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Açúcar, álcool, farinha branca e outros itens devem ser evitados também na pré-diabete

Condição intermediária entre a pessoa saudável e o diabético afeta atualmente 15 milhões de brasileiros e precisa de mudança urgente de hábitos

Publicado em: 18.11.2019 às 03:00

Alimentos com farinha branca devem ser evitados pelos pré-diabéticos Foto: Adobe Stock
A alimentação balanceada é um dos principais fatores para diminuir as chances de uma pessoa com pré-diabete desenvolver o diabete. A dieta adequada é fundamental no tratamento e, quando aliada à atividade física e, em alguns casos, ao uso de medicamentos, pode diminuir os riscos de evolução da doença. "A indicação é escolher opções mais saudáveis, mas sem ser radical. Dessa maneira, a adesão ao novo estilo de vida será mais duradoura", explica o endocrinologista e mestre em Nutrologia, Roberto Zagury.

O pré-diabete é desconhecido por 42% da população do País, segundo pesquisa do Ibope, encomendada pela Merck, empresa de ciência e tecnologia. A maioria acredita que a simples ingestão de doces isolada já é causa de surgimento para a doença, enquanto apenas 41% sabem que o consumo de bebidas alcoólicas com frequência é um agravante.

A principal recomendação ao começar uma readequação alimentar a fim de combater o pré-diabete é reduzir a ingestão de açúcar, presente não apenas nos doces, mas também em alimentos muito processados. O consumo frequente desses alimentos aumenta os níveis de glicemia, que é a quantidade de glicose no sangue. Comidas feitas com farinha branca também são inimigas dos pré-diabéticos. Ela tem uma ação semelhante ao açúcar e também aumenta a taxa de glicose no organismo. O consumo em excesso pode levar ao aumento de triglicérides e incidência do diabete. Além disso, alimentos com farinha branca também podem levar à compulsão alimentar, já que não geram saciedade.

Zagury indica que os pré-diabéticos apostem em grãos e cereais integrais, que contêm mais nutrientes e um baixo índice glicêmico.

O que é pré-diabete?

Roberto Zagury, endocrinologista e mestre em Nutrologia Foto: Divulgação
O pré-diabete é uma condição que afeta 15 milhões de brasileiros, mas que possui tratamento. O termo é utilizado para definir a categoria de risco aumentado para o desenvolvimento da diabete tipo 2. A sua identificação é feita pela medição dos níveis de glicose no sangue: quando estão mais altos do que o considerado normal, porém não o suficiente para estabelecer um diagnóstico de diabete.

Estima-se que cerca de 70% dos indivíduos com glicemia de jejum alterada e/ou tolerância à glicose diminuída, quando não tratados, desenvolvem o diabetes mellitus tipo 2.

Além do alto risco de desenvolver diabete tipo 2, pessoas com pré-diabete podem apresentar uma série de complicações, como retinopatia (doença que afeta os pequenos vasos da retina), neuropatia (doença que afeta os nervos, que conduzem as informações do cérebro até os membros), AVC (acidente vascular cerebral), doenças cardiovasculares e renais.


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