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Notícias | Especial Coronavírus Educação e Saúde

Eduardo Leite justifica retorno às aulas no Rio Grande do Sul

Proposta de volta ao ensino infantil se dá, segundo o governador, justamente por se tratar de uma modalidade em que o ingresso não é obrigatório às crianças

Por Matheus Beck
Publicado em: 14.08.2020 às 05:00

Governador Eduardo Leite falou sobre a volta às aulas Foto: Gustavo Mansur/Palácio Piratini

O governo do Estado propôs, neste início de semana, o retorno gradual ao ensino presencial de maneira híbrida. Ou seja, intercalando atividades remotas e nas instituições. Os primeiros a reingressarem nas escolas, seriam os alunos do ensino infantil a partir de 31 de agosto. A situação, gerou grande polêmica.

Ao assunto, Leite justificou, retratando que, nesta idade, os estudantes teriam ida facultativa.

"A retomada iniciaria pela Educação Infantil justamente porque, nessa rede, o cumprimento de dias letivos não é obrigatório. O envio dos alunos pelos pais, portanto, não seria compulsório. Nos Ensinos Fundamental e Médio, os alunos estão estudando por meio remoto, porque as crianças já têm autonomia para acessar as aulas. O mesmo não ocorre na Educação Infantil, onde crianças de zero a cinco anos têm pouca condição de terem estímulos e de se manterem atentas por meio remoto", detalhou o governador.

Sugestões

As propostas, segundo Leite, são sugestões aos prefeitos, que terão autonomia para a gestão.

"Trata-se de retirar a restrição imposta pelo Estado. Os prefeitos poderão avaliar se seus municípios têm condições, e os pais que preferirem manter as crianças em casa inclusive devem fazê-lo. Queremos dar uma opção aos pais que não têm onde deixar as crianças e que precisam retornar ao trabalho."

Caso os indicadores do novo coronavírus no Estado se ampliem, os retornos não serão autorizados.

"Não arriscaremos um retorno precipitado. Há uma série de condicionantes. Nada será feito sem a convergência dos prefeitos e dos especialistas e sem a segurança de que os indicadores apontam para um momento de estabilidade.", informou o governador Eduardo Leite, que afirma contar com avaliações de especialistas para levar adiante a possibilidade.

Opção remota será exigida às instituições

A Secretaria Estadual da Educação (Seduc) informou que o retorno dos estudantes às aulas no modelo presencial no Estado terá de ter o consentimento dos pais em todos os níveis de ensino.

Como o acesso à educação é garantido na Constituição Federal e órgãos como o Conselho Estadual de Educação e Ministério Público, a rede de ensino deverá oferecer opção alternativa de educação ao aluno, ou seja, aos que optarem, de forma remota ou por meio da entrega física dos materiais didáticos pelos professores.

 


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