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Agora, a regra é vacinar as gestantes. Especialista responde as dúvidas das futuras mamães

Mas em qual fase da gestação deve ocorrer a imunização? Com qual tipo de vacina?

Por Adriana Lima
Publicado em: 30.04.2021 às 03:00 Última atualização: 30.04.2021 às 12:03

Imunização contra a Covid-19 é importante e não traz danos à mamãe ou bebê Foto: Adobe Stock
Em uma mudança no Plano Nacional de Imunização (PNI), elaborado para o combate do coronavírus no País, o Ministério da Saúde decidiu incluir as grávidas e puérperas (mulheres no período de até 45 dias após o parto) no grupo prioritário para receber a vacina contra a Covid-19.

Novo Hamburgo vacina gestantes e puérperas com comorbidades neste sábado

A decisão, anunciada no último dia 26, se deu, segundo a coordenadora do PNI, Franciele Francinato, porque as grávidas e puérperas têm maior risco de hospitalização pela doença. Ainda conforme Franciele, a vacinação deste grupo deve começar a partir do dia 13 de maio.

Em 15 de março, o governo federal havia incluído as gestantes com comorbidades - como diabete e hipertensão - neste foco de imunização. São justamente estas mulheres a receberem primeiramente as doses, independente de sua idade. Na segunda fase da vacinação estarão as gestantes e puérperas, independente das condições de saúde preexistentes à gestação.

Há riscos?

A obstetra e membro da Associação de Obstetrícia e Ginecologia do Rio Grande do Sul (Sogirgs), Maria Lúcia Oppermann, explica que nas testagens feitas até o momento nenhuma apontou riscos à gestante ou ao bebê. "Há somente publicação de resultados muito preliminares das vacinas de mRNA em gestantes e puérperas americanas que não mostrou inicialmente nenhum aumento de risco da aplicação da vacina nesse grupo. As vacinas de vírus inativado (CoronaVac) e vetor viral (Covishield, da Oxford AstraZeneca) têm tecnologias que já é aplicada a outras vacinas e em uso há muitos anos sem evidência de dano à gestante ou bebê", destaca a médica.

Qual vacina a gestante deve tomar? E em que fase?

De acordo com a coordenadora do PNI, serão usadas para este grupo as vacinas Coronavac, AstraZeneca e da Pfizer. Mas qual delas é a mais indicada à gestante? "Não há estudo nenhum com resultado de vacinas para Covid-19 em gestantes, portanto não há recomendação específica, mas as vacinas existentes no Brasil têm tecnologia bem conhecida. A recomendação é vacinar com a vacina disponível", esclarece a médica.

Ela lembra ainda que a vacina contra a gripe Influenza faz parte do calendário de vacinação da gestante e não deve ser esquecida. "Respeitando o intervalo de 14 dias entre as vacinas", destaca.

E em que fase da gravidez é recomendado a esta mulher tomar as doses? "A vacina contra a Covid-19 deve ser aplicada em qualquer momento da gestação, pois o benefício da proteção supera em muito o risco teórico de qualquer efeito adverso da vacina, pelo conhecimento que se tem acumulado até o momento", informa.

"As gestantes, especialmente no terceiro trimestre, mas também durante toda a gestação, e as puérperas, especialmente nas primeiras duas semanas após o parto, constituem um grupo de risco só por essas condições", diz.

E como fica o aleitamento materno?

E nada de deixar de lado o aleitamento materno por conta da primeira ou da segunda dose. As lactantes não devem interromper a amamentação dos bebês e as que desejarem doar o leite materno também poderão fazê-lo, desde que realizado conforme as recomendações de segurança estabelecidas pelo Ministério da Saúde. Para isso, basta procurar a rede hospitalar com bancos de leite e suporte para a doação - com frequência esses programas ocorrem nas unidades que possuem leitos de UTI neonatal.

Cuidados após a vacinação

Receber a segunda dose do imunizante não é motivo para se descuidar, lembram os especialistas. “As gestantes precisam continuar com os cuidados de uso de máscara e higiene de mãos e principalmente evitar reuniões e aglomerações. Aquelas com doenças preexistentes, como obesidade, diabete, doença reumatológica ou cardíaca, ou imunossuprimidas como as gestantes com HIV são grupo de alto risco para desenvolvimento da Covid grave, com necessidade de suporte ventilatório, CTI e intubação e maior risco de morte”, alerta Maria Lúcia.


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