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Modos de ser e estar

Arma de fogo traz segurança?

Minha prática diária com a segurança pública me faz estudar e analisar com maior acuidade certos temas polêmicos relacionados à área como, por exemplo, o desarmamento. .

Minha prática diária com a segurança pública me faz estudar e analisar com maior acuidade certos temas polêmicos relacionados à área como, por exemplo, o desarmamento. São diversas as opiniões e é preciso que, neste momento de campanha eleitoral, sejam buscadas informações fidedignas para votar de maneira consciente, principalmente quando se trata de assuntos tão caros à manutenção da democracia, da paz e da vida.

Há uma tendência de posicionamento que sugere que todos os cidadãos se armem em sua própria defesa, como se isso não tivesse nada a ver com o estado e com a gestão das políticas de segurança. Ou seja, como se a opção de ter uma arma fosse uma decisão e uma responsabilidade individual. É muito perigoso pensar numa proposta assim, que traria certamente, mais insegurança e não o contrário, como aponta a pesquisadora Ilona Szabó, especialista em segurança pública e diretora executiva do Instituto Igarapé, uma instituição sem fins lucrativos, independente e apartidária. Armar cidadãos é se isentar da responsabilidade, sustenta Ilona no seu livro “Segurança pública para virar o jogo” que mostra um panorama dos principais desafios da segurança no país tentando responder, por exemplo, porque o Estado brasileiro não consegue proteger os cidadãos e, o quanto lemas como “bandido bom é bandido morto” colocam todos nós em risco.

Em um País onde 71,9% dos homicídios foram cometidos com arma de fogo, conforme o Atlas da Violência de 2017, sendo que a cada 1% no aumento da proliferação de armas de fogo representa o aumento de 2% da taxa de homicídio (Cerqueira, 2014), é inevitável chegar à conclusão de que quanto mais armas, mais violência. Ter sido vítima ou ter alguém conhecido que já foi não significa ter que se armar para se defender, mas eleger com prioridade a agenda da segurança pública com prevenção e entendimento da real complexidade da situação.

Psicologia faz a diferença

A Psicologia vem se tornando uma ciência cada vez mais plural e inclusiva fazendo um esforço constante para acolher as diversas formas de viver no mundo atualmente..

Hoje se comemora o dia da psicóloga e do psicólogo. Uma profissão que há 56 anos, no Brasil, vem contribuindo para que todas e todos sejam mais respeitados nos seus diferentes modos de ser, pensar e agir. A psicologia é um fazer que se re-faz constantemente, a cada nova leitura (de mundo também), novos estudos e novas formas de pensar, sem deixar de lado a bagagem que sustenta as práticas psicológicas mas que necessitam ser problematizadas a cada novo cenário social.

A Psicologia vem se tornando uma ciência cada vez mais plural e inclusiva fazendo um esforço constante para acolher as diversas formas de viver no mundo atualmente. Muitas práticas que antes não eram reconhecidas como trabalho de psicólogo, hoje são parte importante do nosso fazer dando maior visibilidade a grupos e populações pouco respeitadas.

O compromisso social que o ofício, cada vez mais, tem adquirido é fundamental para o reconhecimento de quais práticas estamos nos responsabilizando enquanto técnicos e estudiosos nos múltiplos assuntos que a Psicologia tem auxiliado para a construção da sociedade. Uma Psicologia que se volte à realidade brasileira é indispensável para que a democracia, dentro e fora da profissão, se estabeleça. Questão que é elementar para o respeito a todas e todos que trabalham, vivem, crescem e existem no mundo. Uma Psicologia diversificada para atender diferentes demandas, acolher as pessoas nos seus diversos modos de existir, de se subjetivar e de se tratar. Concebendo que todos nós necessitamos de uma ética que permita a afirmação da vida, com possibilidades de se exercitar como sujeitos políticos que somos a partir da forma como pensamos e nos comportamos. Sem esquecer que a vida nos provoca a se (re)inventar e se produzir constantemente. Uma tarefa pessoal intransferível mas que a Psicologia tem muito a contribuir.

Tempo que passa rápido

Em um mundo onde não nos permitimos parar, não fazer "nada" ou recusar ofertas de entretenimento tentadoras aos olhos do mercado, o tempo passa sem piedade..

