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Quadrilha de falsos policiais assalta até boate

Bando de Novo Hamburgo é investigado pelo ataque na RS-239, em Taquara

Por Silvio Milani
Última atualização: 07.05.2019 às 07:27

Foto por: BM/Divulgação
Descrição da foto: Flagrante: material encontrado no esconderijo, no bairro Santo Afonso, vai ser periciado
No auge da festa, com a pista de dança e mesas cheias de casais formados na noite, três homens de camisetas da Polícia Civil entram na boate e mandam todos para um canto. Algumas mulheres, seminuas, caem no desespero. De armas em punho, os invasores, que aos gritos se identificam como agentes da lei, logo se revelam assaltantes. Saqueiam pertences pessoais, agridem e fogem com o carro de um cliente. O ataque aconteceu na madrugada de sábado (4) na RS-239, em Taquara. Uma quadrilha especializada em roubos com trajes da Polícia, presa horas depois, no bairro Santo Afonso, em Novo Hamburgo, é investigada.

Se batida policial já não era bem-vinda na casa noturna, fechada duas vezes desde 2015 por falta de alvará, o assalto gerou desolação. Eram 2h30. Carteiras, documentos, telefones e joias foram arrecadados pelos bandidos. Fregueses e funcionárias teriam sido agredidos. Antes de fugir, o trio trancou as vítimas em um quarto.

Vítimas sumiram

A Brigada Militar foi acionada e encontrou um ambiente revirado. O dono do negócio, de 63 anos, recebeu os policiais e fez um breve relato do ataque. Ele não quis registrar ocorrência, assim como os clientes e empregadas. A maioria já tinha ido embora quando os brigadianos chegaram. O frequentador que teve o carro roubado também não estava mais lá. Ninguém soube informar o modelo do veículo levado pelos falsos policiais, o que prejudicou as buscas.

Camiseta apreendida é uma pista

Por volta das 9 horas de sábado, após tentativa de roubo a uma fábrica de móveis no bairro Industrial, em Novo Hamburgo, a Brigada Militar chegou ao esconderijo de uma quadrilha especializada em assaltos, na Santo Afonso. Na casa, os brigadianos apreenderam uma camiseta da Polícia Civil, além de três armas e farta munição. Cinco foram presos.

"Estamos verificando se essa quadrilha está ligada ao fato na boate. Pela camiseta e proximidade, a gente desconfia", declara o delegado de Taquara, Fabiano Berdichevski. Ele observa que há um grande número de roubos com uso de escudos da Polícia. "Estar identificado com símbolo da instituição não significa que se trata de policial. Essas camisetas, por exemplo, são facilmente encontradas em lojas. Não há um controle." Uma dificuldade da investigação é o aparente desinteresse das vítimas da boate. Os agentes tentarão ver se elas reconhecem os presos em Novo Hamburgo.

Ataques são comuns, mas ficam no sigilo

Roubos a boates que exploram prostituição são comuns, mas muitos sequer chegam ao conhecimento da Polícia, pois, para evitar constrangimento, vítimas preferem não fazer ocorrência. Em muitos casos, os assaltantes se passam por policiais para intimidar funcionários e fregueses. O comandante da Brigada Militar no Vale do Sinos, coronel Vitor Hugo Konarzewski, salienta o grau de periculosidade do bando preso. "Todos têm antecedentes e estavam até com a arma funcional furtada do carro de um policial militar na Ponte do Imperador, em Ivoti, em fevereiro deste ano." Conforme revelado pelo ABC Domingo, a sede do bando era guarnecida por câmeras no perímetro do prédio ao outro lado da rua.

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