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Dor no cotovelo: falta de alongamento e excesso de digitação causam incômodo

Conheça os sintomas e tratamentos para a epicondilite lateral do cotovelo

Publicado em: 23.02.2021 às 03:00 Última atualização: 23.02.2021 às 12:11

A epicondilite lateral do cotovelo está associado a problemas de ergonomia no trabalho, problemas de movimentos repetitivos e a falta de alongamento Foto: Adobe Stock
Esqueça a velha expressão de quem teve uma decepção amorosa e está por aí, sentado com os braços apoiados numa mesa, com a famosa dor-de-cotovelo. O incômodo nessa região do corpo está, por vezes, associado a problemas de ergonomia no trabalho, problemas de movimentos repetitivos ou a falta de alongamento.

A epicondilite lateral do cotovelo em atletas, popularmente conhecida como cotovelo do tenista, é uma inflamação nos tendões extensores do cotovelo. É muito comum em tenistas, mas também pode estar relacionada a questões como o excesso de digitação no trabalho. A inflamação se dá pelos movimentos repetitivos de punho, dedos e sobrecarga gerada na região.

Sintomas frequentes

O principal sintoma é a dor na face lateral do cotovelo, associado muitas vezes até à diminuição de força de alguns movimentos do punho, observada clinicamente quando o médico pede para estender o punho contra uma resistência. Por ser uma doença desencadeada por sobrecarga nos tendões, é mais comum atingir pessoas entre 30 e 50 anos, mas tem se tornado frequente nos jovens que abusam de movimentos repetitivos.

"A epicondilite lateral tem os mesmos sintomas e tratamentos para atletas profissionais ou amadores, já que as causas são essencialmente as mesmas: excesso de repetições e/ou fraqueza muscular levando a uma tendinopatia. Adequar a exigência à sua capacidade é fundamental, promovendo tanto o fortalecimento muscular quanto a adequação do número de repetições", explica o ortopedista e médico do Esporte, Paulo Szeles.

Reabilitação

Em não-atletas, no ambiente de trabalho, além das orientações quanto ao fortalecimento e diminuição de repetições, a ergonomia, principalmente em relação à digitação, deve ser enfatizada. "A reabilitação tem papel determinante na recuperação de atletas e não-atletas. O que observo é que quem pratica algum esporte fica mais atento e mantém as consultas regulares com o médico e fisioterapeuta. Por isso, geralmente, tem recuperação mais breve", cita.

Tratamentos de infiltração e cirurgia

O tratamento inicial deve sempre ser clínico, com medicamentos, adequação de cargas e treino,  fisioterapia e eventualmente infiltração com ácido hialurônico, nos casos mais crônicos, o que tem se mostrado um tratamento muito eficaz, destaca Szeles. 

"A infiltração de ácido hialurônico tem sido um tratamento adjuvante com ótimas respostas nos diferentes tipos  de pacientes. Além de aliviar a dor, o ácido hialurônico, associado à fisioterapia, parece reduzir o tempo de tratamento", explica o médico. Ele acrescenta que não é apenas uma infiltração que já trará resultado, mas um conjunto de medidas, como correção do gesto esportivo, adequação do equipamento, assim como ajuste da ergonomia no trabalho.

Para alguns pacientes, o recomendado será mesmo tratamento cirúrgico, seja ela uma intervenção aberta ou artroscópica. Mas a maioria dos casos - o tratamento médico conservador (não cirúrgico) permite resolver entre 80% a 95% dos casos de epicondilite - cursa com a remodelação das atividades diárias e mudar o hábito e fazer alongamento, explica Szeles.

Por fim, o importante é: se sentir desconforto na região lateral do cotovelo ou perceber que está com menos força nas mãos, procure ortopedista. Quanto mais rápido o tratamento começar, mais breve será a sua recuperação. 


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