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Cotidiano | ABC Pra Você | Viver com saúde SAÚDE

Um em cada sete bebês é filho de mãe adolescente no Brasil

Número de jovens que são mães entre os 15 e os 19 anos no País é o dobro da média mundial

Por Redação
Publicado em: 25.07.2022 às 05:32 Última atualização: 25.07.2022 às 09:20

Um período que deveria ser de plenitude e saúde para a mulher como é a gravidez se torna uma questão de saúde pública e de muitos riscos à mamãe e bebê na adolescência. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a adolescência é o período entre 10 e 19 anos, fase de constantes mudanças e adaptações, em que uma gestação poderia implicar em inúmeras consequências negativas.

No Brasil, um em cada sete bebês é filho de mãe até 19 anos
No Brasil, um em cada sete bebês é filho de mãe até 19 anos Foto: Adobe Stock
Adriani Oliveira Galão, professora associada do Departamento de Ginecologia e Obstetrícia da Faculdade de Medicina da UFRGS e membro da Associação de Obstetrícia e Ginecologia do Rio Grande do Sul (Sogirgs) destaca que, no Brasil, a taxa de nascimentos de mães entre 15 e 19 anos é o dobro da média mundial, estimada em 46 nascimentos a cada 1000 meninas. No Brasil estão estimadas 68,4 gestações neste período.

No nosso País, um em cada sete bebês é filho de mãe até 19 anos. A cada hora nascem 48 bebês, filhos destas adolescentes. O número de nascimentos de mães com até 14 anos em 2019 foi de 19.330.

Fatores de risco

"Gravidez neste período ocorre com maior frequência entre meninas de menor escolaridade, menor renda e pior acesso à saúde, além das situações de vulnerabilidade social. A desinformação sobre sexualidade, direitos sexuais e reprodutivos são apontados como o principal motivo. Questões emocionais e contextuais também contribuem incluindo o uso inadequado de contraceptivos."

Uso de álcool e drogas; doenças psiquiátricas; situações de violência intrafamiliar; gestação decorrente de abuso/estupro; presença de infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) ainda pioram o quadro.

Questões de saúde que vão além da gravidez

Adriani Oliveira Galão, professora na Ufrgs
Adriani Oliveira Galão, professora na Ufrgs Foto: Divulgação
A professora ressalta ainda que quando grávidas as adolescentes têm dificuldades de acesso aos serviços de pré-natal especializado, maior ocorrência de bebês com problemas congênitos ou traumatismos durante o nascimento, aumento do risco de desenvolvimento na gravidez de doenças hipertensivas e diabete que, se graves, podem levar à morte de mãe e bebê.

"Para o recém-nascido até o primeiro ano de vida os riscos também são inúmeros: prematuridade; baixo peso; presença de anomalias ou síndromes congênitas e presença de infecções de transmissão vertical como sífilis e a AIDS/HIV. Muitos destes bebês necessitam cuidados em UTI e todas suas implicações podendo levar a dificuldades ou desmame precoce", diz.


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