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Projeto de minicisternas em escolas de Novo Hamburgo é finalista de prêmio da ONU

Iniciativa da Comusa permite a reutilização da água da chuva em 70 educandários Reportagem: Juliana Nunes

A água da chuva que cai sobre a escola Paulo Sérgio Gusmão, em Novo Hamburgo, tem um sentido especial para os alunos da instituição. A precipitação representa uma conexão entre a criançada e o meio ambiente. O educandário do bairro Mauá é um dos 70 contemplados pelo projeto socioambiental da Comusa - Serviços de Água e Esgoto de Novo Hamburgo "Guarde a Chuva - Cisternas nas Escolas". A iniciativa é finalista no Prêmio Cases de Sucesso em Água e Saneamento (ODS 6) 2019 - Rede Brasil, do Pacto Global da ONU.

A reutilização da água, que ocorre desde julho na Paulo Sérgio Gusmão, irriga a horta da escola e ajuda na limpeza do pátio e calçada. "Temos o projeto 'Criança Natureza' que permite o contato direto dos alunos com o meio ambiente. A cisterna nos possibilita isso. E é algo que os pais também se interessaram bastante", conta a coordenadora pedagógica Glauciane Maretoli.

Criançada aprova

Os estudantes Bernardo Doca Rinker, Joaquim Doca Rinker, Geovana da Silva Socol, Pyetro Bueno e Miguel Ractz, todos com quatro anos, também se divertem com a cisterna. Enquanto utilizam a água para atividades da escola, eles se refrescam. "É muito legal", diz Miguel. Segundo a diretora da escola, Bruna Timm, o material foi cedido pela Comusa, assim como um curso para que os funcionários possam fazer o uso e manutenção da cisterna.

"A equipe da Comusa veio instalar e depois nos ensinaram como fazer. É uma ação muito importante", destaca Bruna. Além da minicisterna, a escola tem uma horta, uma composteira e até um laguinho com peixes. "Estamos no caminho para tornar nossa escola cada vez mais sustentável", afirma a diretora.

Reconhecimento

Ao todo, são mais de 70 escolas do Município com minicisternas da autarquia. O foco são educandários que realizam ações relacionadas ao meio ambiente. "O 'Guarde a Chuva' é um projeto que leva essa noção de sustentabilidade para os alunos da rede municipal que, com as cisternas, aprendem desde cedo a importância de aproveitarmos a água da chuva", explica o diretor geral da Comusa, Márcio Lüders.

Finalista em prêmio

A servidora responsável pelo projeto, a técnica em Química e educadora ambiental Milena Rossetti aponta que a escolha do "Guarde a Chuva" para representar a autarquia no prêmio nacional reforça a importância da iniciativa. "Ele é um projeto pioneiro no Estado na questão do reaproveitamento de água da chuva e tem servido de modelo para outros municípios. Estivemos, recentemente, em Gramado, São Leopoldo e já fomos contatados também por Porto Alegre. Agora, está tendo um reconhecimento nacional. Estamos muito felizes", comemora.

Sobre o impacto da iniciativa na vida dos estudantes, ela lembra ser algo a oferecer resultados na vida das novas gerações. "É uma cultura que precisa ser desenvolvida e que não temos na nossa região. Os alunos já vão crescer e se desenvolver pensando de forma sustentável."

A única do Estado a participar do prêmio no dia 11

A autarquia foi uma das selecionadas na "Categoria Ação Coletiva" e a única representante do Rio Grande do Sul.

Iniciativa se tornou instrumento pedagógico

As minicisternas instaladas nas escolas hamburguenses são um instrumento pedagógico para trabalhar os cuidados com a água. O projeto proporciona ainda o convívio diário da comunidade escolar com o uso da água da chuva para fins não potáveis, criando o hábito do seu uso e consequentemente do a cultura do aproveitamento desse recurso hídrico alternativo. O "Guarde a Chuva" iniciou em 2014 quando foram doadas 40 cisternas para as escolas públicas municipais.

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