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Militares se rebelam contra Maduro, e Guaidó pede apoio das ruas e Forças Armadas

Estados Unidos já manifestaram apoio ao líder da oposição

Por AFP
Publicada: 30.04.2019 às 13:55

Foto por: AFP
Descrição da foto: Guaidó e Maduro dizem ter apoio de militares, e ruas têm confrontos
Um grupo de soldados venezuelanos se rebelou nesta terça-feira (30) contra o presidente Nicolás Maduro e em apoio ao líder da oposição Juan Guaidó, que pediu a todas as Forças Armadas para se juntarem ao movimento, que o governo denunciou como uma tentativa de golpe. Maduro declarou que tem a "lealdade total" da liderança militar, após manifestações de apoio de vários membros do alto Comando militar.

"Nervos de Aço!" Falei com os Comandantes de todos os REDI e ZODI do País, que manifestaram total lealdade ao Povo, à Constituição e à Pátria. Apelo à máxima mobilização popular para garantir a vitória da Paz. Nós vamos ganhar!", afirmou Maduro no Twitter em sua primeira reação à rebelião.

Durante a madrugada, Guaidó, reconhecido como presidente interino de meia centena de países, publicou um vídeo com um pequeno grupo de pessoas uniformizadas que, segundo ele, foi gravado em La Carlota, a principal base aérea da Venezuela no leste de Caracas.

Foto por: AFP
Descrição da foto: O autoproclamado presidente interino Juan Guaidó convocou a população às ruas para forçar a saída de Maduro

"Somos também povo e já estamos cansados dessa ditadura", disse um dos insurgentes, anonimamente, nas proximidades da instalação.

De dentro da base, militares leais a Maduro lançaram bombas de gás lacrimogêneo contra oponentes, que responderam ao chamado de Guaidó para tomar as ruas para apoiar o "cessar definitivo da usurpação do poder".

"Não vou ficar em casa com os braços cruzados, enquanto o regime de Maduro nos oprime", declarou Carlos, à AFP, pronto para jogar um coquetel Molotov no setor de Altamira.

"Hoje, bravos soldados, corajosos patriotas, bravos homens ligados à Constituição atenderam ao nosso chamado", afirmou Guaidó anteriormente.

"Foram anos de medo, o medo que hoje é superado. Hoje como presidente encarregado da Venezuela, legítimo comandante-em-chefe das Forças Armadas, peço a todos os soldados (...) que nos acompanhem neste feito no marco da Constituição, dentro da estrutura da luta não violenta ", acrescentou Guaidó.

Foto por: AFP
Descrição da foto: Guaidó e Maduro dizem ter apoio de militares, e ruas têm confrontos

Apoio

O governo dos Estados Unidos demonstrou apoio à tentativa da oposição venezuelana de derrubar o regime do presidente Nicolás Maduro com o auxílio de facções de Forças Armadas que romperam o chavismo. O chefe da diplomacia dos Estados Unidos, Mike Pompeo, expressou o "completo apoio" de seu país ao povo venezuelano "em sua busca pela liberdade e a democracia", depois que o líder opositor Juan Guaidó anunciou a rebelião de um grupo de militares.

"A democracia não pode ser derrotada", afirmou o secretário de Estado, que celebrou o início do que chamou "Operação Liberdade".
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, está monitorando a situação , informou a Casa Branca. "O presidente foi informado e estamos monitorando o andamento da situação", disse a porta-voz da Casa Branca, Sarah Sanders, por e-mail. 

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