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Cotidiano | Turismo Relíquia missioneira

Na pandemia, ruínas jesuíticas de São Miguel das Missões se tornam atrativos para o público

O local despertou o interesse de visitantes neste período, quando turistas preferiram viajar dentro do Estado, a distância e preços mais acessíveis

Publicado em: 09.10.2021 às 12:57 Última atualização: 09.10.2021 às 13:00

As ruínas jesuíticas de São Miguel das Missões, no Noroeste do Rio Grande do Sul, representam parte importante da formação do povo gaúcho.

A cerca de 500 quilômetros de Porto Alegre, as Missões se tornaram destino turístico para muitos gaúchos durante a pandemia. Santo Ângelo e São Miguel das Missões são pontos de partida para a incursão na história das Missões.

Ruínas São Miguel das Missões
Ruínas São Miguel das Missões Foto: Adobe Stock

A primeira cidade reúne um complexo arquitetônico no centro histórico, com destaque para a Catedral Angelopolitana, e permite encontros com o passado por meio de visitas a aldeias indígenas e museus.

São Miguel das Missões guarda as mais importantes edificações da época dos jesuítas: o sítio arqueológico, Patrimônio Mundial, Cultural e Natural pela Unesco.

Na entrada do parque, avista-se a antiga igreja, uma grande construção cor de argila. O templo começou a ser construído em 1735 e levou dez anos para ser finalizado. Em um dos pontos, dá para ver que a junção das paredes e do teto forma uma cruz missioneira.

A alguns metros da ruína está o museu e a famosa cruz.

Além da visita diurna, o sítio arqueológico mantém o espetáculo Som e Luz à noite. A apresentação dura 50 minutos e é narrada por artistas como Fernanda Montenegro, Juca de Oliveira e Lima Duarte.

São quatro sítios arqueológicos para visitar, cada um deles com características próprias. Também há parques em outras cidades, como Entre-Ijuís, São Nicolau e São Luiz Gonzaga.

Antes de ir, confira se os sítios estão abertos. Eles costumam fechar para manutenção várias vezes por ano, sem aviso prévio.

Conheça os sítios arqueológicos

SÃO JOÃO BATISTA: A menos de 50 km de São Miguel das Missões, em Entre-Ijuís, foi fundado em 1690 e abrigou a primeira fundição de ferro da América do Sul. Informações: (55) 3381-1399. Gratuito.

SÃO NICOLAU: Fica na praça principal e, por isso, está sempre aberto. Amplo, cercado por árvores, preserva ruínas como a de um cabildo, lugar onde funcionava a sede administrativa da redução, e os restos de uma igreja, que ainda tem piso original. No fim do dia, o pôr do sol amplia o alaranjado das obras, em uma cena quase poética. Quem atravessa a rua em frente à praça encontra uma adega jesuítica cavada no chão. Ali supostamente eram guardados alimentos e bebidas. Entrada gratuita.

SÃO LOURENÇO MÁRTIR: Localizado em São Luiz Gonzaga, preserva partes de uma igreja, uma adega, uma casa que pertenceu aos padres jesuítas e também (acredite) latrinas. Repleto de árvores entrelaçadas, chama a atenção pela quantidade de ovelhas pretas que vivem no local. Há mais de 20 anos os bichinhos estão ali. Informações: (55) 3381-1399. A entrada é gratuita.

SÃO MIGUEL ARCANJO: Fica em São Miguel das Missões e tem as ruínas mais importantes e intactas da região. O templo começou a ser construído em 1735 e levou dez anos para ser finalizado. Junto às ruínas, há um museu. Informações: (55) 3381-1294. Os ingressos custam R$ 14 e R$ 7 (meia-entrada). O espetáculo Som e Luz sai por R$ 25.

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