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Notícias | País CORONAVÍRUS

Volta às aulas presenciais será obrigatória em SP a partir de segunda

Distanciamento social entre os alunos deixará de ser obrigatório em novembro

Por Por Priscila Mengue/Estadão Conteúdo
Publicado em: 13.10.2021 às 22:03 Última atualização: 13.10.2021 às 22:16

O governador João Doria anunciou, nesta quarta-feira (13), o retorno obrigatório das aulas presenciais em São Paulo a partir da próxima segunda-feira (18). A data inicial abrange exclusivamente a rede estadual, enquanto as escolas privadas e parte das municipais terão um prazo maior de adaptação, ainda a ser definido. A ampliação ocorrerá em esquema de rodízio, com o retorno integral em 3 de novembro.

Retorno das aulas presenciais serão obrigatórias a partir de segunda-feira (18) em São Paulo
Retorno das aulas presenciais serão obrigatórias a partir de segunda-feira (18) em São Paulo Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

Para o início do próximo mês também está definido o fim da obrigatoriedade do distanciamento social de um metro entre os alunos. A medida marcará o retorno de 100% dos estudantes, sem a necessidade da manutenção de sistemas de rodízio.

Além disso, o governo apontou que alguns grupos de estudantes não precisarão regressar neste momento. Entre eles, estão: gestantes; puérperas; alunos com 12 anos ou mais que possuam comorbidades e que não estão com o ciclo vacinal completo; menores de 12 anos pertencentes aos grupos de risco da Covid-19; e alunos com prescrição médica que indique a manutenção do ensino remoto.

"O avanço da vacinação no Estado de São Paulo e os indicadores de queda da Covid-19 tornam possível e viável a obrigatoriedade dos alunos na sala de aula a partir do dia 18 de outubro", declarou o governador.

Funcionamento

Em coletiva de imprensa, o secretário estadual da Educação, Rossieli Soares, afirmou que as escolas não estão "voltando da mesma maneira". Ele também destacou que 97% dos profissionais da educação estão com o esquema vacinal completo.

O secretário apontou que a recomendação é que estudantes e profissionais da educação com sintomas da Covid-19 não deverão comparecer nas escolas. Além disso, o uso de máscara seguirá obrigatório e as instituições também estão orientadas a manter os ambientes bem arejados e a notificarem a UBS local e o Sistema de Informação e Monitoramento da Educação (Simed) sobre possíveis casos de infecção pela doença.

Rossieli explicou ainda que a rede estadual funcionará com a organização de alunos em "bolhas", os dividindo em grupos para manter o revezamento. Isto é: a frequência em aulas presenciais será obrigatória em alguns dias por semana, enquanto as demais atividades seguirá à distância ao longo do mês.

"A gente vai continuar com as atividades remotas para os alunos que precisarem", afirmou. Outra medida prevista é o rodízio de horários de recreio e refeições na rede estadual.

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