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Para preservar a saúde, não abuse do ar quente

Apesar do conforto no carro em dias frios, é preciso cuidado com os choques térmicos

Publicado em: 22.07.2021 às 06:00

Nada como andar em um carro quentinho num dia bem frio. Mas por mais convidativo que seja o ar quente do veículo, convém não abusar das temperaturas muito altas, pois não é nada bom para a saúde. O grande vilão é o choque térmico que ocorre ao sair do veículo. "Com o tempo, a exposição ao quente e ao frio desequilibra o sistema hormonal, causando alergias e deixando o sistema imunológico mais fragilizado. Ao sair de um ambiente quente para outro, que é frio, é necessário colocar um agasalho para amenizar a mudança brusca", ressalta o otorrinolaringologista Rodrigo Pozzi Beilke.

Ar-quenrte, ar-condicionado automotivo

 

O principal problema, segundo Beilke, é que nos meses mais frios a mucosa do nariz se torna mais inflamada, principalmente pelas trocas de temperatura. Mudando do quente para o frio ou do frio para o quente, gera-se um trauma térmico na mucosa, ocasionando uma rinite, seja ela sazonal, seja ela vasomotora. Mas conforme o especialista, ir do frio para um ambiente mais quente não é o problema, e sim sair do quente para o frio é o que causa processos inflamatórios na via aérea. "Isso faz com que o corpo fique 'brigando' com essa mucosa doente, principalmente do nariz, desencadeando processos inflamatórios recorrentes", salienta.

Ocorre que, no calor, os vasos sanguíneos do nariz ficam dilatados para liberar o calor do corpo e, quando as pessoas vão para um ambiente frio, esses vasos se contraem rapidamente para preservar o calor do corpo, o que causa ressecamentos da mucosa, que é na verdade uma inflamação local. "Essa inflamação local gera mais muco e facilita com que o nariz torne-se cada vez mais inflamado, permitindo a entrada de vírus e de bactérias, causando sinusite e gripe com mais frequência", diz.

Dessa forma, não apenas a temperatura selecionada no sistema de ar quente do carro deve ser moderada, como também a manutenção precisa ocorrer de forma preventiva, principalmente a substituição regular do filtro do sistema. "Ali se depositam pó, fungos, bactérias e vírus", observa.

 

 

Dicas para ficar quentinho sem correr riscos

- Para evitar que o ar quente seja direcionado diretamente ao rosto, o ideal é optar pela posição "pés" ou "pés e para-brisa" no seletor do sistema.

- Trocar o filtro do ar-condicionado periodicamente sempre foi uma questão de saúde, ajudando a prevenir problemas respiratórios. Em tempos de pandemia de Covid-19, torna-se ainda mais vital. O custo do componente varia de acordo com cada modelo. Para Gol e Onix, por exemplo, custa 50 reais já com o valor da instalação.

- Devido ao aumento da concentração de poluentes na atmosfera, principalmente nos grandes centros urbanos, o filtro de cabine tornou-se um item essencial nos veículos, pois impede a entrada de partículas de pó, fuligem, pólen, germes e bactérias para o interior da cabine.

- Os filtros com tecnologia de carvão ativado barram até mesmo a passagem de gases tóxicos. Para evitar possíveis complicações respiratórias, principalmente nos ocupantes do carro que passam horas no trânsito, as montadoras recomendam que a troca seja realizada a cada 10 mil km ou pelo menos uma vez por ano.

- Apesar de estar entre os itens verificados durante as revisões periódicas, quem roda muito por estradas de chão deve fazer a substituição em períodos mais curtos, a cada seis meses.


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