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Atenção ao câncer na região pélvica

Setembro é o mês em referência aos cânceres ginecológicos, como o do colo de útero, câncer de ovário e corpo do útero, da vulva e da vagina

Publicado em: 15.09.2021 às 06:08

O câncer de mama ainda é o mais prevalente entre as mulheres no Brasil, e possui o seu mês de conscientização, o "Outubro Rosa", mas, infelizmente, existem outros tipos de neoplasias que também requerem atenção e esforços para ampliar o conhecimento entre a população.

Alerta aos sintomas como dores pélvicas persistentes, inchaço abdominal, flatulência, dor lombar, sangramento vaginal anormal, febre, entre outros Foto: Adobe Stock

Para tanto, setembro é o mês em referência aos cânceres ginecológicos, como o do colo de útero, o terceiro mais comum em mulheres no Brasil, seguido, respectivamente, pelo câncer de ovário e corpo do útero, da vulva e da vagina. Em geral, mais incidentes na terceira idade, os tumores do trato reprodutor podem também acometer mulheres de outras faixas etárias.

"Como nem todas essas neoplasias apresentam sintomas no início da doença, as mulheres precisam incluir visitas anuais ao ginecologista, realizarem os exames necessários, como por exemplo o papanicolau, e não esquecer de contar sobre o histórico de câncer em sua família, caso haja algum caso", destaca o oncologista Fernando Maluf, diretor do Serviço de Oncologia Clínica do Hospital BP Mirante e membro do Comitê Gestor do Hospital Israelita Albert Einstein.

Sinais de alerta

Alguns sinais, esclarece o médico, podem servir de alerta, como dores pélvicas persistentes, além do período pré-menstrual, inchaço abdominal, flatulência, dor lombar persistente, sangramento vaginal anormal, febre recorrente, dores de estômago ou alterações intestinais, perda de peso acentuada, anormalidades na vulva ou na vagina e fadiga.

"É necessário ficar atenta a qualquer sintoma persistente, uma maneira de aumentar as possibilidades de diagnóstico precoce e início imediato de tratamento. Temos à disposição um novo arsenal de terapias eficazes que atuam em diferentes frentes e conseguem impedir o crescimento do tumor", destaca.

Sintomas que levam ao tratamento precoce

Identificado pelo exame de Papanicolau, o câncer de colo de útero tem como principal fator de risco a infecção persistente pelo papilomavírus humano (HPV), que pode ser prevenida com vacina.

Além da imunização, o rastreamento para identificar lesões precursoras do tumor constitui estratégia importante para o controle da doença. Pelo menos dois terços das mortes por câncer do colo do útero ocorrem em mulheres que não haviam sido rastreadas com regularidade.

Por outro lado, o câncer de ovário, mais letal que o de mama, costuma ser detectado em estágio avançado, justamente porque é um tumor silencioso, de difícil rastreio. Não existem exames específicos para detectar a neoplasia que acomete o sistema reprodutor.

"De cada 10 pacientes, apenas duas têm o diagnóstico precoce", explica o médico. Entre os fatores de risco que devem ser considerados estão: idade superior a 40 anos, histórico familiar, não ter tido filhos ou ter sido mãe após os 30 anos, além do uso contínuo de anticoncepcionais.


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