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Notícias | Especial Coronavírus Polícia

Sete comerciantes são detidos em Sapiranga por desrespeito a decreto de calamidade pública

Polícia Civil ainda prendeu, na tarde desta segunda, um procurado por tráfico em aglomeração de pessoas em esquina no bairro São Luiz

Por Silvio Milani
Última atualização: 23.03.2020 às 18:07

Coronavírus: comerciantes foram detidos em Sapiranga Foto: Divulgação
A pandemia do coronavírus está virando caso de Polícia. Para driblar o decreto de calamidade pública, o dono de um bar na Vila Irma, em Sapiranga, improvisou uma garagem aos clientes e conseguiu aglomerar dez na tarde desta segunda-feira. Ele acabou detido por policiais civis, que conduziram à delegacia outros seis comerciantes da cidade, no decorrer do dia, por colocarem em risco a saúde pública. Durante a fiscalização, os agentes ainda capturaram um procurado por tráfico em aglomeração de pessoas em uma esquina no bairro São Luiz.

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“Esses comerciantes que estavam desrespeitando o decreto assinaram compromisso de comparecer aos atos do processo e foram liberados. Foram feitos termos circunstanciados e autuados no artigo 268 do Código Penal”, declara o delegado de Sapiranga, Fernando Pires Branco. O artigo prevê detenção de um mês a um ano, além de multa, a quem “infringir determinação do poder público, destinada a impedir introdução ou propagação de doença contagiosa”.

Atendimento normal

A fiscalização coordenada pelo delegado fechou, além do bar, uma loja de roupas (bairro Voo Livre), uma oficina mecânica (Oeste), duas madeireiras (Voo Livre e São Luiz), um salão de beleza (Amaral Ribeiro) e uma loja de autopeças (Centro). São segmentos considerados não essenciais pelo decreto municipal, que deveriam estar fechados para evitar a disseminação do coronavírus. “Flagramos atendimento normal a clientes”, observa Branco.

Em roda de amigos na Rua Elis Regina, por volta das 16 horas, estava um foragido por tráfico. “Ele tomava refrigerante com outras pessoas na esquina. O reconhecemos como procurado de uma grande operação contra o tráfico que fizemos no início do ano”, conta o delegado.


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