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Questão de Gênero

Mulheres e eleições 2018 #Brasil5050

ONU Mulheres lança websérie documental com depoimentos.

Recentemente foi lançada a websérie documental #Brasil5050, da ONU Mulheres, revelando opiniões de especialistas, ativistas e parlamentares sobre democracia paritária, incentivo às candidaturas de mulheres, responsabilidade de partidos políticos e do eleitorado brasileiro para voto consciente e caracterização da violência política.

Abaixo, o primeiro vídeo da websérie com Flávia Biroli sobre partidos políticos:

Parte das expectativas das mulheres brasileiras para as eleições 2018 e pela igualdade de gênero na política – especialistas em política, gênero, raça, parlamentares e ativistas – são o mote dessa websérie com cerca de 90 depoimentos que serão publicados nas redes sociais da ONU Mulheres Brasil e do projeto Cidade 50-50 até o final do ano.

Confirma os outros episódios já lançados:

#Brasil5050 - Jacira Melo: candidaturas de mulheres
#Brasil5050 - Clátia Vieira: candidaturas de mulheres negras
#Brasil5050 - Mônica Oliveira: candidaturas de mulheres

Gênero: o que é e o que não é ideologia

Material produzido por professora da UFPB explica os conceitos.

Estão dizendo por aí que existe uma tal de "ideologia de gênero", que é algo ruim para a educação das crianças, para a família, para a escola e para as relações pessoais. Há até legisladores, desinformados ou mal-intencionados, que estão proibindo o ensino dessa "ideologia de gênero". Pra começar, vamos entender o que é ideologia e o que é gênero?

Este é o convite e trecho inicial que a Dra. Maria Eulina Pessoa de Carvalho, professora titular da Universidade Federal da Paraíba e líder do grupo de pesquisa Gênero, Educação, Diversidade e Inclusão na instituição, nos faz em seu material chamado “Gênero: o que é e o que não é ideologia”.

A professora inicia o documento explicando sobre os conceitos de ideologia e de gênero, apoiada em referenciais teóricos, para então comentar sobre o que é a ideologia de gênero e tentar delimitar qual é o problema afinal. O texto é bem didático e pode auxiliar qualquer pessoa a compreender melhor essa questão tão polêmica.

Ao longo de seu texto, Maria Eulina ainda traz outros conceitos importantes, como diversidade cultural, identidade, feminismo e educação. Ao final da compilação de informações, há dicas de leituras que podem ser aprofundadas. E a professora ainda finaliza seu material elaborando algumas considerações e propondo um novo convite:

Gênero atravessa as relações escolares e interessa a educadoras/es. Atravessa as relações sociais e interessa a todas as pessoas. Então é preciso estudar e entender gênero, sua construção e suas implicações para o desenvolvimento humano e para a vida coletiva. Vamos estudar gênero?

O documento pode ser acessado na íntegra clicando aqui.

Eu não sou um homem fácil

Scripts de gênero e sexuais em tela.

Um machista inveterado prova de seu próprio veneno ao acordar em um mundo dominado por mulheres, onde entra em conflito com uma poderosa escritora.

“Eu não sou um homem fácil” é um filme francês que estreou na Netflix em abril de 2018, com direção de Eleonore Pourriat, que também assina o roteiro com Ariane Fert. Na história, um sujeito machista que, após bater a cabeça num poste por estar olhando para mulheres do outro lado da rua, acorda em um mundo onde as mulheres ocupam os comportamentos e os lugares comumente relacionados aos homens na sociedade.

Por meio da narrativa, com tons de humor devido às vivências inusitadas do protagonista e a própria percepção do espectador para com as analogias construídas, o filme permite pensar acerca da desigualdade entre os gêneros, tanto em termos de oportunidades quanto de simples valores éticos e morais.

Pode-se reconhecer os scripts de gênero e sexuais – aquelas expectativas acerca dos sujeitos com base em seu sexo biológico – presentes no mundo contemporâneo na medida em que estes vão sendo obrigatoriamente desnaturalizados aos olhos do personagem principal e, em consequência, de quem assiste ao filme também. Tudo acaba sendo uma grande provocação na narrativa, desde a linguagem corporal, o lugar de privilégio e o sexismo, que está em todo lugar e a todo o momento, mesmo na inversão do que se convém para os gêneros.

De maneira não usual e colocando sob suspeita todas as convenções do que seria um universo masculino ou feminino, “Eu não sou um homem fácil” se propõe a fazer quem assiste ao filme (re)pensar sobre seu comportamento e sua própria identidade como sujeito de um gênero e de uma sexualidade. Os scripts são problematizados no filme e negociam, por meio de sátiras e sutilezas, identidades e lugares de fala e de escuta na medida em que são interpelados pelas novas relações de poder que são estabelecidas.

O poder do gênero na moda

Estudo aborda o papel da moda nas questões de gênero.

No final de junho foi lançado online o relatório “O Poder do Gênero #ParaTodxs”, quinta parte integrante do “Caderno futuro da Moda”, que é fruto de uma parceria entre o MALHA (movimento por uma moda mais sustentável, colaborativa, local e independente) e o Instituto C&A, documentando como transformações comportamentais se expressam nas tendências

O documento mostra os impactos das questões de gênero dentro da indústria da moda, mapeando novas oportunidades para o setor e incentivando as empresas a repensarem toda sua linha. Ele reflete sobre como a produção deve agir para a conversar com as próximas gerações e se tornar uma indústria da moda libertadora.

Dividido em três capítulos (1 – A nova onda do movimento de mulheres; 2 – Fluidez de gênero; e 3 – Revolução tecnológica, distopia e utopia de gênero), o material de 99 páginas é rico em conteúdo e referências. Por se tratar de um recorte da realidade, o material se torna um ponto de partida para que todos comecem a pensar e debater mais sobre o assunto. O relatório está disponível para download aqui.

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