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Cotidiano | Turismo Dramaturgia

Regina Casé está de volta à televisão com a forte Lurdes

Atriz é uma das protagonistas da novela Amor de Mãe na Rede Globo após um hiato de 18 anos

Por Adriana Del Ré
Última atualização: 07.12.2019 às 10:00

Foto por: João Cotta/Estadão Conteúdo
Descrição da foto: Regina Casé retorna retorna em personagem guerreira, batalhadora, bem ao estilo que mais gosta
Certo dia, Manuela Dias, autora da nova novela das 9, Amor de Mãe, estava em um evento da Globo quando viu Regina Casé entrar no local. Naquela época, Manuela já estava escrevendo a novela e enxergou em Regina, ali na sua frente, a perfeita tradução do que seria uma das protagonistas de sua trama, Lurdes, nordestina batalhadora que se muda para o Rio com os filhos após seu caçula ter sido vendido pelo marido, alcoólatra, para uma traficante de crianças.

Quando a autora falou com Regina sobre a personagem, disse que ela era sua única opção e, caso não aceitasse o papel, essa protagonista não existiria. Regina conta essa história, orgulhosa, já no final da entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo. Ela diz que ficou encantada pela personagem, e pela possibilidade de trabalhar com Manuela e com o diretor artístico da novela, José Luiz Villamarim. Não tinha como recusar.

Sua Lurdes, em Amor de Mãe, marca o retorno de Regina Casé, aos 65 anos, às novelas como atriz, após anos a fio aparecendo na telinha como apresentadora, em programas como Brasil Legal, Muvuca e Esquenta! Na verdade, pelas contas da própria Regina, foram até agora só duas novelas inteiras em sua trajetória: Cambalacho (1986), como a icônica Tina Pepper, e As Filhas da Mãe (2001).

É como se a carreira de Regina, que começou no teatro, tivesse se desenvolvido ao longo das últimas três décadas em duas frentes principais: como apresentadora na TV e como atriz no cinema. E sua personagem Val, empregada doméstica de uma família de classe média alta, do premiado filme de Anna Muylaert, Que Horas Ela Volta? (2015), está entre seus papéis mais marcantes como atriz.

Mulher guerreira

Por esse ser um trabalho recente e também trazê-la como uma personagem pobre e nordestina, já há quem compare Val e Lurdes. "O que elas têm em comum é o que eu mais me orgulho na minha vida: é que eu seja uma atriz que pode ser convidada para fazer mulheres guerreiras, mulheres do povo, pobres, que lutam, que trabalham", diz Regina, que em breve, poderá ser vista nos cinemas como uma caseira em Três Verões.

E o que a instiga a se dedicar a um novo trabalho? "É muito importante que, na TV, a gente esteja vendo o que está acontecendo na rua, as pessoas que trabalham. Se a TV está espelhando a gente, o Brasil, a rua, a vida, quero ter um jeito de trazer essas pessoas para a tela, para elas que veem tanta TV se vejam nela. Isso sempre foi o que me moveu.


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