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Organização para uma obra sempre limpa

Com o cronograma bem detalhado, é possível separar um período no final do dia que sempre será dedicado para limpeza e a arrumação do local

Publicado em: 05.04.2021 às 06:00

Limpeza durante a execução da obra

Muita gente associa a palavra "obra" com sujeira, bagunça e perda de materiais. Porém, com uma série de processos, é possível realizar construções e reformas de maneira organizada e sem os famosos e recorrentes problemas, tanto para os profissionais quanto para os proprietários. O arquiteto Bruno Moraes, com ampla experiência em gerenciamento de obras, explica como conseguir tais resultados a partir de um planejamento pautado em ações que resultarão em uma obra com outro panorama.

Para que tudo fique organizado, é necessário contar com um planejamento para cada etapa. Com o cronograma bem detalhado - com cada atividade que será executada diariamente - é possível separar um período no final do dia que sempre será dedicado para limpeza e a arrumação do local. "Nas obras gerenciadas por nosso escritório, implantamos a rotina de encerrar o expediente 15 minutos antes para que a equipe possa realizar a varrição, conferir as proteções e guardar ferramentas. Sem isso, não terminamos nosso dia de trabalho", conta.

Em todas as etapas, é necessário ficar atento a tudo que cerca o local e identificar quais materiais podem, porventura, danifica-se durante o período da obra. Caso de itens mais delicados como vidros, pisos, revestimentos em geral, tampos e móveis, entre outros. De acordo com o Bruno, materiais de proteção como papelão liso ou corrugado (em diferentes gramaturas), plástico bolha ou normal, lonas com diferentes espessuras, mantas impermeabilizantes ou emborrachadas, nunca são gastos supérfluos, pois às vezes, o barato pode sair muito caro. "Ao deixar de proteger móveis ou o piso, um arranhão pode ser muito mais oneroso para reparar a investir em proteção. Sem contar os aborrecimentos por causa dos danos e desgastes", avalia.

Cada material tem uma função na hora de proteger

Confira as funções de cada tipo de proteção:

Lona de plástico: protege contra poeira, tintas e riscos superficiais. O arquiteto indica instalar lonas fixas no teto e pisos, formando uma cortina fixa, para não entrar pó em outros ambientes do imóvel.

Papelão ondulado: recomendado contra poeira, riscos e impactos diversos. Porém, com muita umidade pode dissolver e até manchar aquilo que está em sua proteção. Portanto, será preciso trocar com frequência.

Mantas emborrachadas: asseguram proteção contra poeira, riscos e são muito resistentes contra impactos. São ótimas opções, mas têm um custo um pouco mais elevado. Segundo o profissional, vale a pena pela segurança.

Manta de polietileno ou madeirites: são ótimas para proteção contra impactos durante a execução da obra.

Manta impermeabilizante: ideais para proteger da umidade.

Salva-pisos: trata-se de uma espécie de papel bolha mais rígido, fixado a um papel Kraft laminado bem resistente, propiciando proteção contra impactos, poeira, riscos e líquidos, como respingos de tinta.

 

Madeira e porcelanato exigem cuidados especiais

Independentemente do tipo de revestimento, é essencial protegê-lo. Desde o mais delicado, como um assoalho de madeira, ou mais resistente como um porcelanato. Afinal, há a chance de riscá-los, receber respingos de tinta ou danificá-los com a queda de uma ferramenta pesada. Cada piso tem sua peculiaridade na hora de realizar a proteção.

No assoalho de madeira, por exemplo, não é indicado utilizar a ondulação do papelão para baixo, pois poderá marcar. Também não é recomendado unir um papelão com outro utilizando fitas, pois o piso precisa respirar.

No caso do porcelanato, é possível realizar a proteção com papelão e a vedação de todas as frestas com fitas colantes, de forma que não entre nenhum vestígio da obra para baixo.

 

Na hora da pintura, evite danos causados pelos pingos de tinta

A tinta, por ser um produto líquido, demanda uma proteção que não estrague com a umidade. Nesse caso, o arquiteto sugere o plástico bolha, salva-piso, lona, vinil ou o madeirite, entre outros opções disponíveis no mercado.

Na união entre os materiais citados, é indispensável fazer o isolamento de forma correta, para que a tinta não escorra nas frestas, nem alcance a altura do piso. No processo da pintura, Bruno aconselha sempre proteger com fita de pintura as portas, interruptores e quaisquer outros itens que possam receber respingos de tinta.

 


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