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Cotidiano | Tecnologia CONTEÚDO OFENSIVO

IFood tem nomes de restaurantes alterados e responsabiliza funcionário de terceirizada

Mensagens como 'Vacina Mata', 'Lula Ladrão' e 'Bolsonaro 2022' passaram a aparecer para usuários do aplicativo

Por Sofia Aguiar/Estadão Conteúdo
Publicado em: 03.11.2021 às 16:07 Última atualização: 03.11.2021 às 16:08

O aplicativo de delivery IFood teve, na noite de terça-feira (2), nomes de restaurantes alterados para mensagens antivacina e com ofensas políticas, além de frases de apoio ao presidente Jair Bolsonaro. Alguns nomes de estabelecimentos foram alterados para "Vacina Mata", "Lula Ladrão", "Bolsonaro 2022" e "Marielle de Franco Peneira".

Em pronunciamento nas redes sociais, o aplicativo de delivery declarou que o incidente foi causado por meio da conta de um funcionário de uma empresa prestadora de serviço de atendimento que tinha permissão para ajustar informações cadastrais dos restaurantes na plataforma. Segundo a empresa, a situação ocorreu com aproximadamente 6% dos estabelecimentos.

Apesar do incidente, de acordo com o IFood, os dados de meios de pagamento dos usuários na plataforma estão seguros. "Os dados de meios de pagamento não são armazenados nos bancos de dados do iFood, ficando gravados apenas nos dispositivos dos próprios usuários, não tendo havido comprometimento de dados de cartões de crédito", esclareceu.

O pronunciamento ainda afirma que não houve "qualquer indício de vazamento da base de dados pessoais de clientes ou entregadores cadastrados na plataforma."

Revolta na Internet

Nas redes sociais, a situação gerou revolta dos parlamentares. Em publicação no Twitter, a deputada federal Fernanda Melchionna (PSOL-RS), classificou a troca de nomes, citando as frases "Marielle Peneira" e "Vacina Mata", como "crueldade bizarra". "Burlar-se da morte, do luto, da tragédia, é bárbaro, brutal e inaceitável", afirmou.

Enquanto isso, o deputado José Guimarães (PT-CE) comentou que "fazer piada com o nome de Marielle Franco mostra o tamanho da mediocridade dos bolsonaristas". "O recente hackeamento do iFood só reforça que o lugar dessa corja é o esgoto da história", disse, no Twitter.

Já o deputado federal Paulo Ramos (PDT-RJ) alegou que a ação se refere ao "gabinete do ódio", termo utilizado para descrever a atuação de assessores que comandariam ataques a adversários de Bolsonaro.

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