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Questão de Gênero

A 'Ideologia de Gênero' no Reino Sagrado da Desinformação

Projeto explica o fenômeno da ideologia de gênero no Brasil de 2019.

O que leva parte do Brasil a acreditar que a suposta “ideologia de gênero” é a grande ameaça à família brasileira e ao currículo escolar? A Gênero e Número apresenta parte do ecossistema que sustenta esse pânico moral, que é fenômeno da campanha e do governo Bolsonaro, mas não seria possível sem apoio neopentecostal e católico, sem uma frente ultraconservadora no Congresso Nacional e sem um ecossistema de mídia que dá vazão às narrativas da extrema-direita.

O projeto Reino Sagrado da Desinformação conecta pesquisa, análises de redes, semântica e jornalismo de dados para narrar o contexto atual da política brasileira com a questão de gênero no centro. Na plataforma digital, cuja publicação é interdisciplinar e contou com jornalistas, cientistas de dados, cientistas sociais e designers, os usuários encontram visualizações interativas e longas reportagens para contextualizar o Brasil de 2019.

A produção contou com sete reportagens e gráficos de redes que narram o avanço da ideologia de gênero no país. O trabalho apresentou mais de 80 atores dos campos da política, da mídia e da religião que reuniu o núcleo da “ideologia de gênero” no Twitter. A especial divulgou ainda uma entrevista com a filósofa Judith Butler.

Foto por: Reino Sagrado da Desinformação
Descrição da foto:

Com o rigor da apuração jornalística, o levantamento e análise de dados, a formatação de bancos de dados que não existiam, a Gênero e Número construiu um projeto que narra, a partir de uma leitura regional e também macro do Brasil, como se formou o ecossistema político-religioso que criou condições para a propagação da “ideologia de gênero”.

A desinformação na estratégia política, afinal, o que é? É boato ou informação falsa que ganha o mundo em compartilhamentos a partir de um aparato midiático? Seria mais simples se fosse apenas isso. Mas é bem mais complexo. A sofisticação da desinformação está na rede de conexões construída por atores de diferentes campos, na disputa pelo sentido das palavras e ainda na capacidade de midiatizar o discurso.

Debatendo ''O silêncio dos homens''

Documentário aborda diálogo sobre os sentimentos dos homens.

Estreou essa semana o documentário "O Silêncio dos Homens", que ouviu mais de 40 mil pessoas sobre as dores, qualidades, omissões e processos de mudança dos homens. O filme foi produzido pelo Papo de Homem, organização que há doze anos escuta, aconselha e sugere caminhos práticos de ação e mudança, com produção da Natura Homem e da Reserva.

Foi cerca de um ano de pesquisas e entrevistas pelo Brasil, meses de gravações e exatamente 47.002 pessoas escutadas a fim de levar “O silêncio dos homens” para as telas, para ser visto, ouvido, sentido e discutido. Com mais de 50 pessoas envolvidas no projeto, criou-se uma imensa rede de coletivos, com pessoas negras, brancas, hetero, não hetero, trans, progressistas, conservadoras, jovens, adultas, velhas, de norte a sul do País.

Quando o silêncio entre os homens é quebrado, surgem relatos de violência na infância, compulsão por sexo, depressão, ansiedade, tentativas de encerrar a própria vida, insegurança profunda, vício em pornografia, álcool, drogas, comida, apostas, jogos eletrônicos, traumas emocionais, financeiros, divórcios, alienação parental, abusos sofridos e cometidos, nos mais diversos contextos.

