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Questão de Gênero

Dia Internacional de Luta contra a LGBTfobia

Neste ano, até 15 de maio de 2019, já foram documentadas 141 mortes de pessoas LGBTs, sendo 126 homicídios e 15 suicídios. Foram 77 gays, 52 travestis e transexuais, 10 lésbicas e 2 heterossexuais (confundidos com gays), com idades entre 16 e 75 anos, tendo maior ocorrência pessoas entre 30 e 49 anos de idade, cujos 44 eram brancos, 37 pardos e 10 pretos.

Acerca das profissões das vítimas, 21 diferentes foram levantadas, com destaque para professores, cabeleireiros e profissionais do sexo, sendo que os estados do Brasil mais violentos estão sendo São Paulo, Bahia, Pará e Rio de Janeiro. Sobre o local de morte, 36 ocorreram na própria residência, 28 em vias públicas e 7 em matagais, e as causas das mortes são 39 por arma branca, 22 por arma de fogo, 13 por espancamento e 8 por estrangulamento.

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Estes são dados do Relatório Parcial por Ocasião do Dia Internacional com a Homofobia do Grupo Gay da Bahia, que há 39 anos pesquisa sobre assassinatos LGBTs no país. A expectativa é que tais dados, que confirmam ser o Brasil o campeão mundial de mortes de LGBT, contribuam para que a LGBTfobia seja equiparada legalmente ao crime de racismo e se consiga erradicar a prática, que neste início de ano levou à morte um LGBT a cada 23 horas.

Enquanto isso, aguardamos o Superior Tribunal Federal voltar a analisar, no dia 23 de maio, as punições que podem ser aplicadas por discriminação motivada pela identidade ou orientação sexual, no intuito de criminalizar a homofobia comparando ao crime de racismo. Para saber mais sobre o Projeto de Lei nº 860 de 2019, clique aqui.

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