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Viva a Música

Há exatos 50 anos tinha início o Woodstock; ouça nossa playlist e relembre

Convidamos Marco Kirsch, amante de boa música e coordenador do Movimento Viva a Música para resumir em alguns sons o que o foi o marco do movimento hippie e da contracultura.

Era também dia 15 de agosto quando tinha início um doa maiores eventos de música da história. Além de shows, a atividade marcava uma mudança de pensamentos e um protesto contra a razão - cujos organizadores do movimento acreditavam ser a causa da guerra e de tantas mortes. Assim, em 1969, há 50 anos, começava o Woodstock Music & Art Fair, mais conhecido como Woodstock. O anúncio prometia "Uma Exposição Aquariana: 3 Dias de Paz & Música", e espalhou a música do movimento hippie e da contracultura em uma fazenda de mais de 240 hercates na cidade rural de Bethel, em Nova York, reunindo aproximadamente meio milhão de pessoas.

Foto por: Reprodução
Descrição da foto: Woodstock era lançado há 50 anos

Para relembrar o movimento, convidamos o advogado Marco Kirsch, amante de boa música e também coordenador do Movimento Viva a Música para uma seleção de canções que resumem a história do Woodstock.

"Estas músicas estão na lista por uma razão. O Santana, por exemplo, chegou ali com um som latino e desconhecido do mundo até então naquele formato. Chegou jovem e se destacando pela inovação que trouxe", explica.

Santana - Soul Sacrifice

Foto por: Reprodução
Descrição da foto: Hendrix no festival
"Já o Hendrix, por exemplo, se destaca pelo momento político que os Estados Unidos estava vivendo, em relação a políticas de governo e Guerra do Vietnã, e é uma ironia com alta qualidade que ele desempenhava ali", defende.

Jimi Hendrix - Hino Nacional Norte Americano

 

Ten Years After - I'm Going Home

 

"O The Who aparece na lista pela originalidade da ópera rock. Já era a segunda que eles faziam, mas esta era mais completa", conta Marco, vibrando pelo momento da banda.

The Who - pout pourri da ópera rock Tommy

 

Crosby, Stills, Nash & Young - suite Judy Blue Eyes

 

Mountain - Beside the Sea 

 

Além das bandas indicadas, Marco destaca um grupo, do qual ele se diz fã, que não tocou no festival, mas que tinha tudo acertado para fazê-lo até que, de última hora, seu frontman acabou voltando atrás e deixando de marcar história. "Eu acho que foi uma grande perda que o Woodstock teve", lamenta. O Jeff Beck Group, segundo sua biografia, teria deixado de ir ao festival por causa de uma infundada dor de cotovelo.

 

“A banda estava num hotel no aeroporto JFK, de Nova York. Esperávamos o show para voltar para a Inglaterra. Então recebemos um telefonema, nos comunicando que não aconteceria. Jeff Beck já estava voltando para casa, após ser informado que sua esposa estava tendo um caso com o jardineiro. No fim das contas, era mentira. Perdemos a oportunidade de tocar no festival graças a isso"

— da autobiografia “Rod: The Autobiography”, que traça toda a vida de Rod Stewart

 

Johnny Winter & Edgar Winter - Mean Town Blues


Joe Cocker - With a Little Help From My Friends


Richie Havens - Freedom

 

Além das músicas, Marco destaca a participação do fazendeiro Max Yasgur, na época com 49 anos, casado e pai de dois filhos, e considerado o maior produtor de leite da região. Ele foi um dos poucos dali que não se negou em alugar suas terras para a realização do festival - o que gerou descontentamento de outros fazendeiros, que temiam tumulto e invasão de forasteiros. Depois que a notícia se espalhou, Yasgur começou a receber ameaças de morte em telefonemas anônimos. A boa coisa é que outros lhe prestavam apoio, na expectativa de uma boa movimentação econômica. A partir disso tudo, Marco destaca o momento que Yasgur subiu ao palco do Woodstock em frente a uma multidão e discursou, com coragem e simplicidade: 


“Eu sou um fazendeiro. Não sei falar para um grupo de vinte pessoas, quanto mais para uma multidão como essa. Mas eu acho que vocês provaram algo ao mundo, não apenas à cidade de Bethel, ou ao Condado de Sullivan ou ao estado de Nova York; vocês provaram algo ao mundo inteiro. Esta é a maior multidão que já se reuniu em algum lugar. Nós não tínhamos idéia da quantidade de gente que acabou vindo para cá e por causa disso vocês tiveram algumas necessidades como falta de água e comida. Os seus produtores tiveram um trabalho colossal para cuidar de vocês e de tudo por aqui e eles apreciariam o seu muito obrigado. Mas acima disso, vocês provaram ao mundo que meio milhão de meninos - e eu os chamo de meninos porque tenho filhos mais velhos que vocês - meio milhão de jovens podem reunir-se e ter três dias de diversão e música, e mais nada além de diversão e música. Deus os abençoe por isso!”
— Max Yasgur discursando para a multidão do palco do Festival de Woodstock, em 17 de agosto de 1969.

Foto por: Reprodução
Descrição da foto: Woodstock era lançado há 50 anos

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O lendário Grupo Caverá retorna aos palcos no próximo domingo

Grupo apresenta show Reencontro em Novo Hamburgo.

