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Alerta aos sinais da herpes-zóster

Reativação do vírus da catapora pode provocar lesões na pele

Publicado em: 26.11.2021 às 06:15 Última atualização: 26.11.2021 às 11:41

A herpes-zóster é uma doença viral que, geralmente, infecta a pessoa na infância, causando o quadro de varicela, conhecida também como catapora. O vírus passa por uma fase de disseminação hematológica até atingir a pele e, após a fase, caminha pelos nervos periféricos até atingir os gânglios nervosos, onde pode permanecer em latência por toda a vida.

Atenção às feridas na pele, um dos sintomas da herpes-zóster
Atenção às feridas na pele, um dos sintomas da herpes-zóster Foto: Adobe Stock
"Situações diversas, como em pacientes portadores de doenças como AIDS, leucemia, doença de Hodgkin e outras, podem ocasionar uma reativação do vírus, fazendo-o se movimentar pelo nervo periférico até atingir a pele, causando as erupções características dessa doença", explica Giovanna Mori Almeida, dermatologista do Hospital Albert Sabin - HAS.

Doentes em tratamento com imunossupressores, como uso prolongado de corticoides, por exemplo, e pessoas que tiveram contato com infectados com varicela, ou até outro doente de zóster, também podem desenvolver a doença.

Os sintomas são, geralmente, dores nevrálgicas que antecedem as lesões cutâneas e o tratamento deve ser iniciado o mais precoce possível, com medicamentos antivirais e analgésicos, conforme a médica.

Diagnóstico e vacina

O diagnóstico da doença se dá através de exame clínico e histórico do paciente. "Antes de surgirem as feridas, o indivíduo pode sentir uma sensação estranha, como um toque desagradável da pele, chamado de anodinia", cita o neurologista do HAS, Felipe Saad.

A herpes-zóster pode deixar complicações mesmo depois da resolução da fase de infecção aguda. "Isso acontece porque durante o processo inflamatório da infecção pelo vírus, o paciente pode ter uma lesão definitiva do nervo ou da raiz, denominada neuralgia pós-herpética", acrescenta.

Importante salientar que existe vacina contra a doença, indicada principalmente aos pacientes com mais de 50 anos, fase de maior risco de infecção. A vacinação também ajuda a diminuir a dor aguda e crônica.


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