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Palavras cruzadas ativa, no cérebro, áreas da linguagem e memória verbal

Conheça histórias de quem usa o recurso para adquirir conhecimento, passar o tempo e manter o cérebro saudável Reportagem: Daniela Moraes*

Elas voltaram! E para estimular você ainda mais à prática, saiba que, muito mais que um passatempo, as palavras cruzadas fazem bem à saúde do seu cérebro. O neurologista e pesquisador do Instituto do Cérebro do Rio Grande do Sul (InsCer), Lucas Schilling, explica que o hábito de fazer palavras cruzadas ativa duas áreas específicas: linguagem e memória verbal, que tem todo arsenal de vocabulário, algo que é construído ao longo da vida. "Há alguns termos que a gente não usa na rotina, mas quando somos exigidos pela palavra cruzada a gente acessa", diz. Ele destaca que ao fazer o passatempo se mantém o vocabulário ativo.

A segunda vantagem é que o cérebro vai estar sempre ativo e se comportar de forma mais rápida, vai ter uma resposta melhor durante o dia.

Schilling comenta que essa atividade é importante na prevenção de uma série de doenças. "No caso de Alzheimer, uma das coisas que a gente recomenda é se manter em atividade intelectual, seja escrevendo, lendo, falando, fazendo palavra cruzada, exercícios de memória", afirma, explicando que há vários caminhos do cérebro que se a gente não usa se perdem com mais facilidade. "Se os mantivermos ativos ficam mais protegidos".

Mas quem pensa que só quem tem mais idade pode se beneficiar das palavras cruzadas, está muito enganado. Crianças e jovens podem usufruir da prática no intuito de desenvolver e consolidar a linguagem, o vocabulário. "No idoso, é importante mais no intuito de manutenção. Claro que pode estar formando novas memórias de vocabulário, mas principalmente a manutenção é sentida", analisa.

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Duda, uma pequena veterana das palavras

Apesar da pouca idade, Eduarda Marafigo Habigzang, a Duda, 12 anos, já é uma craque das palavras cruzadas. O gosto pelo passatempo começou bem cedinho, antes mesmo de ela aprender a ler e escrever, aos três anos. Nesta época, ela disputava as páginas de cruzadas do jornal com o avô. Hoje, Duda coleciona as próprias revistinhas.

Ela costuma comprar os exemplares na praia. Tem de nível fácil e médio, que ela faz em casa, quando não está estudando. "Às vezes, também levo pra sala de aula, pra fazer no intervalo", conta. Ela diz que, além de se divertir, o hábito ajuda a aprender novas palavras e também no estudo das matérias da escola, como história e ciências. "Este aqui, por exemplo, tem um texto sobre a civilização Suméria", mostra.

Passatempo que faz bem à saúde

Oli Baraldi não perde uma publicação Foto: Foto: Inézio Machado/ GES
Para o vendedor aposentado Odi Baraldi, 69 anos, basta o seu Jornal NH ser entregue para que comece uma rotina diária. Há mais de 30 anos, depois da leitura completa, vem a hora da atividade sagrada: fazer palavras cruzadas. "Estou bem feliz que elas estão voltando ao fim de semana", destaca.

Já para a médica veterinária Márcia de Abreu Jacintho, 59 anos, a prática das cruzadas entrou em sua vida por indicação médica. "Em 2015 tive um AVC (acidente vascular cerebral) e o médico me recomendou fazer palavras cruzadas para exercitar o cérebro e a memória. Eu já gostava, mas agora turbinei a atividade", comenta entre risos. Virou parte da rotina de Márcia. "Hoje, quando não faço, sinto falta".

Na ponta do lápis, o desafio de encontrar palavras

Valentina Winck dá a dica: ENTITY_apos_ENTITYtem que ser devagarENTITY_apos_ENTITY Foto: Foto: Alecs DallENTITY_apos_ENTITYOlmo/GES-Especial
Estojo na mesa, concentração, lápis na mão e ponto. Na verdade, palavras. "Adoro. Comecei a fazer com meus avós. E quando estou com eles sempre fazemos as palavras cruzadas. Sempre juntos. Claro, como eu gosto muito, às vezes faço sozinha. Depois dos temas", conta Valentina Winck, 8 anos, que está no terceiro ano do ensino fundamental. "Quase nove", ressalta ela, que faz aniversário dia 21 de outubro. "Desde bem pequena observava meus avós, Neida e Jader, escrevendo no jorna", diz.

"Ficava junto e quando aprendi a ler e escrever também comecei a participar da busca por respostas, cruzando as palavras. Alguns são difíceis, principalmente no jornal. Às vezes tem que buscar ajuda no dicionário. Às vezes aparecem palavras que nunca vi ou ainda as que mais gosto. Adoro a palavra cristal. Acho linda", conta Valentina.

Curiosidades

As palavras cruzadas completam 106 anos em 21 de dezembro.

O primeiro jogo de palavras cruzadas foi publicado no The New York World em 21 de dezembro de 1913, criado por Arthur Wynne .

No domingo antes do Natal, ele inventou um quebra-cabeça que chamou de palavra cruzada.

O presidente Jair Bolsonaro foi autor de 21 palavras cruzadas para o Estado de S. Paulo em 1971, quando tinha 16 anos de idade, assinadas por Jair M. Bolsonaro.

Em 2015, Matthew Dick, de Londres, combinou com o editor das cruzadinhas do jornal The Times, para que ele inserisse o pedido de casamento à namorada, Delyth Hughes. As pistas envolviam perguntas como "casa comigo?". E ela aceitou.

 

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