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Acelerar é bom, mas saber frear é essencial à segurança

Confira técnicas que vão ajudar a parar a moto de uma forma mais rápida e segura, tanto na estrada quanto na cidade

Publicado em: 10.05.2021 às 06:02

MY21 Photography. FXLRS.

A maioria dos apaixonados por motocicletas, quando criança, provavelmente sonhava com velocidade sobre duas rodas, "voando" pela estrada ou até mesmo arrastando o joelho nas curvas fechadas de uma pista de corrida. Mas qual seria o resultado dessa história caso não fosse possível parar com segurança? Com certeza não acabaria bem.

Parar com segurança pode ser a competência mais importante quando estiver pilotando. Atualmente, tecnologias avançadas - como freios ABS e o Sistema Reflex de Pilotagem Defensiva (RDRS) da Harley-Davidson - podem tornar isso mais fácil do que nunca. Porém, técnicas e práticas fundamentais de frenagem continuam sendo fundamentais para qualquer motociclista.

Uma das melhores atitudes a adotar quando se trata de parar é ter certeza de que não precisará frear repentinamente. Para isso, é preciso manter a distância adequada do veículo à frente. Lembre-se, a distância de parada inclui o tempo e a distância de que você precisa para identificar e reagir ao que pode acontecer. Manter uma distância mínima de dois segundos atrás do veículo à frente irá minimizar a necessidade de frear com mais força do que gostaria.

Considerando-se que todas as condições sejam iguais, a maneira mais segura de parar é em linha reta, em uma pista bem pavimentada e seca. Então, para uma parada básica que não seja de emergência, mantenha sua motocicleta na posição o mais vertical possível e acione os dois freios de forma suave e controlada. Acione a embreagem e reduza a marcha conforme for desacelerando, de modo a engatar a primeira marcha no momento em que parar.

Quando estiver próximo da parada completa, acione a embreagem para não deixar o motor morrer e lembre-se de manter a cabeça erguida e os olhos apontados para a estrada. Pode ser tentador olhar para baixo, para a frente da sua motocicleta ou logo à frente do pneu dianteiro, mas isso pode fazer com que se desvie do seu curso ou, até mesmo, perder o equilíbrio. Manter os olhos focados ajudará a manter tudo nos eixos.

Sem medo do freio dianteiro

O presidente da Stellantis na América do Sul, Antonio Filosa, reforçou na quinta-feira passada (6) planos de recuperar volumes perdidos por Peugeot e Citroën nos últimos anos e manteve na mesa a possibilidade de combinação das marcas francesas com Fiat e Jeep em concessionárias de alguns mercados do País.

Ele deixou claro, porém, que nenhuma decisão foi tomada em relação à comercialização dos carros das marcas francesas em revendas da Fiat ou da Jeep. "Em algumas praças, se encontrarmos uma fórmula que respeite as marcas, podemos desenhar, mas nada foi decidido", disse Filosa durante entrevista virtual à imprensa.

O objetivo, conforme revelou Filosa, é retomar em 24 meses a participação de mercado que Peugeot e Citroën tinham no Brasil dez anos atrás, quando a dupla respondia por 5% do mercado nacional. No ano passado, as duas marcas ficaram com apenas 1,3% das vendas totais de carros no Brasil. "Peugeot e Citroën têm muito futuro na Stellantis, muito futuro no Brasil. A gente quer investir nesse futuro", afirmou o executivo.

Sustentabilidade

Ao tratar, durante a entrevista, da sustentabilidade da operação industrial da Peugeot e da Citroën no sul do Rio de Janeiro, ele considerou que, assim como acontece na Argentina, a fábrica das marcas no Brasil é eficiente e competitiva, enfatizando também o objetivo do grupo de proteger todas as plantas na fusão entre Fiat Chrysler e Peugeot Citroën que deu origem à Stellantis.

Da mesma forma, apesar das dificuldades trazidas pela pandemia, os investimentos de R$ 16 bilhões no Brasil até 2024 estão mantidos. Filosa adiantou, porém, que parte importante desse montante já foi executada em projetos como a renovação da picape Strada, a produção de motores turbo na fábrica de Betim (MG) e a expansão de capacidade de fornecedores. "Estamos no meio do caminho mesmo", revelou Filosa ao falar do programa de investimentos.

