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Notícias | Especial Coronavírus Vedado

Ainda proibido, o bufê com autosserviço é uma das solicitações recorrentes ao Estado

Ainda que alguns estabelecimentos ofereçam o serviço, a modalidade é proibida por decreto

Por Matheus Beck
Publicado em: 16.09.2020 às 15:54 Última atualização: 16.09.2020 às 15:58

Nos restaurantes, funcionários servem o prato dos clientes direto dos tradicionais buffets Foto: Diego da Rosa/;GES/Diego da Rosa/GES

Os riscos ofertados em algumas atividades foram detectados e, a partir de decretos, impedidos pelo Governo do Estado diante da pandemia do novo coronavírus. Dentre as atividades ainda proibidas, o autosserviço nos bufês é uma delas. Ainda que, em alguns estabelecimentos, esteja permitido a escolha dos alimentos - desde que os clientes estejam dotados de luvas - a prática, por mais que aparente segurança, ainda integra a lista de atos não permitidos. Acionada pela reportagem do Grupo Sinos, a assessoria de imprensa do Governo do Estado admite a procura frequente das entidades, mas reforça que a modalidade segue vedada.

"O Comitê de Dados do governo do Estado no enfrentamento da Covid-19 recebeu diversos pedidos no sentido de permitir novas flexibilizações de protocolos para a atividades de restaurantes. O tema está sob análise preliminar, juntamente com a equipe da Secretária de Saúde, para posterior avaliação por parte do Gabinete de Crise. No momento, observando ainda evidências recolhidas em várias partes do mundo sobre o eventual risco que representa a possibilidade do próprio cliente servir-se em restaurantes em termos de contágio do vírus, os protocolos definidos pelo modelo de Distanciamento Controlado vedam tal prática", informa o Governo, via assessoria de imprensa.

A Associação dos Municípios do Vale do Sinos (Amvars), discute a possibilidade e pode solicitar a permissão para esta demanda nos próximos protocolos. Em reunião prevista para esta quarta-feira (16), o assunto integra a pauta que será debatida entre os prefeitos.

Confira as regras

Inicialmente, os restaurantes que trabalhavam somente com bufê tiveram de se adaptar. Em princípio, eram liberadas somente as refeições à la carte, servidas diretamente nas mesas por funcionários dos estabelecimentos aos clientes. Posteriormente, os decretos passaram a contemplar a presença dos bufês, ainda que, somente sob a supervisão e servidas de integrantes dos estabelecimentos.

Permitido nas bandeiras amarela, laranja e vermelha, o bufê sem autosserviço exige que, durante a amarela, o espaço atenda com somente 75% da lotação, na bandeira laranja com 50% de lotação e, na vermelha, com 25% de lotação. Em caso de classificação da bandeira preta, é possibilitado ao restaurante a abertura com 25% dos trabalhadores, mas sem atendimento presencial.

Ministério Público

O problema do desrespeito à normativa tem ocorrido também noutras regiões. Em Caxias do Sul, o Ministério Público recomendou na semana passada (10) que o município adotasse os atos de gestão necessária para intensificar a fiscalização sanitária nos restaurantes com serviço de bufê na cidade. O Ministério Publico atua, de acordo com sua atribuição constitucional, para que a lei seja cumprida. No caso dos buffes já houve recomendação em Caxias do Sul, que resultou na assinatura de Termos de Ajustamento de Conduta. Na hipótese de outras situações de descumprimento de decreto acontecerem o promotor responsável tomará as medidas que entender cabíveis.


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