Foto por: Juarez Machado/GES
Descrição da foto: Reunidos: Jacoby, Hohenberger, Dreher, Mattos e Harff prometem um show inesquecível
Eles têm mais de 60 anos e se conhecem há mais de 30. Alguns moram em Novo Hamburgo e Sapiranga, outros em Porto Alegre, porém a distância não é problema quando o assunto é música gaúcha com arranjos vocais e instrumental acústico. Estamos falando das vozes de Alex Hohenberger, Cezar Mattos, Mauro Harff, Rolf Dreher e Rubim Jacoby. Os cinco estarão reunidos novamente para um espetáculo em Novo Hamburgo que promete arrepiar. "Quando temos as cinco vozes juntos, temos o registro harmônico. É uma identidade única", sublinha Dreher. "A gente deixa de ser um tijolo para ser uma parede. É uma construção vocal cheia de personalidade", acrescenta Harff.

Eles formam o Grupo Caverá, que estará em apresentação única no próximo domingo (18), às 19 horas, no Teatro Feevale. No espetáculo Reencontro, músicas como Os Homens de Preto, Canto e Lamento de Um Velho Semeador, Prenda Minha, Jacobina, Gaudêncio Sete Luas, entre outras, não faltarão no repertório do espetáculo.

Um presente

"Nossos filhos têm na faixa dos 30 anos de idade e nunca tinham nos visto tocar juntos. Daí, surgiu a ideia de montarmos esse show para mostrarmos para eles o Grupo Caverá e, claro, dar um presente para os nossos fãs", comenta Hohenberger, relembrando o show do ano passado, no Theatro São Pedro, em Porto Alegre.

Show Musical Anchieta chega em Morro Reuter

Aproximadamente 60 artistas apresentam-se no próximo sábado e domingo.

Foto por: Claudio Etges/Divulgação
Descrição da foto: Show Musical Anchieta estará em Morro Reuter
O final de semana será de música em Morro Reuter. A cidade do "Vale das Lavandas" recebe o Show Musical Anchieta, de Porto Alegre. O grupo,  formado por aproximadamente 60 artistas, apresentará o espetáculo completo no próximo sábado (10), às 19h30, no Ginásio Municipal de Esportes. Já no domingo (11), às 8 horas, na Igreja Imaculada Conceição, apresentará a Missa Cantada. As duas apresentações terão entrada franca, e são uma parceria entre o Colégio Anchieta e a prefeitura por meio da Secretaria de Educação e Cultura, para homenagear as famílias do município e em especial os pais, pelo seu dia.

O Show Musical Anchieta de Canto e Dança é um grupo artístico composto por crianças e jovens, entre cantores, instrumentista e dançarinos, todos alunos do Colégio Anchieta. Apresenta em seu repertório estampas do folclore nacional e internacional, além de temas populares, eruditos e religiosos. Conta com um guarda-roupa composto de trajes típicos e belas fantasias criadas especialmente para cada número apresentado.

Foi fundado há 53 anos, pelo padre Vicente Konzen, com o nome de "Pequenos Cantores do Colégio Anchieta" e tinha 27 meninos cantores. Poucos anos depois, passou a contar com meninas dançarinas e aos poucos se transformou no que é hoje. Ao longo de seus mais de 50 anos de existência, o Show Musical Anchieta tem se exibido para plateias de diversos estados do Brasil e de quase todas as cidades do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. No exterior, já se apresentou várias vezes no Uruguai, Chile e Paraguai. Em 2011, faz sua estreia na Europa com espetáculos e missas cantadas nas cidades de Roma e Assis na Itália.

Música: uma paixão que nasceu durante a infância

Artistas da região falam de suas carreiras musicais e seus projetos.

Foto por: Divulgação
Descrição da foto: viva música, david lazarin, pammy, luciano camargo
Apresentar-se em um palco e ser assistido por centenas de pessoas é um grande desafio para músicos. Na verdade, é o sonho de todos eles. A cada dia aumenta o desejo do reconhecimento do trabalho feito com tanta dedicação, seja no preparo da voz, seja em horas e horas de ensaios para emitir um som afinado do instrumento. Esse envolvimento com a música pode começar na infância e não é difícil encontrar exemplos para isso. No mapeamento do Viva a Música!, no qual músicos da região podem se cadastrar pelo bit.ly/VivaAMusica, histórias com esse perfil não faltam. Na edição de hoje, por exemplo, tem a história da advogada Pamella Casagrande, a Pammy. Ela conta que desde os três anos gosta de cantar. Aos cinco perdeu a timidez e cantou para outras pessoas. Quando tinha 10 anos, participou de um projeto na escola, apresentando-se para um público de mais de 300 pessoas. Hoje, aos 28 anos, quer voltar a apresentar-se e mostrar toda sua voz.

Já o músico David Lazarin, morador de Campo Bom, também tem 28 anos. Ele conta que desde os cinco 5 anos de idade descobriu-se na música, com incentivos dos avós. Para completar os ensinamentos dos ritmos, durante muito tempo acompanhou o pai Luiz Fernando em ensaios e apresentações musicais, pois ele carregava equipamentos para bandas. Aos 12 anos apresentou-se em um festival de calouros, em que ficou em segundo lugar.

E, para completar os exemplos desta edição, o músico Luciano Camargo, 45 anos, conta que aos 10 anos aprendeu a tocar violão. Aos 12 tinha paixão pela música. E aos 16 sua carreira começou profissionalmente. O exemplo para ele veio de dentro da família: avôs e pai tocavam acordeon. E agora o morador de Dois Irmãos colhe os frutos. Além de músico profissional, atua como instrumentista/arranjador em produtoras e estúdios na área de criação, gravação e mixagem.

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