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Notícias | Novo Hamburgo Saúde

Agentes de saúde retomam visitas às casas de pacientes estáveis

Depois de um período de atendimento às pessoas do grupo de risco do coronavírus, agentes também vão, gradualmente, às casas de pacientes estáveis

Por Susi Mello
Publicado em: 06.10.2020 às 03:00 Última atualização: 06.10.2020 às 08:49

Humberto Santos, agente de saúde, com o beneficiário do INSS Jorge Ferreira de Freitas Foto: Susi Mello/GES-Especial
O beneficiário do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) Jorge Luís Ferreira de Freitas, 52 anos, por conta de uma lesão na medula ficou paraplégico. Ele ainda sofre de bronquite e asma. Seu perfil de saúde se enquadra no que os agentes comunitários de saúde estavam priorizando durante a pandemia de Covid=19, que eram as visitas a pessoas do grupo de risco ao coronavírus, como doentes crônicos, idosos, obesos, gestantes e recém-nascidos. No entanto, nas últimas semanas, as equipes têm retomado gradualmente também o acompanhamento domiciliar de alguns pacientes estáveis, com menos fatores de risco, que estavam sendo monitorados remotamente.

Por meio de assessoria, o secretário de Saúde, Naasom Luciano, diz que as orientações da SMS para reorganização dos processos de trabalho dos agentes não seguem propriamente a bandeira, mas sim as atualizações das recomendações do Ministério da Saúde quanto às visitas domiciliares. "As últimas recomendações incluem retomar o acompanhamento de pacientes crônicos com menor risco, desde que seja possível manter as medidas de prevenção e controle. Portanto, de acordo com a realidade de cada local."

Acompanhamento

Novo Hamburgo conta com 162 agentes, dos quais 17 estão afastados por problemas de saúde, mas no momento nenhum deles por Covid-19. Na casa de Freitas, no bairro Operário, quem acompanha sua saúde há seis anos é o agente Humberto Santos. Ele segue as orientações. "Antes da pandemia, circulávamos tranquilamente, ficávamos todo o dia na rua, entrávamos nas casas, mas hoje tentamos fazer um cronograma para atender três ou quatro em um dos turnos, sem ficar o dia todo circulando", explica.

Santos explica que todos sempre cuidam o distanciamento e previnem-se com máscara e álcool gel. É dessa forma que o morador do bairro Operário recebe atendimento em casa. "Essa visita dos agentes na residência é importante pelo fato de eu não ter como me locomover até o posto", conta Freitas, que está na cadeira de rodas há 30 anos, devido à lesão da medula provocada por um tiro de arma de fogo que recebeu em uma briga, deixando-o paraplégico. Em sua casa, recebe medicamentos e assistência de enfermagem para curativos em feridas que se formam na pele.

Em outros casos, os agentes comunitários monitoram usuários remotamente, por telefone ou e-mail.


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