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Questão de Gênero

Por dentro da "The Bi Life"

Reality show promove a visibilidade bissexual na televisão.

Em 21 de janeiro estreou no Canal E! Entertainment Television o primeiro reality britânico sobre relacionamento bissexual, comandado pela apresentadora, cantora e drag queen australiana Courtney Act. Ela já participou do American Idol de seu país, fez parte da sexta temporada de RuPaul's Drag Race e venceu o mais recente Celebrity Big Brother do Reino Unido.

The Bi Life

O programa, chamado The Bi Life, conta com um grupo de nove participantes bissexuais britânicos que convivem ao longo de dez episódios, todos filmados em Barcelona e na Espanha no ano passado. O primeiro episódio do reality foi ao ar em 25 de outubro de 2018 na Irlanda e no Reino Unido, terminando sua primeira temporada em 27 de dezembro.

Os participantes, que moram juntos em uma mansão, procuram o amor, se divertem e compartilham experiências sobre a vida bissexual. Courtney Act, além de apresentar o programa, oferece acolhimento, apoio mútuo e conselhos sobre namoro aos jovens. Nesse reality show não há voto de eliminação ou prêmio, a maior conquista é o autoconhecimento.

Os episódios podem ser assistidos pelo site Fuzzco News clicando aqui.

A realidade de estudantes trans no Brasil

Pesquisa revela a experiência de pessoas trans na Educação.

Hoje, 29 de janeiro, é o Dia Nacional da Visibilidade Trans e, intencionalmente, é lançada a pesquisa As Fronteiras da Educação: a realidade de estudantes trans no Brasil, pelo Instituto Brasileiro Trans de Educação. Organizada por Andreia L. Cantelli, Fernanda Ribeiro, Julia J. Oliveira, Nicholas Tozo e Sayonara N. B. Nogueira, a publicação traz um levantamento realizado em 2018 com 250 estudantes transexuais no país.

Por meio da pesquisa foi possível retratar a situação das/os estudantes trans no país, uma vez que essa população ainda apresenta uma grande dificuldade no acesso à educação e ao trabalho, bem como sofre com os diversos tipos de violência, além do desrespeito à sua identidade de gênero.

O estudo revela que 100% dos estudantes disseram que os obstáculos encontrados no cotidiano escolar são: preconceito (38%), assédio moral (18%), agressão verbal (16%), dif. aprend. (15%), nome social (10%) e agressão física (3%). Tais problemas são gerados por meio de 37% colegas de aula, 27% professores, 20% gestores escolares e 16% equipe pedagógica.

A pesquisa ainda reconhece ocorrências em que pedagogas/os, professoras/es e gestoras/es de escola ocultam ou atenuam discriminações, culpabilizando as vítimas. A desistência de pessoas trans em concluir os estudos é uma realidade no país e a portaria do nome social não tem capacidade de alterar esse dado, uma vez que para os menores de 18 anos ainda se faz necessário a autorização dos pais para que se alcance o direito ao nome.

A pesquisa completa pode ser acessada aqui. No site também estão disponibilizados planos de aula para se trabalhar com a diversidade sexual em variadas disciplinas, como matemática, artes, física, inglês e geografia.

Os números da LGBTfobia

Relatório 2018 de população LGBT morta no Brasil.

Foi divulgado hoje, 24 de janeiro de 2019, o relatório de população LGBT morta no Brasil referente ao ano de 2018. O documento, organizado pelo Grupo Gay da Bahia há 38 anos e que reúne um grande banco de dados, revela que foram contabilizadas 420 mortes de lésbicas, gays, bissexuais e pessoas trans no país.

O responsável e autor do levantamento e sistematização dos dados, o advogado Eduardo Michels, afirma que “a cada 20 horas um LGBT morre de forma violenta vítima da LGBTfobia, o que faz do Brasil o campeão mundial de crimes contra as minorias sexuais”. Comparado com o ano anterior, houve uma pequena redução de 6% - em 2017 foram registradas 445 mortes.

Abaixo, segue um resumo com alguns dados do relatório:

- do total das mortes, foram 320 homicídios (76%) e 100 suicídios (24%);
- morreram 191 gays (45%), 164 pessoas trans (39%), 52 lésbicas (12%), 8 bissexuais (2%) e 5 heterossexuais (1%);
- acerca da idade, a maioria das vítimas tinha entre 18 e 25 anos (29%);
- as causa das mortes foram 124 por armas de fogo (29,5%), 99 por armas brancas perfuro-cortantes (23,65) e 97 por agressões físicas (23,1%);
- sobre o local da morte, foram 179 em vias públicas (49,4%), 155 e residências (42,8%) e 28 em estabelecimentos privados;
- registraram-se óbitos em todos os estados do Brasil, sendo os maiores: 28 em São Paulo, 36 em Minas Gerais, 35 em Alagoas e na Bahia e 32 no Rio de Janeiro;
- o Rio Grande do Sul contabilizou 11 mortes;
- a região sul é a menos violenta em comparação com as outras.

Está agendada para o dia 13 de fevereiro a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a criminalização ou não da discriminação contra pessoas LGBT no Brasil. Para assinar uma mobilização em prol da decisão favorável, clique aqui. O relatório completo pode ser lido aqui.

Para entender gênero

Vídeos para compreender melhor sobre gênero.

Para o primeiro post do ano aqui no blog, tendo em vista o debate acerca das questões de gênero emergidas principalmente do cenário político atual, selecionei cinco vídeos que podem ajudar você a compreender melhor sobre gênero:

Igualdade de Gênero


O Desafio da Igualdade


Gênero e Natureza


Azul, rosa e a IDEOLOGIA DE GÊNERO


O Desafio da Escola

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