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Notícias | Região Maus-tratos

Polícia identifica dois como sendo agressores de cão comunitário em Nova Hartz

Homens negaram crime; Sorriso teve traumatismo craniano e segue internado

Por Juliana Flor
Última atualização: 15.04.2019 às 14:13

Foto por: Reprodução/Facebook
Descrição da foto: Sorriso após agressão

A Polícia Civil identificou duas pessoas como sendo as agressoras do cão comunitário Sorriso, em Nova Hartz. De acordo com o delegado Fernando Pires Branco, os homens estiveram na delegacia acompanhados de advogados e negaram as agressões. Branco afirma que as investigações do caso seguem e juntará ao inquérito o laudo do veterinário, que deve sair nos próximos dias. 

O crime aconteceu no último sábado (13), quando Sorriso foi atacado a pauladas, teve a ponta do pênis cortada fora e ainda levou um tiro na cabeça. Apesar da violência, o animalzinho sobreviveu e está internado em uma clínica veterinária.

A história viralizou nas redes e já há várias pessoas querendo adotar o cãozinho. A defensora de animais, que não quer ter o nome divulgado por medo de represálias, afirma que entrevistas podem ser feitas para ver com quem Sorriso deve ficar depois de 100% recuperado. Segundo a protetora, que coordena o projeto "Amor não tem raça", no momento, a situação do cão é estável. Ele teve traumatismo craniano e segue internado. Mais exames serão feitos amanhã, nas múltiplas lesões na cabeça "características de espancamento" e na lesão peniana, afirma.

Um dos agressores é um gerente de um mercado do bairro Vila Nova. Por meio de contato telefônico, o proprietário do estabelecimento explica que o funcionário foi afastado até que se comprove o que aconteceu e, também, pela própria segurança, já que sofreu ameaças e agressão após a repercussão do caso. 

Pena de até um ano de detenção

A pena para maus-tratos a animais vai de três meses a um ano de detenção, geralmente convertida em prestação de serviços à comunidade.

Agressões têm se tornado comuns

Os casos de agressão têm se tornado cada vez mais comuns na cidade, constata a protetora. O anterior foi há cerca de um mês e meio. "Pegamos um que o homem tinha cortado ele com um facão".

Tortura a animais em Parobé

Há pouco menos de dois meses, caso semelhante ocorreu em Parobé. Um grupo de quatro pessoas se divertia torturando animais – foram pelo menos três cães de rua –, no bairro Fazenda Pires. Em um dos casos, o cão foi amarrado pelo pescoço em um poste de concreto, enquanto um homem o segurava e outro o castrava com facão. Sem anestesia. As cenas foram gravadas sob as risadas dos agressores. Na época, a Polícia Civil identificou quatro suspeitos, que seriam indiciados por maus-tratos a animais. Um deles era bombeiro voluntário.

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