Assista abaixo ao trailer do documentário

Alguns dados interessantes da atualidade para se pensar:

- 6 em cada 10 homens lida com um distúrbio emocional hoje, em algum nível;

- 83% das mortes por homicídios e acidentes no Brasil são de homens;

- Vivemos 7 anos a menos que as mulheres e nos suicidamos quase 4 vezes mais;

- 17% de nós lidamos com algum nível de dependência alcoólica;

- Quando sofremos um abuso sexual, demoramos em média 20 anos até contar isso para alguém;

- Cerca de 30% dos homens enfrentam ejaculação precoce ou disfunção erétil;

- Homens são 95% da população prisional no Brasil, sendo que a maior parte dos encarcerados são jovens, periféricos e com ausência de figura paterna;

- Negros e LGBTs sentem muito mais boa parte disso tudo;

- E apenas 3 em cada 10 homens possuem o hábito de conversar sobre os seus maiores medos e dúvidas com os amigos.

Juntamente com o filme (que pode ser assistido na íntegra clicando aqui), foi lançado um livro-ferramenta com os dados centrais da pesquisa, além de um mapeamento das principais iniciativas que trabalham com a transformação das masculinidades e um guia de como criar um grupo de homens.

Megg – A margem que migra para o centro

Confira o curta-metragem sobre a primeira travesti negra doutora do Brasil.

Megg Rayara Gomes de Oliveira é uma travesti preta, natural da cidade de Cianorte, região noroeste do Paraná. É ativista no Movimento Social de Negras e Negros e no Movimento LGBT e Travestis e Transexuais no seu estado. Ela ainda discute em suas pesquisas acadêmicas as relações raciais, a Arte Africana e Afro-brasileira, além de questões relacionadas a gênero e diversidade sexual.

Megg possui licenciatura em Desenho (1994) e especialização em História da Arte (1996) pela Escola de Música e Belas Artes do Paraná. Ela também tem especialização em História e Cultura Africana e Afrobrasileira (2007) pela Universidade Tuiuti do Paraná; mestrado (2012) e doutorado (2017) em Educação pela Universidade Federal do Paraná, onde atualmente leciona como professora adjunta.

Lançado em janeiro de 2019, o curta-metragem “Megg – A margem que migra para o centro”, com direção de Larissa Nepomuceno e Eduardo Sanches e produção da Beija Flor Filmes, narra como Megg Rayara derrubou barreiras para chegar onde chegou. Para ela, seu diploma é um marco importante de uma luta não só pessoal, mas, sim, coletiva. Pela primeira vez no Brasil, uma travesti negra conquista o título de Doutora.

Em 2017 ela publicou a sua tese de doutorado (que pode ser lida aqui) em forma de livro, com o título "O Diabo em forma de gente: (r)existências de gays afeminados, viados e bichas pretas na Educação". Essa mesma produção, em junho de 2018, foi indicada pelo Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Federal do Paraná para representar o referido programa ao prêmio CAPES de melhor tese de 2017.

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Quebrando o tabu da masculinidade

Episódio de nova série debate o que é ser homem.

Na última semana, estreou no canal GNT a segunda temporada da série Quebrando Tabu – inspirada na página do Facebook com mais de 10 milhões de curtidas –, trazendo, novamente, debates importantes sobre a sociedade contemporânea. Ao todo, serão oito episódios apresentando depoimentos e entrevistas de personalidades nacionais e internacionais que são referência em suas áreas de atuação.

No primeiro episódio, o tema foi depressão, tendo como convidados o rapper baiano Baco Exu do Blues e o jornalista Pedro Bial (assista a um trecho aqui). Já no episódio desta semana, o assunto é masculinidade, em que participaram o ator americano Terry Crews, o youtuber Fred (do canal de futebol Desimpedidos) e o empresário Oscar Maroni.

Abaixo, um vídeo do canal sobre masculinidade tóxica:

Após uma pesquisa realizada junto ao público, diversas temáticas foram levantadas para serem discutidas, sendo as escolhidas: depressão, masculinidade, adoção, religião e política, drogas, privilégios, liberdade de expressão e discurso de ódio, e humanos x robôs. O programa vai ao ar todas as segundas-feiras, sempre às 23h30min, durante os meses de agosto e setembro.

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