamento inclui evitar os agentes agravantes da rosácea, fotoproteção, além da hidratação com cremes específicos para cada pele e medicamentos tópicos [de aplicar na pele] ou sistêmicos [por via oral], que podem variar de antibióticos até retinoides. Este tratamento vai depender da forma da rosácea, assim como da sua extensão e gravidade. Para formas em que predominam vasos dilatados e vermelhidão pode haver melhora com luz intensa pulsada (LIP). A doença não tem cura, portanto é necessário acompanhamento com dermatologista a fim de buscar uma melhor qualidade de vida. E não esqueça de usar protetor solar regularmente", alerta.

 

Algumas dicas de cuidados com a pele no inverno

Durante o inverno, a pele sofre um processo mais intenso de ressecamento, seja por diminuição da transpiração (sudorese) ou por aumento da temperatura da água nos banhos. Acompanhe as orientações abaixo dadas pela dermatologista que podem ser aplicadas de um modo geral, em especial aos idosos, às crianças e às pessoas com dermatite atópica:
* Evite banhos quentes – Prefira aquecer o banheiro em vez de aumentar a temperatura da água. A água quente, além de ressecar a pele, faz piorar uma condição muito frequente que é a dermatite seborreica (vulgarmente conhecida como caspa).
* Não use buchas ou esponjas de forma rotineira – O excesso de atrito destrói a barreira natural de proteção da pele, agravando o ressecamento.
* Crie o hábito de usar hidratantes – O melhor momento de passar o hidratante é após o banho, pois a umidade na pele facilita a absorção. Prefira hidratantes em creme, que possuem um poder maior de hidratação do que os óleos de banho, por exemplo. Para a face, existem hidratantes diferentes dos corporais e também específicos para cada tipo de pele. Pessoas com pele oleosa não devem usar os mesmos tipos de hidratantes de quem tem pele seca.
* Hidrate-se – Tome bastante água, isso auxilia na hidratação cutânea.
* Evite ensaboar demais – Use os sabonetes onde realmente precisa, ou seja, nos locais com odor ou com excesso de oleosidade ou suor. Para os mais sensíveis, podem ser indicados os produtos de limpeza livre de sabão e com ph balanceado.
* Proteja-se do sol – Não posso deixar de reforçar essa orientação: o protetor solar deve ser usado também no inverno, até mesmo nos dias de chuva, e reaplicado a cada 3 ou 4 horas. Isso é extremamente importante, usar protetor solar deve ser um hábito assim como escovar os dentes pois, além de ser a principal medida antienvelhecimento, previne manchas e, principalmente, câncer de pele!

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