Por outro lado, observou o presidente da Stellantis, a instabilidade do mercado dificulta qualquer plano de introduzir novas marcas, como a alemã Opel, no País. (AE)

 

Em estradas com curvas, a atenção deve ser redobrada

Parar em linha reta é uma coisa, mas parar em uma curva requer atenção extra. Frear e fazer a curva ao mesmo tempo demanda maior esforço da tração dos pneus. Ou seja, parte da capacidade de "aderência" é usada para impedir que a moto escorregue para o lado, deixando menos aderência disponível para ajudá-lo a parar. Evite frear em uma curva sempre que possível — ou, se sua velocidade e espaço permitirem, endireite a moto dentro da curva antes de frear.

Caso seja necessário parar em uma curva, o mais importante é não parar nem desacelerar mais rapidamente do que preciso. Acione os dois freios suavemente para diminuir a velocidade conforme você faz a curva.

Tenha em mente que as leis da física farão com que a moto queira "se levantar" enquanto desacelera. Portanto, pode ser necessário aplicar um pouco mais de pressão ao virar o lado de dentro do guidão (lembre-se dos seus princípios de contraesterço) à medida que reduz a velocidade para manter a moto na linha desejada.

Finalmente, lembre-se de endireitar a motocicleta para deixá-la na vertical pouco antes de parar completamente. Se estiver inclinado quando parar, poderá muito bem acabar caindo.

Essas habilidades são fáceis de praticar, então localize um bom estacionamento vazio para fazê-lo sozinho antes de ser obrigado a experimentá-las no trânsito. E lembre-se de que cada moto poderá diferentes sensações. Se comprou sua moto recentemente, reserve algum tempo para se acostumar com a sensação de como ela para.

 

Em emergências, não entre em pânico

Mesmo que você seja um motociclista cuidadoso, às vezes pode ser necessário fazer uma parada de emergência repentina. A regra número 1 é: "Não entre em pânico". Acionar os dois freios com a maior força possível não é a coisa certa a se fazer (para os freios ABS, as regras são diferentes).

Em vez disso, acione ambos os freios com suavidade e firmeza. Se a roda traseira travar, não solte o freio traseiro. Mantenha a motocicleta totalmente na vertical e apontada em linha reta para "superar a crise" e libere o freio traseiro gradualmente para recuperar a tração. Por outro lado, se a roda dianteira travar, solte o freio imediatamente e acione-o novamente. Uma roda dianteira travada pode provocar uma queda rapidamente.

Mesmo depois que a motocicleta parar você ainda pode estar correndo risco. Verifique imediatamente seus espelhos para ver o que está acontecendo atrás e esteja preparado para acelerar e sair do caminho. Além disso, tenha em mente que parar mais rápido do que o necessário no trânsito pode ser perigoso. Não conte com o reflexo do motorista que vem atrás para respeitar a distância como você respeita.

Situações em que é preciso redobrar os cuidados

Quando as condições estiverem abaixo das ideais, é preciso ter cuidado extra.

Condições da estrada: pista molhada, óleo no asfalto, superfície áspera, detritos e outros fatores podem comprometer sua capacidade de parar. Aumente a distância em relação ao veículo da frente e pare de forma mais gradual. Evite acionar os freios repentinamente, pois seus pneus ficarão mais propensos a travar e perder a tração quando a pista ficar escorregadia.

Cargas pesadas: quando estiver transportando muito equipamento ou pilotando com um passageiro, o peso extra aumentará seu tempo e distância de parada. Novamente, aumente a distância entre sua motocicleta e o veículo à frente, reservando mais tempo e espaço para frear.

Pneus carecas, freios ruins: para obter melhores resultados em quaisquer condições, certifique-se de que seus freios estão em dia com a manutenção e seus pneus com a banda de rodagem adequada. Pastilhas de freio gastas e pneus carecas são a receita para uma frenagem desastrosa.

 


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