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Notícias | País APÓS 7 DE SETEMBRO

Em pronunciamento, Lira diz não ver mais espaço para 'radicalismo e excessos'

Manifestação do presidente da Câmara dos Deputados era aguardada após ataques de Bolsonaro a ministros do STF em atos do 7 de Setembro

Publicado em: 08.09.2021 às 14:29 Última atualização: 08.09.2021 às 16:30

Em silêncio desde ontem, o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), decidiu se manifestar no início da tarde desta quarta-feira (8) após os ataques feitos pelo presidente Jair Bolsonaro ao Supremo Tribunal Federal (STF) nos atos do 7 de Setembro. Em pronunciamento transmitido pela TV Câmara, o parlamentar afirmou que "não vê mais espaço para radicalismo e excessos". (Assista na íntegra abaixo).

Sem citar Bolsonaro, Lira disse que não pode admitir "questionamentos sobre decisões tomadas e superadas, como a do voto impresso" e que a Câmara dos Deputados está aberta a conversas para acalmar os ânimos entre os poderes e para que as atenções se voltem ao que chamou de "Brasil real".

"Conversarei com todos e com todos os poderes, é hora de dar um basta a essa escalada em um infinito 'looping negativo'. Bravatas em redes sociais, vídeos e um eterno palanque deixaram de ser um elemento virtual e passaram a impactar o dia a dia do Brasil de verdade. O Brasil que vê a gasolina chegar a R$ 7, o dólar valorizado em excesso e a redução de expectativas", declarou.

Após o discurso na Avenida Paulista, em que Bolsonaro afirmou que irá descumprir decisões do ministro do STF Alexandre de Moraes, a pressão pelo impeachment do presidente aumentou. Nesta quarta-feira à noite, presidentes de 12 partidos de centro e esquerda vão discutir posicionamento sobre o tema.

A pauta impeachment, porém, não apareceu no pronunciamento de Arthur Lira, que se limitou a dizer que "os poderes têm delimitações".

"Temos a nossa Constituição, que jamais será rasgada. O único compromisso inadiável e inquestionável que temos em nosso calendário está marcado para 3 de outubro de 2022, com as urnas eletrônicas. Nas cabines eleitorais, com sigilo e segurança, é que o povo expressa a sua soberania", concluiu o presidente da Câmara.

 

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