Olá leitor, tudo bem?

Use os ícones abaixo para compartilhar o conteúdo.
Todo o nosso material editorial (textos, fotos, vídeos e artes) está protegido pela legislação brasileira sobre direitos autorais. Não é legal reproduzir o conteúdo em qualquer meio de comunicação, impresso ou eletrônico.
VOLTAR
FECHAR

Rua Jornal NH, 99 - Bairro Ideal - Novo Hamburgo/RS - CEP: 93334-350
Fones: (51) 3065.4000 (51) 3594.0444 - Fax: (51) 3594.0448

PUBLICIDADE
Viver com Saúde

O que é hérnia e como tratar? Entenda como é a cirurgia que Bolsonaro precisa fazer

Conforme o Ministério da Saúde, incômodo, que pode vir seguido de dor ou mesmo sem sintomas na fase inicial, afeta entre 20% e 25% da população adulta no País
02/09/2019 12:40 02/09/2019 12:42

Foto por: Divulgação
Descrição da foto: Tratamento da hérnia é apenas cirúrgico, explica especialista
No próximo domingo, dia 8, o presidente Jair Bolsonaro passará por uma cirurgia de hérnia na parede abdominal para corrigir a alteração que surgiu no local onde foi atingido por uma facada. A intervenção irá retirar a hérnia incisional, ou seja, que surgiu no local da incisão feita para reparar o dano causado pelo ataque.

Se não realizada a cirurgia, a hérnia pode trazer diversos incômodos, como na hora de se abaixar ou mesmo de fazer os exercícios. E no caso de um morador da região, não me refiro àquela dorzinha muscular comum de quem se exercita. Para um empresário de Novo Hamburgo de 47 anos, a dor trazida pela hérnia umbilical alterava seu dia a dia e até sua saúde. "O que mais impactava e incomodava em minha rotina é que precisei parar de fazer atividades físicas, pois sentia dor e um incômodo no local. Não conseguia fazer abdominais e nem outros exercícios e ganhei peso por causa disto. Além da estética, que estava feia na região do umbigo. Após a cirurgia, o umbigo voltou novamente a ser como era e não tenho mais dores. As atividades físicas ainda não foram retomadas, pois não houve liberação médica", conta o morador em recuperação.

280 mil cirurgias

Como o empresário da região, milhares de brasileiros têm se atentado para a importância da cirurgia para tratar a hérnia na parede abdominal. No País, segundo dados da Sociedade Brasileira de Hérnia e Parede Abdominal (SBH), foram realizadas 281.392 cirurgias de hérnia da parede abdominal entre março de 2018 e março de 2019 apenas pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O cálculo em nível mundial, ainda conforme a entidade, é de aproximadamente 26 milhões de procedimentos por ano.

Este número poderia ser ainda maior, pois o medo da cirurgia ainda é dos entraves para a solução do problema. O especialista em cirurgia do aparelho digestivo João Couto alerta para a prevalência da doença, especialmente entre os homens a partir dos 40 anos, e esclarece que a intervenção é relativamente simples e com ótimo resultado. "Temos realizado inúmeras cirurgias de hérnias com bastante sucesso. A maioria delas com mini-incisões e sempre com novas tecnologias, buscando trazer aos nossos pacientes, maior conforto e a mais rápida recuperação", ressalta.

Prevalência entre os brasileiros

Atualmente, conforme o Ministério da Saúde, as hérnias afetam entre 20% e 25% da população adulta no Brasil. Entre os especialistas desta área médica, é comum o alerta para a prevenção e tratamento, pois quem nunca teve hérnia, especialmente entre os homens, pode vir a ter.

Hérnia

Fique atento aos sintomas

Couto destaca que a princípio, "a hérnia não apresenta sintomas importantes, mas se a abertura no tecido muscular e a protusão aumentarem, a dor pode passar a ser contínua, aumentando ou diminuindo, de acordo com os movimentos do corpo. Piora bastante com esforço ou levantamento de objetos pesados e ainda por atividades que pressionem a parte inferior do abdome, como o esforço para evacuar, para tossir e até mesmo, por ficar de pé por um grande período".

Em alguns casos ela pode desaparecer sem nenhuma intervenção e então retornar, alerta o médico. "Pode então ficar encarcerada, pois as alças intestinais não retornam à posição normal. Neste caso, haverá bloqueio da circulação sanguínea naquela parte do tecido, tendo ali o estrangulamento da hérnia, então, além da dor, surgirão náuseas e vômitos. Na presença desses sintomas, é fundamental procurar uma assistência médica com urgência", reforça.

Mas o que causa a hérnia?

