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Veja em vídeo: vereador Vilmar admite que 'preparou' água marrom para confrontar Comusa

De acordo com a autarquia, vereador teria dito em sessões anteriores que moradores passaram mal ao consumir água e pede provas das denúncias

Por João Victor Torres
Última atualização: 17.10.2019 às 15:28

Vilmar levou à sessão de quarta-feira uma água de coloração turva para ilustrar reclamações de moradores Foto: TV Câmara/Reprodução
Uma sessão tumultuada na Câmara de Vereadores de Novo Hamburgo transcorreu na tarde desta quarta-feira (16). O diretor-presidente da Comusa, Márcio Lüders, compareceu ao Legislativo para esclarecer dúvidas e rebater supostas denúncias a respeito da qualidade do abastecimento fornecido aos consumidores do Município.

Uma das principais demandas levantadas na Casa eram sobre reclamações de usuários sobre relatos de que, em determinadas localidades da cidade, há registros de turbidez na água. Como justificativa, Lüders elencou motivos que podem ocasionar situações desta natureza. Entre elas, os consertos na rede, assim como a falta de limpeza em caixas d'água, que são de responsabilidade dos proprietários dos respectivos imóveis.

Os momentos mais tensos foram entre Lüders e Enfermeiro Vilmar (PDT). O vereador trouxe um recipiente contendo líquido de coloração marrom. De acordo com o parlamentar, “a gente montou uma água parecida com a que está em todas as redes sociais”, disse. A referência era relacionada a possíveis casos registrados por clientes da Comusa em determinados bairros do Município. Antes disso, o pedetista questionou se o diretor-presidente e o vereador Serjão Hanich (MDB), que é o líder do governo na Câmara, beberiam uma água daquela coloração. “Alguém aqui tomaria essa água? A água que é fornecida pela Comusa para a comunidade. Isso aqui não causaria diarreia? Problemas gástricos? Temos dois médicos aqui. Tomar água suja, o que acontece com o paciente? O que acontece com a criança?”, disse o parlamentar.

Lüders perguntou a Vilmar se a água realmente foi preparada pelo vereador. “O senhor montou uma água? Parabéns”, ironizou. Em resposta, o parlamentar confirmou que se tratava de uma “ilustração” ao suposto problema, “a gente preparou uma água da mesma cor que a comunidade vem recebendo em suas residências”, complementou.

Vilmar bateu na tecla de que consumidores divulgam reclamações sistemáticas por meio das redes sociais. “Por que essas pessoas não nos procuram?”, rebateu o diretor-presidente da autarquia. A respeito disso, ainda sobre a afirmação de Vilmar a respeito das supostas reclamações feitas em redes sociais, Lüders ainda disse que a Comusa não dispõe de servidores para monitorar o assunto na Internet.

“Não temos uma equipe apenas para monitorar as redes sociais, até por que precisamos trabalhar”, emendou. Além disso, o diretor-presidente enalteceu que os procedimentos para atestar a qualidade da água são seguidos à risca no Município.

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Comusa quer acesso às provas

Antes mesmo de responder os questionamentos, o diretor-presidente protocolou ofício para solicitar informações sobre manifestações realizadas por parte do vereador. Nas sessões dos dias 9 e 14 de outubro, o pedetista teria dito que consumidores registraram problemas de saúde ao consumir a água fornecida pela Comusa.

De acordo com o documento encaminhado a Vilmar, Lüders pede acesso a laudos e as provas das acusações. “Por entender que se trata de notícia extremamente grave e estranha, mas presumindo a boa-fé do nobre edil, solicito que o denunciante forneça lista com nomes, endereços e laudos médicos, se possível, dessas pessoas que teriam sido acometidas por qualquer enfermidade gerada pela água fornecida por esta autarquia”, diz o requerimento. O prazo para envio das informações é de sete dias.

Entretanto, o pedetista anunciou que não é obrigado a responder o ofício. “Sou um fiscal do povo e estou dentro dos meus direitos constituídos pela legislação federal. Pode encaminhar, mas eu não tenho a obrigação de responder”, defende.


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