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Multimídia | Vídeos EP 04 - Nostalgia em Cores

Contribuição das artes no desenvolvimento de Novo Hamburgo é tema de episódio na série Nostalgia em Cores

Desde o início do século passado, a cidade já expressava talentos e práticas artísticas das mais variadas. Canto coral, teatro estudantil, samba, artes visuais e patrimônio arquitetônico foram algumas das expressões artísticas que sempre estiveram presentes na cidade.

Por Marina Mentz
Publicado em: 20.07.2021 às 07:00

Muito embora uma cidade laboriosa e baseada na produção fabril, Novo Hamburgo deve boa parte do seu desenvolvimento às artes. Desde o início do século passado, a cidade já expressava talentos e práticas artísticas das mais variadas. Canto coral, teatro estudantil, samba, artes visuais e patrimônio arquitetônico foram algumas das expressões artísticas que sempre estiveram presentes na cidade. O assunto é tema no quarto e último episódio da série Nostalgia em Cores, uma produção do Grupo Sinos.

Artes em Novo Hamburgo Foto: Arquivo Histórico Estado RS

“Aqui em Novo Hamburgo nós temos um dos coros mais antigos do Brasil, que é o Coro Julio Kunz, que foi o motivo da criação da sociedade Frohsin, que depois se tornou a Sociedade Aliança”, relembra o curador da Fundação Scheffel, Angelo Reinheimer, sobre o grupo de canto de 133 anos. Segundo ele, o canto coral foi importante para a manutenção das raízes culturais de parte da população, tanto que, em 2013, a prática do Canto Coral foi tombada como bem de natureza imaterial de Novo Hamburgo. O Projeto de Lei nº 67 pretende proteger, preservar, divulgar e ampliar as manifestações coralistas no município.

Há registros do primeiro coral na cidade em 1833, formado pelos membros da família de Liborius Mentz e seu filho Andreas. A partir de 1861, após a formação de vários pequenos corais familiares, foi fundada na Escola da Comunidade Evangélica a Sociedade de Canto Eintracht. “Mais tarde, duas escolas foram muito importantes na formação artística dos moradores da cidade, especialmente as moças. A Fundação Evangélica e o Colégio Santa Catarina”, detalha Reinheimer.

Neste âmbito, segundo os especialistas, a criação do Instituto de Belas Artes foi a coroação neste segmento para uma cidade que já expressava aspectos artísticos desde o começo. “Então na década de 1950 a gente vai ter a criação de uma escola de artes que é o embrião da Universidade Feevale. Criada pela dona Emília Margareth Sauer, junto com a mãe e a irmã dela, a escola virou Instituto, depois curso superior e, mais adiante, se tornou Faculdade de Belas Artes da Feevale”, detalha o historiador Paulo Daniel Spolier.

O episódio é ilustrado com imagens do acervo do Jornal NH e o projeto tem o apoio do Arquivo Público Municipal de Novo Hamburgo e Fundação Ernesto Frederico Scheffel.

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