Antes de tudo é preciso entender o que é uma hérnia na região abdominal. Pela definição médica, é uma protusão de um órgão ou parte dele por um orifício natural ou adquirido, ou seja, um escape parcial ou total de um ou mais órgãos por esta abertura que surgiu por má formação ou por enfraquecimento nas camadas de tecido protetoras dos órgãos internos do abdome. "Para exemplificar: esta condição normalmente surge quando o indivíduo realiza um movimento que necessite de muita força, tossir ou realizar qualquer tarefa que eleve a pressão na cavidade abdominal", cita o cirurgião.

Couto destaca que muitos casos podem estar ligados à gestação e à obesidade. "As hérnias podem já existir desde o nascimento, mas seu volume pode ser imperceptível por muitos anos. Algumas vezes, aparecem em bebês e crianças e isso acontece quando a membrana que cobre os órgãos abdominais não se fecha corretamente antes do nascimento. Qualquer atividade ou problema médico que aumente a pressão nos músculos e no tecido da parede abdominal pode causar uma hérnia, incluindo constipação crônica, excesso de esforço para evacuar, tosse crônica, fibrose cística, próstata aumentada, excesso de peso, levantamento de pesos, alimentação inadequada, fumo, testículos que não desceram, entre outros", ressalta.

Já as hérnias incisionais, ou seja, aquelas que surgiram no local após uma cirurgia, podem ocorrer quando o paciente tem uma grande infecção abdominal e a musculatura não cicatrizou em toda a sua extensão, segundo o médico. "Outras vezes, pode ter havido um erro técnico no fechamento de sua incisão em uma operação inicial. De fato, existem diferentes causas para a formação de hérnias incisionais e elas podem ser pequenas ou grandes, dependendo de cada caso. Há também o fator de defeito do metabolismo do colágeno. Segundo a literatura médica, a média de hérnia incisional ocorre em 20% de todas as incisões no abdome maiores do que cinco centímetros. Essas hérnias, muitas vezes, vão precisar de cirurgia convencional e são muito difíceis de tratar, tanto no preparo pré-operatório quanto nos cuidados do pós-operatório, sem contar com a própria cirurgia", detalha o especialista.

Não adie o tratamento!

Foto por: Divulgação
Descrição da foto: João Couto, especialista em cirurgia do aparelho digestivo
Normalmente, as hérnias costumam aumentar de tamanho pelo medo do paciente em operar, segundo pesquisas da SBH, que alerta para as complicações desta espera. Na região inguinal, as hérnias tendem a aumentar de tamanho com o tempo, independentemente de qualquer outro motivo. E ainda: se vem acompanhada do levantamento frequente de peso, o problema pode se agravar.

O cirurgião explica que "não existe tratamento curativo ou paliativo para a hérnia, apenas a cirurgia. De um modo geral, as cirurgias são programadas e relativamente simples e consistem na 'recolocação do conteúdo' à cavidade abdominal e o fechamento da superfície ou do orifício por onde houve a 'passagem'. Em poucos casos será necessário realizar uma cirurgia de emergência. A cirurgia é, então, o único e exclusivo tratamento que pode corrigir permanentemente uma hérnia. Hérnias pequenas que não apresentam sintoma precisam ser observadas", diz.

Tipos de hérnias

Há diversas possibilidades de hérnias. Conforme o médico de Novo Hamburgo, os três principais tipos em ordem decrescente de ocorrência são:

Hérnia inguinal: ocorre na virilha. Em homens, pode se estender até os testículos levando à hérnia inguinoescrotal.

Hérnia umbilical ou paraumbilical: surge ao redor do umbigo e normalmente é causada pela passagem de alguma alça intestinal através da musculatura. Ocorre mais comumente em bebês e costumam desaparecer espontaneamente.

Hérnia epigástrica: surge na linha média do abdome, como consequência do afastamento dos músculos retoabdominais.

Outros tipos de hérnia são hérnia femoral, hérnia incisional, hérnia de hiato esofágico, hérnia muscular, hérnia diafragmática, hérnia de Petit, hérnia de disco, hérnia cerebral, entre outras.

Quatro sinais da hérnia na região abdominal

Aumento de volume localizado, uma "bolinha" no abdome

Dor ou desconforto localizado

Incômodo ou dor pioram com atividade física, tosse ou aumento da pressão dentro da barriga

Sintomas melhoram quando a pessoa está deitada

Fonte: Sociedade Brasileira de Hérnia e Parede Abdominal (SBH)

Jornal NH
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
Capa do dia

FOLHEIE O SEU JORNAL PREFERIDO NA TELA DO SEU COMPUTADOR.

ACESSE ASSINE AGORA
51 3600.3636
CENTRAL DO ASSINANTE

51 3553.2020 / 51 992026770
CENTRAL DE VENDAS DE ASSINATURAS