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Maternidade real é contada em livro de moradora de Novo Hamburgo

Publicação traz experiências de mãe de dois guris

Por Susi Mello
Última atualização: 14.05.2019 às 12:28

Foto por: Arquivo pessoal
Descrição da foto: COLO DE MÃE: Lola com os pequenos Francisco e Caetano
Mãe de Francisco, 10 anos, e de Caetano, 4, a jornalista e publicitária Lola Carvalho resolveu compartilhar como é a criação dos filhos. A pré-venda de seu livro Mãe Sem Limite - Relatos de Uma Mãe Totalmente Normal está disponível no site lolacarvalho.com.br. Quem comprar até o dia 31 deste mês poderá escolher a capa que gostaria. Para empresas que adquirirem mais de 20 exemplares, o bônus será um bate-papo com a autora. A obra reúne crônicas emocionantes, divertidas e inspiradoras sobre a maternidade real, que é repleta de amor, mas também de angústias, culpas e desafios.

Aos 43 anos e casada com Fabrício Klein de Moura, Lola é Gestora de Projetos do GAD (Porto Alegre). Nasceu em São Sebastião do Caí, mas mora em Novo Hamburgo desde os 11 anos. Com o nascimento do primogênito, Francisco, em 2009, viveu a maior transformação de sua vida. A maternidade trouxe à tona sentimentos novos e singulares. Tudo isso foi registrado em textos escritos pela publicitária, que encontrou nas palavras uma forma de externar seus medos, frustrações, desafios e falar do amor que crescia dia após dia. Com a chegada do Caetano, seu segundo filho, a maternidade se revelou em novas páginas, agora reunidas em um livro real e sincero sobre as alegrias e angústias de ser mãe.

Mãe Sem Limite é o seu livro de estreia, mas Lola já participou com um conto no Literaflix, publicado em 2018 pela editora Metamorfose, e escreveu dois capítulos no livro Cidade Cinza, conduzido pelo escritor e diretor de teatro Gilberto Fonseca. Em entrevista ao Jornal NH, ela amplia o tema abordado e diz que o livro é, simbolicamente, seu terceiro filho.

Entrevista n Lola Carvalho

O que é ser uma mãe totalmente normal?
Lola - Ser uma mãe totalmente normal é morrer de amores pelo seu filho, viver a maternidade equilibrando-se entre acertos e erros, lidar com a culpa, com a autocobrança, com as opiniões dos outros. É morrer de remorso quando briga com o filho, é querer cinco minutos sozinha só para variar um pouco. Uma mãe totalmente normal vive se questionando se está fazendo a coisa certa, ela acha o seu filho o mais lindo, o mais inteligente e morre de orgulho dele. Ser uma mãe totalmente normal é se equilibrar entre os mais variados papéis: mãe, mulher, esposa, profissional, psicóloga, professora, amiga e até carrasca. Toda mãe é única e tem o seu jeito de exercer a maternidade, mas lá no fundo, toda a mãe é igual.

Por que resolveu escrever um livro?
Lola - Em 2009, quando engravidei do meu primeiro filho, criei um blog para compartilhar a minha experiência e os sentimentos que envolviam ser mãe de primeira viagem. Escrever era uma forma de colocar para fora todos os meus medos, angústias e percepções sobre a gravidez e todos os sentimentos que eu ia experimentando. Quando o Francisco nasceu, deparei com uma maternidade muito diferente da que eu tinha idealizado e, então, escrever se tornou ainda mais importante, pois eu queria muito falar sobre tudo o que eu estava sentindo e passando no dia a dia como mãe. Diferente do que muitas mulheres falam, quando meu filho nasceu, não nasceu uma mãe. Eu fui construindo o ser mãe com o tempo, dia após dia, com erros e acertos e tudo isso era transformado em texto. Outras mães começaram a se identificar com o que eu escrevia e percebi que era preciso falar mais sobre a maternidade real. E a partir daí o projeto do livro tomou forma.

Quais experiências relatadas no livro?
Lola - Eu falo de todos os desafios que envolvem ser mãe. As mudanças da gravidez e suas fases, a experiência dos primeiros meses de uma recém-mãe e do turbilhão de sentimentos com os quais lidamos neste período. Falo de relacionamento, da retomada da vida amorosa, das fases do bebê, da retomada da vida profissional. Falo sobre a importância de dividir e delegar. De como a figura paterna é importante para o bem-estar da mãe e do bebê. O livro traz muitas reflexões sobre culpa, autocobrança e em como é importante encontrarmos a mulher por trás da mãe. Eu acredito que nós, mães, somos um pilar fundamental na construção de uma família e filhos saudáveis, emocionalmente falando.

O que mudou na sua visão de ser mãe de um filho para outro?
Lola - Eu costumo dizer que o Francisco teve uma mãe totalmente diferente do que o Caetano. Com o primogênito, somos mais medrosos, mais apavorados e muito mais inseguros. Afinal, é tudo completamente novo. A segunda maternidade vem com uma leveza extra. Mas isso não é garantia de que não iremos enfrentar novos desafios, novas dúvidas e angústias. O que muda é a forma como lidamos com isso.

Como se "prepara" para ser mãe?
Lola - Cada mulher tem um jeito de ir absorvendo a maternidade. Até porque a maternidade pode ser de um filho gerado e de um filho do coração. Mas acredito que é importante nivelar as expectativas e pensar que o que mais um filho precisa é de amor, alimento e cuidado. O restante vamos construindo e aprendendo no dia a dia. Podemos até nos preparar teoricamente, mas a maternidade só começa mesmo, quando seguramos nosso filho nos braços pela primeira vez.

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