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Notícias | País Internacional

Brasil e Argentina devem dialogar, diz Van Hattem

Deputado federal espera que as relações comerciais entre os dois países não sofram com eventual protecionismo econômico

Por João Víctor Torres
Publicado em: 31.10.2019 às 05:00 Última atualização: 31.10.2019 às 16:03

Van Hattem defende conversações entre os dois país Foto: Luis Macedo/Câmara dos Deputados
Passada a vitória de Alberto Fernández na Argentina, ainda em primeiro turno, lideranças políticas e empresariais analisam o retorno do peronismo ao poder no país vizinho. O deputado federal Marcel Van Hattem (Novo), que integra a Frente Parlamentar Mista em Defesa do Setor Coureiro-Calçadista e é membro titular da Subcomissão Especial de Comércio Exterior na Câmara, diz que o "triunfo" deve ser visto com cautela. "A retórica do presidente eleito da Argentina é a mesma que levou o país nas últimas décadas à desgraça econômica", observa. Além disso, o parlamentar que ocupa a liderança do Partido Novo ainda traz outra preocupação: "Se eles seguirem esse rumo que havia sido tomado anteriormente, isso prejudica toda a economia da América Latina", complementa.

Relações comerciais

Neste contexto, Van Hattem acredita ser necessário construir diálogo com Fernández. Afinal, as exportações brasileiras têm no mercado argentino um de seus principais compradores dos produtos fabricados por aqui. Além disso, o segmento calçadista é mais um que acompanha com atenção os próximos movimentos do presidente eleito, que já trabalha na transição com o atual mandatário, Maurício Macri. Um dos temores é a imposição de taxas a produtos nacionais. "A situação não pode se repetir ou se agravar com o novo presidente", lembra, ao citar o governo da ex-presidente Cristina Kirchner, que será vice na próxima gestão.

A respeito do protecionismo, tradicional bandeira entre os peronistas, o deputado espera que não interfira nas relações comerciais entre os dois países. "Se fechar no mundo atual é cada vez pior", analisa.

7 milhões de pares de calçados foram exportados para Argentina até setembro.

Este montante, ao todo, movimentou mais de 77,14 milhões de dólares ao longo desses nove meses.

 

Apesar da crise, vizinhos são estratégicos

Os argentinos seguem ocupando o posto de segundo principal destino internacional do calçado brasileiro.

Negócios em risco

Conforme o presidente da Associação Comercial, Industrial e de Serviços de

Novo Hamburgo, Campo Bom e Estância Velha (ACI), Marcelo Lauxen Kehl, empresários com negócios na Argentina acompanham atentamente a movimentação política e administrativa no país vizinho. Apenas no avançar do período de transição entre Fernández e Macri será possível identificar o cenário futuro. "Durante as eleições prévias, vários empresários conversaram, inclusive na semana passada, que os negócios estavam menores e de que o planejamento era de reduzir no próximo ano. Imaginam queda de 40% nas encomendas e tentavam redirecionar a outros mercados", diz.

Histórico recente gera preocupação no segmento

Presidente-executivo da Abicalçados, Haroldo Ferreira alega receio à volta de barreiras comerciais, como registraram durante o governo de Cristina Kirchner, agora vice-presidente eleita.

 

 

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