Foi durante as férias de julho que Vicente, meu filho, perguntou: “mãe, porque o tempo passa tão rápido?” Entre a nossa casa e a moradia que compartilha com o pai, o menino divide seus dias. E foi na transição de um colo para o outro, diante do elevador, que a frase foi pronunciada.
Apesar de me interessar pelo tema e tendo-o estudado há muito, minha resposta não foi ágil o suficiente. Quando vimos, já estávamos no quarto andar. E a vida seguiu. Mas o questionamento não saiu de mim. Afinal, o que faz uma criança de 6 anos ter esta percepção? Será que as férias estavam passando rápido de mais? Ou elas permitiam uma desaceleração com a proposta de ficar em casa e juntinhos, enquanto o período com o pai já terminara? Queria ele fazer mais atividades ou era mesmo, com aquela chuva demorada, que Vico preferiu afofar o gato Téo no quentinho do sofá? Retomei e ele me disse: sinto isso todos os dias.
Quando o tempo (aquele da previsão) deu uma trégua, subimos a serra numa tentativa de nos delongar ainda mais. Apesar de estar a pouquíssimas quadras de um centro onde a pressa aumenta a velocidade de qualquer corpo (e alma), permanecemos um tanto retirados. Ficamos juntos, lemos, jogamos no celular e fora dele, nadamos, colhemos temperos, rimos, dormimos, brincamos, pulamos e fizemos malabarismos na cama sempre com um desejo de estar onde estávamos o que nos fez aproveitar cada segundo. E deixamos de realizar inúmeras outras atividades e passeios que o temporal, o nevoeiro e, principalmente as nossas vontades nos permitiram não fazer. Resistimos a excitação comercial e este foi nosso recesso.
O tempo, meu filho, vem passando cada vez mais rápido, sim. Em um mundo onde não nos permitimos parar, não fazer “nada” ou recusar ofertas de entretenimento tentadoras aos olhos do mercado, ele passa sem piedade. Saibamos decifrá-lo para que não nos engula.

Por um fio

A exaustão emocional é um estado atingido pela sobrecarga de empenhos profissionais e pessoais que não ocorre de um momento para outro. Trata-se de um processo lento, até o ponto em que a pessoa pode chegar a entrar em colapso..

Na “sociedade do cansaço” atual, fala-se muito em estresse, desgaste e exaustão. A fadiga extrema provocada pelo excesso de trabalho nem sempre se resolve tão rapidamente com um happy hour ou poucos dias de férias. Todavia, este desgaste todo também não se trata apenas de uma overdose de esforços nas atividades laborais, mas por abarcar conflitos, assumir uma abundância de responsabilidades e estímulos emocionais ou cognitivos.
Toda esta carga pode aumentar significativamente e se tornar uma doença chamada “síndrome da exaustão”, ainda pouco levada a sério, mas que cresce no mundo inteiro. A exaustão emocional é um estado atingido pela sobrecarga de empenhos profissionais e pessoais que não ocorre de um momento para outro. Trata-se de um processo lento, até o ponto em que a pessoa pode chegar a entrar em colapso. Esse baque à submete a um estado de paralisia, depressão profunda ou doença crônica. Instala-se assim, uma crise pois, literalmente, já não se aguenta mais.
Como vivemos em um tempo onde “não aguentar mais” muitas vezes é sinal de fraqueza, as pessoas que se veem nesta situação são identificadas como alguém que não consegue simplesmente atingir seus propósitos. Precisamos abrir bem os olhos em relação a isso! Sem reconhecer e aceitar os próprios limites, muita gente tem chegado ao esgotamento e acaba reforçando a cobrança social de produtividade e competitividade que não permite parar nunca. “Time is money” já pode ser considerada uma frase antiga e a população vem pagando o preço há um bom tempo por não conseguir respeitar a si próprio incluindo sua saúde física e mental. Não respeitando a si não respeita-se ao outro, ao colega, empregado, etc. E a roda viva da canseira vai tomando proporções assustadoras e desmedidas. É preciso resgatar a cautela entre o que damos e o que recebemos para que esta gangorra não se mantenha desequilibrada o tempo todo.

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