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A missão de buscar uma identidade

João Víctor Torres é repórter

Última atualização: 11.01.2019 às 07:11

Recontar uma história é tarefa delicada. Mexer com emoções e recordações faz aflorar sentimentos presos ao passado. Ainda mais quando se aborda a trajetória de uma figura pública com a idolatria de Elivir Desiam, o Toco, em sua terra. É chover no molhado falar sobre sua morte.

Porém, ao longo das quatro páginas que preparamos sobre o caso, vamos dissecar os seus últimos passos.

Após mergulhar na sua história, talvez, atrevo-me a dizer que ela é formada por dois personagens distintos. Elivir, figura reservada, discreta e que poucas pessoas conheceram na intimidade. A outra é Toco, jogador de futebol, ex-prefeito e ex-diretor-presidente da Fenac. Por isso, amigos por décadas jamais souberam detalhes da vida de Elivir. Esta era sua forma de encarar a vida.

Reconstituir toda essa trajetória foi como montar um quebra-cabeça gigantesco. A cidade não se recuperou do baque sofrido por perder sua maior referência política de décadas. Quase 15 dias após o fato amplamente noticiado, sobram dúvidas e incertezas nos moradores e eleitores. Por mais que as evidências apontadas pela Polícia Civil apontem o contrário.

Para ilustrar de forma didática a forma como Toco se portava externamente, caminhando pela cidade na construção da reportagem, ouvi o seguinte relato de um funcionário de alto escalão durante sua gestão. "Eu não sabia que ele tinha irmãs."

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