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Seis vacinas contra a Covid-19 estão previstas para os próximos meses

Além da Coronavac e da SinoVac, que estão realizando testes também no Brasil, outras quatro empresas prometem ter doses eficazes contra o coronavírus entre o final deste ano e o início de 2021

Por Adair Santos
Publicado em: 15.08.2020 às 05:00 Última atualização: 15.08.2020 às 08:31

Vacina coronavac é uma parceria da chinesa Sinovac Biotech com o Instituto Butantan Foto: Instituto Butantan/Divulgação
Além da Oxford e da SinoVac, a população mundial poderá ter acesso, quase que simultaneamente, a outras quatro vacinas contra a Covid-19 nos próximos meses, entre o final deste ano e início de 2021, poupando vidas e minimizando novos impactos econômicos. "E não é à toa que países economicamente poderosos já estão garantido suas doses com diferentes empresas em que estudos de fase 3 estão em pleno andamento e sendo feitos de maneira cientificamente correta", observa o médico Dani Laks, que tem doutorado na área da Hematologia e é professor de Imunologia na Faculdade de Medicina da Unisinos, bem como membro do Serviço de Oncologia do Hospital Moinhos de Vento, de Porto Alegre.

Mas o médico ressalta que, nesta "corrida do ouro" pela vanguarda, a humanidade testemunha anúncios apressados por pelo menos duas farmacêuticas. "Uma empresa russa, a Gamaleya Research Institute, e outra chinesa, a CanSino Biologics, anunciaram recentemente a aprovação para uso precoce e limitado, respectivamente, mesmo sem que estudos de fase 3 tenham sequer iniciado, o que é um fenômeno bizarro", avalia. As notícias geraram críticas da comunidade científica internacional. A Organição Mundial da Saúde (OMS) pede diretrizes mais claras.

Laks acredita que tanto a Oxford quanto a SinoVac, ambas testadas no Brasil, poderão efetivamente estar aprovadas para o uso já em dezembro. "Sim, é possível que essas vacinas estejam disponíveis até dezembro. Mas saliento o 'é possível', pois é necessário que os estudos de fase 3 sejam concluídos com segurança e comprovem uma real eficácia em termos de prover imunidade contra o coronavírus. Se os objetivos forem atingidos, a estimativa é que a população possa ter acesso ao medicamento no primeiro semestre de 2021, visto a logística necessária em termos de produção, armazenamento e distribuição após a vacina ser aprovada", aponta. Outro estudo que contará com a colaboração dos brasileiros na fase 3 é o da Pfizer/BioNTech.


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