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Notícias | Região Energia elétrica

Prefeituras do Vale do Sinos cobram melhorias da RGE

Representante da empresa se comprometeu com prefeitos

Por Juliana Nunes
Última atualização: 07.02.2019 às 15:18

Foto por: Juliana Nunes/GES Especial
Descrição da foto: Cobranças: Braz em reunião com representantes da região
Além da questão geográfica, histórica e cultural, os municípios do Vale do Sinos têm outra coisa em comum: problemas com a RGE. Por isso, a Associação dos Municípios do Vale do Rio do Sinos (Amvars) realizou nesta quarta-feira (6), na Universidade Feevale, uma reunião com representantes da companhia de energia elétrica com o poder público, cobrando explicações sobre o desabastecimento frequente, postes em más condições, podas e demora no atendimento aos clientes.

"Temos muitos problemas com os serviços prestados pela RGE, como quedas de postes e problemas no interior dos municípios. Tem propriedade rural que se falta luz, falta água, como em Morro Reuter. Então, resolvemos chamar a direção da RGE para nos dar explicações", justifica a presidente da Amvars e prefeita de Novo Hamburgo, Fatima Daudt.

Participaram da reunião representantes das cidades da região, como a prefeita de Estância Velha, Ivete Grade; o prefeito de Campo Bom, Luciano Orsi; a chefe de gabinete de Morro Reuter, Maria Janete Baldissera; a prefeita de Sapiranga, Corinha Molling; o vice-prefeito de Dois Irmãos, Jerri Meneghetti; o vice-prefeito de Ivoti, Roberto Schneider; o prefeito de Lindolfo Collor, Wiliam Winck; e o prefeito de Presidente Lucena, Gilmar Führ.

Cobranças

Cada um falou sobre situações vivenciadas pelos moradores. "Precisávamos de ligação de luz para um loteamento e depois de 45 dias fomos informados pela RGE que teria que haver uma dispensa de licitação. Todo este tempo para dizer isso e 400 casas sem luz e sem água. Depois que autorizaram, levou mais duas semanas, porque o poste estava em área sem rede trifásica. Deslocamos o poste, mas levou 15 dias para ligarem. O problema não é o atendimento, mas a execução do serviço", avalia Winck.

Em Estância, a prefeita Ivete destaca a preocupação com a segurança. "Temos acidentes que acontecem por conta de fios e postes caindo. Nos últimos 45 dias foram três acidentes", ressalta.

Promessa de atenção

Durante a reunião, o gerente de Relacionamento da RGE, Edson Braz, enfatizou a necessidade de contato direto entre prefeituras e a concessionária. "Reforçamos nosso time de gestores para dar atenção à região. Peço para que não deixem os assuntos acumularem. Prezamos pela transparência e não vamos jamais nos esconder. Caso as coisas não melhorem daqui para a frente, a próxima reunião será com o presidente dentro da RGE. Somos empresa privada com concessão pública e sabemos da nossa responsabilidade", afirmou Braz.

Ele também falou sobre a prioridade no atendimento, que são os serviços emergenciais. "Temos 3 milhões de clientes e 381 mil nesta região. O foco são casos de risco à vida. O segundo passo é restabelecer a água e serviços públicos essenciais, como hospitais. Reforçamos que o cliente envie sempre o código para que possamos localizar a situação de forma mais rápida. E que usem o SMS e o aplicativo CPFL energia. Muitas vezes, o 0800 fica com alto número de pessoas ligando e não conseguimos atender a demanda", explica Braz.

Troca de postes e podas

Sobre a troca dos postes de madeira por concreto, medida defendida por muita gente, Braz ponderou. "Sempre teremos postes de madeira. Se o poste está bom, ele não será trocado, não fazemos troca por estética. Este ano pretendemos trocar 86 mil postes", observou.

O representante da concessionária salientou que a RGE não realiza podas, mas o controle da faixa de servidão das redes em áreas rurais - a faixa de terra ao longo do eixo das linhas e redes aéreas de distribuição, cujo domínio permanece com o proprietário, porém com restrições ao seu uso. Segundo a concessionária, 70% dos casos de desligamentos ocorrem por árvores plantadas em locais inadequados. "Por isso, temos programa arborização mais segura", conta o gerente da RGE.

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