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Criança precisa tomar coquetel contra sífilis, HIV e hepatites após contato com agulha na UPA

Mãe do menino afirma que filho passou por diversos testes para identificação de possível contaminação; FSNH afirma que equipe segue protocolos para lidar com situação

Por Mayara Morales
Última atualização: 11.12.2019 às 08:58

Caso ocorreu na UPA Canudos, em Novo Hamburgo Foto: João Arnhold/PMNH

Durante atendimento na UPA Canudos, na tarde desta segunda-feira (9), um menino de 7 anos foi perfurado por uma agulha usada e de origem desconhecida. Segundo relatos da mãe do menino, ele estava no local recebendo atendimento por conta de uma reação alérgica. Ele teria sido perfurado na mão direita. Em nota, a Fundação de Saúde Pública de Novo Hamburgo (FSNH) confirma que está tratando do caso e que a equipe seguiu os protocolos de atendimentos. 

Ainda segundo a mãe do menino, ela levou o filho até a UPA Canudos após a criança ter uma reação alérgica. Por volta das 15 horas, ao chegar na unidade, deu-se início ao procedimento para diminuir os efeitos da reação. O menino foi colocado na poltrona para receber medicação antialérgica via oral e, nesse momento, entrou em contato com agulha de origem desconhecida. De acordo com a mãe da criança, as enfermeiras realizaram os procedimentos para testes rápidos para a verificação de hepatites B e C, sífilis e HIV. Todos esses testes deram negativo, ou seja, a criança não estaria infectada.

Contudo, sob orientação médica a criança deve tomar coquetel de remédios contra sífilis, hepatites B e C e HIV por 28 dias. De acordo com infectologista Marcelo Bitelo, existe diferença entre os protocolos medicamentosos adotados em caso de possível infecção de adultos, adolescentes e crianças. Ele ainda afirma que o protocolo seguido pela FSNH estaria correto. 

Atendimento

Após os procedimentos, a criança foi liberada da UPA Canudos e foi encaminhada para consulta com infectologista. "Encaminhamento para (nome da criança) para avaliação com infectologista devido a acidente perfurocortante nesta unidade de atendimento com material de origem desconhecida. Realizados testes rápidos HIV, VDRL (sífilis), Hepatite B e Hepatite C."

Criança foi encaminhada para consulta com infectologista após contato com material perfurante na UPA Canudos Foto: Arquivo Pessoal

Leia, na íntegra, a nota emitida pela FSNH

"A direção da FSNH tomou conhecimento do caso em torno das 18h de ontem. Diante disso, foi aberto um processo de sindicância para verificação dos fatos. A família foi recebida hoje no Hospital Municipal e está ciente das medidas adotadas pela direção. A UPA Canudos fez todos os encaminhamentos pertinentes ao caso."


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