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Cotidiano | ABC Pra Você | Decoração Reforma

Como escolher pisos frios e quentes?

A escolha do que colocar no chão é importante porque pode fazer bastante diferença no quesito conforto, levando em conta sua capacidade de retenção, ou não, de calor.

Publicado em: 23.02.2021 às 04:15

O chão é um dos principais pontos de contato que temos com os ambientes da nossa residência e também é um grande condutor térmico. Por isso, ele pode fazer bastante diferença no quesito conforto, levando em conta sua capacidade de retenção, ou não, de calor.

No momento da escolha, uma das dúvidas mais comuns é como selecionar o piso correto para cada cômodo da casa, mantendo o conforto térmico e a praticidade na hora da manutenção.

Segundo o Forum da Construção, em relação à capacidade térmica, existem dois tipos de pisos disponíveis no mercado: os frios e os quentes.

Apesar de terem esses nomes, eles não produzem calor e nem esfriam o ambiente. Esses termos são usados para caracterizar a forma como ambos absorvem o calor natural que recebem durante o dia.

Os pisos frios se destacam por serem excelentes condutores térmicos. Isso significa que eles não retêm o calor recebido em sua superfície e, por isso, passam a impressão de estarem sempre frios.

O contrário acontece com os pisos quentes que, por não serem bons condutores térmicos, transmitem a sensação de estarem sempre aquecidos.

A praticidade é algo que separa, de certo modo, os dois tipos de pisos. Afinal, os frios, como cerâmicas e ardósias, são normalmente mais duráveis e fáceis de conservar do que os quentes, a exemplo de tacos e pisos de madeira. Desse modo, para quem prefere a funcionalidade, é interessante optar pelos materiais mais frescos.

Cuidados

Quanto aos cuidados, os pisos mais frescos são geralmente adeptos à vassoura e ao pano úmido.

Por outro lado, os quentes precisam de maior atenção durante manutenção.

Eles não podem receber materiais abrasivos ou ásperos, como esponjas de aço ou lixas. Por isso, durante a limpeza, o ideal é tentar usar aspiradores de pó, equipamentos com cerdas macias e produtos específicos.

O material de cada um deles

Pisos frios

- porcelanato;

- cerâmicas;

- cimentos;

- lajotas;

- azulejos;

- mármore;

- granito;

- pedras naturais.

Pisos quentes

- madeiras naturais;

- madeiras de demolição;

- taco;

- laminado;

- bambu;

- pisos de borracha;

- linóleo;

- piso vinílico;

- piso de resina;

- carpete.

Os mais indicados para cada ambiente

Após compreender as diferenças entre os pisos frios e quentes, é importante levar em conta que cada ambiente tem suas especificidades. Por exemplo, como o banheiro é uma área mais úmida, você deve evitar investir em pavimentos de madeira. Afinal, esse material pode acumular fungos e degradar-se com rapidez.

Pensando nas consequências que a escolha do revestimento do solo pode causar, há algumas recomendações que precisam ser levadas em conta. Assim, você evita os gastos extras e mantém a elegância da sua casa. Confira, então, qual é o tipo de piso ideal para cada cômodo.

Para a sala

A sala costuma ser o ambiente mais versátil e frequentado de uma casa. Diferentemente do banheiro, essa área é mais arejada e, por isso, tanto os pisos frios quanto os quentes são adequados.

Nesse caso, é interessante usar o clima da região onde você mora como um critério de seleção. Afinal, para locais com temperaturas elevadas, por exemplo, os pisos frios são mais indicados, a fim de amenizar o calor.

No caso das salas conjugadas com uma cozinha americana, por exemplo, talvez seja importante levar em conta outros quesitos. Afinal, a área é aberta e permite que seu piso absorva mais a umidade do ar, podendo degradar com maior facilidade.

Para o quarto

No quarto, o conforto térmico colabora para uma boa noite de sono, o que é essencial para manter a saúde, a concentração e o desempenho no dia a dia. Para isso, é preciso avaliar o clima da cidade onde você vive.

Para regiões de temperaturas elevadas, os pisos frios são interessantes, enquanto para locais mais frescos, talvez seja melhor investir em pisos quentes. Assim, você garante o conforto e o aconchego para suas oportunidades de relaxamento.

Para a cozinha

Na cozinha, os mais indicados são os pisos frios, devido à praticidade e simplicidade na manutenção. Afinal, essa é uma área com grande fluxo térmico.

Por isso, usar um piso quente não é muito interessante, pois ele pode absorver umidade e gordura, estragando mais facilmente.

Além de ser mais fácil de conservar, os pisos frios ainda podem reduzir o calor na cozinha. Afinal, o forno, fogão e outros equipamentos ligados podem aumentar a sensação térmica do ambiente e fazer com que ele fique desconfortável.

Para o banheiro

A umidade também é um fator determinante para escolher os pisos dos banheiros. Afinal, os frios são resistentes à água e não se desgastam com facilidade. Isso também os torna mais higiênicos, pois não acumulam fungos e aceitam melhor os produtos de limpeza mais fortes. A cerâmica ou o porcelanato são bons exemplo de pisos frios que favorecem a limpeza do banheiro.

Para a área exterior

O padrão para as áreas exteriores são os pisos frios, como o granito, o mármore ou as pedras naturais, além de porcelanatos e cerâmicas. Isso devido ao constante contato com a água, da chuva ou de uma piscina, por exemplo. Além disso, esses pisos combinam bastante com plantas e grama, pois são fáceis limpar e cuidar.

Para as regiões de temperaturas baixas, o piso quente na área externa da casa pode ser uma boa escolha. Afinal, ele ajudará a deixar o ambiente mais confortável e ajudará a equilibrar a temperatura do local.

Agora que você sabe as diferenças entre pisos frios e quentes, que tal fazer a escolha correta e manter sua casa super confortável e prática?


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